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Intercâmbio: Modo de Fazer

Por Redação do Estudar Fora

A preparação para um intercâmbio acadêmico envolve uma série de decisões que nem sempre são fáceis de se tomar: Qual o melhor programa? Qual o melhor país? Qual visto devo solicitar e onde vou morar quando chegar?

Em primeiro lugar, é preciso descobrir quais programas e destinos irão atender às expectativas e objetivos do estudante. Em seguida, vêm os exames de proficiência, editais de bolsa, preparação dos documentos para a candidatura e para o visto. Ufa! Acabou? Não! Ainda é preciso definir onde morar e entender como será a vida por lá.

Passar por estas etapas com tranquilidade e munido de informações é fundamental para que o tão sonhado intercâmbio não traga frustrações ou mesmo acabe antes de começar: já pensou ser barrado na imigração porque o visto de estágio não é o correto?

Quais os melhores programas de intercâmbio?

Seja para fazer um curso de idiomas, ser voluntário ou aliar estudos e trabalho, existem inúmeros programas de intercâmbio disponíveis. Os mais recorrentes são intercâmbios de idiomas, geralmente com duração de três a seis meses – neste caso, é importante que o estudante garanta que está matriculado em uma turma do seu nível de fluência e tenha clareza sobre as expectativas do programa.

Um estudante que saia do zero e que tenha pouco tempo disponível, por exemplo, não vai alcançar o nível avançado em um só passo. “Se a pessoa tiver um período menor para ficar fora, não existe milagre, mesmo com a imersão total e o contato com o idioma 24 horas por dia”, esclarece Luiza Vianna, gerente de produto da CI Intercâmbio.

Por outro lado, quem já possui um nível intermediário ou avançado e deseja apenas adquirir segurança no idioma poderia mirar em programas ou cursos combinados, oferecidos por diversas instituições de ensino superior. Mirando uma mudança de carreira, por exemplo, um estudante pode aliar o curso de inglês em uma universidade estrangeira a matérias de um MBA.

Intercâmbio Acadêmico

Um bom começo para quem já está cursando universidade no país é tentar se informar de convênios e parcerias firmados entre a própria faculdade com outras no exterior. “Convênios são boas opções para aproveitar os créditos e diminuir o tempo de curso”, sugere Thaïs Burnmeister, consultora de educação internacional.

Caso não existam convênios, ou o estudante não tiver sido aprovado para as vagas disponíveis, é possível “tentar por fora”, explica Thaïs, por meio de agências de intercâmbio ou entrando em contato diretamente com as universidades. Nos sites de cada instituição é possível conferir as opções de programas para alunos estrangeiros e as instruções para se inscrever.

Neste caso, ter um bom desempenho acadêmico é fundamental. Quanto melhor o histórico escolar, maiores as chances de o candidato ser aceito pela universidade que almeja e maior o leque de opções que terá, independentemente de estar se candidatando pela universidade ou “por fora”. “É muito importante ter um bom desempenho, para ser mais competitivo”, argumenta a consultora.

Alternativas que não dependem de investimentos tão altos são cursos de curta duração, como Summer School, que duram de um a três meses. Geralmente voltados à prática do idioma local, são uma boa opção para quem ainda precisa adquirir fluência.

Intercâmbio com trabalho remunerado

Você quer estudar fora, mas não tem dinheiro suficiente para pagar pelo intercâmbio? Um programa de intercâmbio com trabalho remunerado durante as férias nos Estados Unidos pode ser a solução para você. Essa é uma modalidade também bastante procurada por universitários que não desejam adiar a graduação, mas querem ter uma experiência no exterior antes de darem início às suas carreiras.

O programa é formatado pelo governo americano e intermediado no Brasil por agências de intercâmbio. A ideia é recrutar mão de obra para trabalhar em locais como parques temáticos, estações de esqui, restaurantes e hotéis, cumprindo funções como as de garçom, recepcionista e hostess. Podem participar da atividade estudantes universitários de até 26 anos. A viagem deve acontecer estritamente durante as férias acadêmicas, e costuma ter duração de um a quatro meses.

Outra opção para quem deseja adquirir experiência profissional são os estágios remunerados no exterior. Existem vagas em diversos lugares do mundo e para as mais diferentes áreas de atuação.

O que você precisa saber sobre estágio no exterior

O estágio é remunerado? Depende do programa. De qualquer forma, a remuneração cobre os custos básicos e não inclui gastos com passagem aérea ou taxas da agência.
Quais áreas podem ir? Todas, exceto saúde, que tem diversas restrições ao contato com pacientes. A maior parte das vagas, porém, está nos segmentos de tecnologia, engenharia e hotelaria.
Como encontrar vagas? Nos sites das empresas ou por meio de agências de intercâmbio.
Tenho vaga, já posso ir? Não. Para ser válido, o acordo deve ser reconhecido por órgãos dos dois países – o que também é fundamental para a obtenção do visto de trabalho temporário.
Quais são os pré-requisitos? Ter entre 18 e 32 anos, ter formação na área de interesse, e possuir nível intermediário na língua do país de destino.
Quais são os países mais concorridos? Canadá e Estados Unidos.

Destinos de intercâmbio

Só de pensar em passar um tempo fora do Brasil, vêm à mente alguns países mais conhecidos. São destinos comuns para o intercâmbio acadêmico que acabam se repetindo na procura por vagas de estágio, e incluem Estados Unidos, Canadá e Inglaterra. Estes não apenas são os mais procurados pelos estudantes como também oferecem um número maior de vagas, com a intenção de internacionalizar cada vez mais as empresas e instituições locais.

Na contramão, há quem opte por países que fujam dos roteiros tradicionais e que têm menos procura – seja por terem oportunidades para quem deseja praticar um idioma diferente, seja por terem um custo de vida mais em conta.

“Em um mesmo país, se o aluno escolher uma cidade menor ou maior, isso já impacta muito. Há uma diferença grande entre escolher Bristol ou Londres, ambas Reino Unido”, explica Luiza Vianna, gerente de produto da CI Intercâmbio.

Qual é a idade certa para fazer intercâmbio?

De acordo com a especialista em educação internacional Andrea Tissen, não há uma idade certa para fazer intercâmbio. “O que importa é planejar a viagem a partir de um entendimento da história, perfil, forma de ser, momento de vida e motivação de cada um. Porque são esses detalhes que vão marcar o aproveitamento de uma vivência fora do país”, explica ela.

Idade não traduz maturidade nem a forma como enfrentamos desafios. E é exatamente por isso que é tão importante avaliar cada caso quando alguém quer estudar fora. Para adequar o tamanho do desafio à pessoa em questão. Por isso, há diversas opções de intercâmbio de ensino médio – que incluem um acompanhamento mais próximo do estudante que ainda está em fase formativa – até opções de um período sabático para quem está “na melhor idade”. “Mesmo que já tenha viajado muito, esta pode ser a sua grande oportunidade de experimentar uma vivência internacional”, completa a especialista.

Intercâmbio de graça?

O primeiro passo para estudar fora em tempos de crise, diz o educador financeiro Reinaldo Domingos, é colocar tudo no papel: dos objetivos com a viagem aos gastos para se viver no exterior. “Para poder enxergar todos os valores e logísticas envolvidos, é preciso fazer um diagnóstico que começa com saber o que se quer”, afirma ele, que é autor do livro Terapia Financeira e presidente da Associação Brasileira de Educadores Financeiros (Abefin).

Para a maioria dos estudantes, isso significa estabelecer um orçamento para cada necessidade desse período e ter em mente o que será necessário em cada aspecto. Nesse planejamento, vale a regra de ouro: quanto antes, melhor. Isso possibilita que o aluno consiga juntar o dinheiro destinado à experiência no exterior, e também distribuir os gastos. Comprar passagens, bancar o visto, arranjar uma acomodação adequada… Tudo entra em um longo check-list que deve ser iniciado o mais cedo possível.

Uma vez ciente de todos os gastos envolvidos, é chegado o momento de procurar fontes de financiamento: há diversas organizações (incluindo as próprias escolas e governos) que oferecem bolsas de estudos; além disso, fique atento a competições que oferecem como prêmios viagens ou cursos. Por fim, há ainda a opção de fazer um crowdfunding e contar com a sua rede para conquistar o sonho!

O significado de Intercâmbio para a vida

Flexibilidade, adaptabilidade a diferentes modos de pensamento e, naturalmente, domínio de línguas estrangeiras são habilidades essenciais a quem deseja desenvolver uma carreira global. Esse é o seu caso? Recrutadores são unânimes em dizer que para cargos em organizações internacionais, empresas multinacionais ou consultorias estudar fora é diferencial.

Há mais de 20 anos viajando e morando em diferentes países por conta de sua carreira, Carlos Watanabe, diretor para América Latina na Dolby Laboratórios, afirma que sente no seu dia-a-dia a aplicação de habilidades que adquiriu em experiências como estágio e um MBA no exterior. Entre elas, ele destaca ter resiliência e cabeça aberta para as diferentes formas de trabalhar.

O significado do intercâmbio, e o impacto que ele terá na trajetória pessoal e profissional do estudante, depende das oportunidades que ele aproveita durante a experiência. “Não é só fazer as malas e ir. É preciso aproveitar a oportunidade para desenvolver características e habilidades que a sua carreira dos sonhos vai exigir”, explica Ricardo Ribas, gerente executivo da empresa de recrutamento Page Personell..

 

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