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Sydney, Austrália

Intercâmbio na Austrália: as melhores dicas e os principais programas

Por Nathalia Bustamante

Praias dignas de cinema, clima parecido com o de grandes cidades brasileiras, centros urbanos com gente de todos os cantos do mundo, o famoso Outback… Todos esses cenários cabem na Austrália, o sexto maior país do mundo (logo abaixo do Brasil em extensão). Além de paisagens como essas, quem está se preparando para um intercâmbio na Austrália também contará com uma variedade de universidades de destaque nos rankings internacionais e muitas oportunidades de desenvolvimento.

Intercâmbio de Inglês

Uma dos principais objetivos de brasileiros que vão estudar na Austrália é desenvolver a fluência em inglês. Não à toa: o país oferece uma variedade de opções de estudo para estudantes estrangeiros, com mais de 1.200 instituições e 22 mil cursos de idiomas.

O governo garante a qualidade do ensino com base na Lei dos Serviços Educacionais para Estudantes Estrangeiros e o Código Nacional de Boas Práticas para as Autoridades de Registro e Prestadores de Educação e Formação para Estudantes Estrangeiros. Ambos fornecem padrões nacionalmente homogêneos para provedores de educação e formação para estudantes estrangeiros.

Para escolher seu curso e instituição de ensino, procure os que estão inscritos no Registro de Instituições e Cursos para Estudantes Estrangeiros da Comunidade da Austrália (CRICOS). Depois de escolhido o destino, é possível entrar em contato diretamente com a instituição ou procurar uma agência.

A estudante Bruna Teixeira de Oliveira, por exemplo, fez um curso de inglês durante seis meses e permaneceu em Sydney trabalhando como garçonete e hostess pelo restante do intercâmbio. Segundo ela, tanto os estudos quanto o trabalho contribuíram para que ela passasse a falar o idioma fluentemente. “Eu adorei as aulas que tive. Além disso, ter trabalhado me ajudou muito a colocar a teoria em prática e a adquirir vocabulário, além de juntar dinheiro e me manter por lá”, diz. Confira aqui o que ela diz sobre a experiência.

Sistema de Ensino da Austrália

Antes de entrarmos nos tipos de intercâmbio acadêmicos que brasileiros podem realizar na Austrália, é importante apontar algumas diferenças entre o sistema de ensino brasileiro e australiano.

Oficialmente, são 12 anos de educação básica, que vão do maternal ao Ensino Médio. Porém, na Austrália, a obrigatoriedade de estudar vai apenas até o ano 10 do High School – sendo que os anos 11 e 12 são opcionais e destinados àqueles que pretendem estudar em uma universidade. Nestes dois anos, os estudantes podem direcionar seus estudos para as áreas em que desejam se aprofundar.

Já para aqueles que saem da escola no ano 10, há duas opções: os estágios profissionais, ou o College, que oferece cursos vocacionais e técnicos (VET). Uma das vantagens desta modalidade é que fornece um certificado ou diploma que, apesar de ter menor valor que um diploma universitário, possui grande reconhecimento tanto dentro como fora da Austrália.

Intercâmbio de Graduação

O curso de bacharelado, chamado de “undergraduate”, é equivalente à graduação brasileira, com duração que vai de dois a cinco anos. Para aqueles que já cursam uma universidade brasileira e pretendem ingressar em uma instituição australiana, é possível tentar o aproveitamento de alguns créditos, mas antes é necessário verificar se a instituição onde estuda é reconhecida na Austrália.

Uma opção para quem está saindo do Ensino Médio e quer entrar direto em universidades australianas são os Cursos de Fundação. São cursos em que podem se matricular os estudantes que não cumpram as condições necessárias para ingressar nos estudos universitários e que permitem a reserva de uma vaga provisória nos estudos desejados. Se forem igualados ou superados os requisitos requeridos durante o curso, obtém-se a vaga reservada.

 

“Normalmente, as aulas da graduação são compostas por lectures – aulas expositivas compartilhadas com diferentes cursos de graduação da instituiçãoseguidas de tutorials, com um número reduzido de alunos, visando aprofundar o conteúdo explorado em sala de aula.” explica Felipe Hickmann, estudante da UFRGS que fez intercâmbio na Austrália pelo programa Ciência Sem Fronteiras.

Outra opção para quem está na faculdade e quer turbinar o currículo são os cursos curtos e cursos de extensão oferecidos pelas próprias universidades australianas. É possível ter aulas de “Negociação e Liderança”, “Arte de influenciar pessoas” e “Pensamento estratégico”, por exemplo. Por serem de curta duração, não exigem um investimento tão alto (os cursos mais acessíveis custam entre $320 e $490 dólares australianos) e possibilitam o aprendizado de conteúdos específicos, ao mesmo tempo que desenrolam a fluência no inglês.

Pós-Graduação e Pesquisa

Diferente dos cursos no Brasil, a pós-graduação na Austrália possui uma estrutura modular, sendo composta em geral por três módulos (Graduate Certificate, Graduate Diploma, Master). Cada módulo possui duração de 1 a 2 semestres, sendo que a pós-graduação completa vai de 1,5 a 2 anos. O estudante pode optar se irá ou não realizar todos os módulos – de qualquer forma, ele receberá a certificação referente ao tempo curso realizado.

A pós-graduação conhecida como Master se divide em dois tipos, Master by Coursework e Master by Research (que possui um período de pesquisa). A segunda opção é a que equivale ao Mestrado no Brasil, onde o aluno além de concluir o programa curricular pré-selecionado, precisa apresentar um projeto de pesquisa individual e independente.

Na Austrália também existem cursos de Master of Business Administration (MBA), bastante procurados por executivos ou profissionais da área de gerenciamento com interesse em aprofundar seu conhecimento sobre o ambiente de negócios. Já o curso de Doutorado PhD, assim como no Brasil, é baseado em pesquisa e oferece oportunidade para que o acadêmico avance seus estudos em uma área específica e desenvolva pesquisas que tragam uma contribuição original em sua área de estudo

Visando atrair os melhores estudantes internacionais para os seus programas de Mestrado e Doutorado, as universidades australianas oferecem inúmeros benefícios – que vão da isenção total das taxas de matrícula até bolsas de estudos que cobrem as despesas do estudante do país.

Além disso, o Governo da Austrália também possui um renomado (e concorrido!) programa de bolsas de Estudos:  As bolsas Endeavour – ou, formalmente, Endeavour Scholarships & Fellowships – são integrais e oferecem a estudantes internacionais a oportunidade de estudar com todas as despesas pagas nas melhores instituições do país. As inscrições abrem todos os anos por volta de março e se encerram em junho.

Confira aqui as melhores universidades da Austrália

Visto de Estudante

A qualidade de vida na Austrália é alta – por outro lado, o custo de vida também. No entanto, o intercâmbio na Austrália acaba sendo viável para intercambistas porque permite que eles trabalhem enquanto estudam. Alunos de universidade, de escolas de idioma ou de cursos livres que tenham o visto de estudante podem trabalhar até 20 horas por semana durante os estudos e em tempo ilimitado nas férias. Aqui, você confere dicas de especialistas de como planejar o seu intercâmbio na Austrália.

Os candidatos a visto de estudante precisam comprovar a matrícula em curso em tempo integral que tenha mais de 12 semanas de duração. Para curso mais rápidos o visto concedido é de turismo que dura três meses.

Ao pedir o visto de estudante, também é preciso dizer os motivos que o levaram a estudar no país. “Não pode ter antecedentes criminais significantes, é preciso estar saudável e, se for solteiro, provar que possui uma capacidade financeira para os seus primeiros 12 meses de Austrália de um mínimo de 19.830 dólares australianos”, diz Queiroz. Não há limite de idade.

Qual cidade escolher para o seu intercâmbio na Austrália?

Cidades australianas estão consistentemente entre as primeiras em rankings de melhores cidades para se estudar. Melbourne, por exemplo, esteve entre as 5 melhores nos últimos cinco anos. Tanto ela quanto sua irmã Sydney oferecem a combinação de excelentes universidades e altíssima qualidade de vida.

Talvez por isso, elas sejam tão atrativas para estudantes internacionais: a Austrália recebe por ano aproximadamente 300 mil estudantes estrangeiros – o que quer dizer que um em cada três estudantes universitários do país não são australianos.

A escolha mais comum para estes estudantes brasileiros é Sydney. Muito conhecida por seu porto icônico e a famosa Opera House, a maior cidade da Austrália abriga também uma comunidade culturalmente muito diversa e praias de areia branca.

Segunda em tamanho, Melbourne é conhecida como a capital cultural da Austrália. Lá, é possível conferir um pouco da história do país e um cenário contemporâneo florescente. Ficou difícil escolher entre uma das duas? Confira neste texto as principais características de cada uma das cidades e descubra qual se encaixa melhor com as suas expectativas.

 

Está em dúvida entre a Austrália e sua vizinha Nova Zelândia? Confira aqui o episódio de Comparando Destinos que explica as diferenças e semelhanças entre os dois.

 

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