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Pedro Paulino, aprovado em Harvard (1)

“Planejamento é o melhor conselho”, diz brasileiro aprovado em Harvard

Por Priscila Bellini
27.02.2018

O brasileiro Pedro Paulino, aprovado em Harvard para graduação, explica como elaborou sua application e quais pontos fizeram a diferença na sua preparação.


Quando chegou ao Ensino Médio, o brasileiro Pedro Paulino tomou uma decisão importante junto à família: deixar a cidade mineira de Poços de Caldas e fazer as malas para o Rio de Janeiro. Em terras cariocas, esperava encontrar mais condições enquanto estudante, ainda que deixasse para trás boa parte da família e dos amigos. “Tive de quebrar esse aparato de conforto para ter acesso a mais oportunidades”, explica ele, aprovado em Harvard para a graduação.

Com uma vaga garantida no Cefet-RJ, Pedro chegou ao Rio de Janeiro e aproveitou uma lista extensa de atividades extracurriculares. Entravam na lista olimpíadas científicas de Astronomia e Matemática, jogos de xadrez a nível profissional, modelos de simulação das Nações Unidas… “No Cefet, eu encontrei pessoas que também tinham interesse”, conta ele.

Logo começou a se destacar nas atividades de que participava. Em 2016, por exemplo, embarcou para a Índia para a Olimpíada Quanta, que une matérias como ciências e matemática, e voltou com a medalha de ouro. Em 2017, conseguiu uma bolsa para passar o verão na Oxford Royale Academy, da Universidade de Oxford. Por lá, conquistou o título de Best Speaker nos debates organizados pela instituição, que reuniam todos os colleges.

Pouco a pouco, as atividades extracurriculares chegaram ao nível internacional. “Comecei a entrar no Estudar Fora, ver depoimentos de quem foi pro exterior”, diz Pedro. “Passei a me basear nisso para desenvolver a minha trajetória”.

Preparação para a candidatura

O processo de application, como é conhecida a candidatura a universidades americanas, leva tempo. Afinal, envolve não só boas notas no histórico acadêmico, como também testes padronizados, como o SAT e o ACT, além de exames de proficiência, como o TOEFL. Candidatos como Pedro Paulino, que foi aprovado em Harvard, conduzem essa preparação ao longo de todo o Ensino Médio. Nas palavras do brasileiro, foi um esforço para construir uma “application mais sólida”.

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Como ele explica, contou à universidade sua trajetória pessoal e também que tipo de projetos desenvolvia na escola e fora dela. “Eu não entrei em Harvard pelos meus resultados em provas, mas pelas minhas atividades extracurriculares”, opina ele. Ainda assim, Pedro esforçou-se para apresentar os resultados mais altos possíveis em testes padronizados. No caso do ACT, sua nota só foi satisfatória depois de algumas tentativas. “Ainda que o processo seja holístico, a gente sempre quer ter as melhores notas possíveis”.

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Durante o processo, o brasileiro contou com a ajuda do preparatório gratuito da Fundação Estudar, o Prep Estudar Fora. “O programa me ajudou a ter um senso do que eu poderia fazer pra me mostrar melhor para as universidades”, conta Pedro. Ao longo de um ano, não só teve apoio nos testes, mas também mentoria com brasileiros que também estudaram no exterior. “Meu mentor me conhecia e conseguia dizer quais pontos destacar, me dava dicas e ideias para uma boa application”.

“A application era meu foco e eu não tinha uma segunda opção”

A parte mais difícil no processo, segundo Pedro, precede a lista extensa de documentos e exames exigidos. Tem a ver com a decisão de se candidatar às universidades. “Você vai ter de focar nisso, decidir que tudo que fizer será em prol disso, vai ser sua prioridade”, detalha o brasileiro. “A application era meu foco e eu não tinha uma segunda opção”.

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Para os que já tomaram a decisão de estudar fora, os conselhos do estudante brasileiro giram em torno da construção de uma boa candidatura – com bons essays e uma boa história para contar. Quanto antes começar a preparação, melhor. “A antecedência é um fator-chave, e o planejamento é o melhor conselho”, sintetiza ele. Com o tempo extra, é possível fazer várias vezes os testes requisitados, até obter um score adequado, e mesmo optar pelo early action.

Pedro destaca a importância de fazer atividades extracurriculares durante o Ensino Médio e levá-las a sério. “Depois, buscar programas internacionais que permitam chegar ao máximo dessa atividade”, sugere o jovem aprovado em Harvard. No caso das simulações da ONU realizadas pelo brasileiro, o “ápice” foi a visita à sede das Nações Unidas, em Nova York. “Chegar a eventos internacionais também dá muita credibilidade ao aluno”, completa. Para executar esse plano, antecedência é novamente essencial. “Quanto mais tempo você se dedica, a tendência é que fique melhor naquilo”.

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