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05.09.14

Atividades extracurriculares: conheça mitos e verdades

Atividades extracurriculares: conheça mitos e verdades

Quanto mais atividades extras, melhor? Posso começar a fazer um mês antes? Especialista, formado em Harvard, explica o que as universidades querem!

Para ser aprovado em uma universidade do exterior, é preciso muito mais do que boas notas. Com a filosofia de conhecer os alunos por completo, as instituições exigem, além das provas padronizadas e de proficiência no idioma do país de destino, histórico escolar, cartas de recomendação, redações e dezenas de formulários.

Neste processo, uma das formas de um candidato se diferenciar dos demais é explorando bem as suas atividades extracurriculares mais importantes. Aí, vem a dúvida: o que as universidades realmente valorizam? O que você deve contar aos admissions officers (profissionais responsáveis pela seleção dos candidatos) e o que é melhor guardar só para você?

Para ajudar a esclarecer essas dúvidas, o Estudar Fora investigou os mitos e as verdades sobre as atividades extracurriculares. Confira:

“As atividades extracurriculares não têm muita importância. É comum ser aprovado se você tiver as melhores notas.”

MITO. Segundo Mateo Corby, coordenador do Personal Prep – o programa de preparação para admissão em universidades da Fundação Estudar – , as melhores escolas já esperam que você tenha notas altíssimas. Isso não é um diferencial. “Entre tantos alunos inteligentes, o admissions officer vai escolher os que têm algo a acrescentar à comunidade universitária, e as atividades extracurriculares dizem muito sobre a perspectiva individual de cada estudante”, explica. Alunos que foram bem-sucedidos no processo de application também afirmam que é preciso olhar as atividades extracurriculares com atenção, dando-lhes a devida importância: “Todos os concorrentes são muitos bons. É preciso sair do normal para ser bem sucedido”, considera Michel Zelazny, freshman (nome dado aos calouros) na Universidade Columbia.

 “Nunca fiz nada além de ir à escola, mas vou começar a participar de várias atividades só para enriquecer meu application e impressionar as universidades.”

MITO. O candidato que fizer isso terá grandes chances de ser “descoberto” e uma probabilidade maior de ouvir um “não”. “É importante que o interesse pelas atividades seja genuíno. É fácil perceber quando um aluno se envolve com uma série de coisas diferentes três meses antes da temporada de applications. Por isso, as universidades fazem perguntas mais específicas, sobre posição de liderança e tempo de participação na atividade, e também entrevista”, explica Mateo, que é formado em Harvard.

 “Posso usar minhas atividades extracurriculares para completar mais que uma seção da minha application.”

VERDADE. Tanto Michel, de Columbia, quanto Henrique  Vaz, freshman da Universidade de Harvard, afirmam que as atividades extracurriculares estiveram presentes em outras seções além do formulário específico para elas. Os dois escreveram redações sobre atividades com que se envolviam, como coral e olimpíadas científicas. “As redações e a entrevista são uma forma de completar a exposição do background do aluno. Você pode falar, por exemplo, do impacto dessas atividades no seu crescimento”, acrescenta Mateo. 

“Preciso fazer trabalho voluntário.”

MITO. Fazer trabalho voluntário é importante, mas para o mundo e não necessariamente para ser aprovado em uma universidade ‘top’. Faça se tiver vontade. Mateo conta que, pelo Personal Prep, já passaram dezenas de alunos com os mais diversos interesses – não exatamente voluntariado – e que entraram nas escolas que almejavam. “Há estudantes que abriram empresas com 17 anos, outros que participam de grupos de arte circense…O importante é que o interesse seja verdadeiro”, diz.

“Quanto mais, melhor.”

MITO. Aqui, vale a regra de sempre: melhor qualidade do que quantidade. “É preciso considerar o que o aluno tirou de cada atividade. Às vezes, uma posição de liderança em um dos interesses vale mais que um encontro por semana em vários”, diz Mateo. Henrique Vaz concorda e diz que todas as atividades que exerceu o fizeram crescer de maneira diferente. “Não adianta fazer 20 coisas e não ter nada a falar sobre elas”. 

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Por Larissa Guimarães

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