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01.08.16

“Atividades extracurriculares são fundamentais”, diz aprovado em oito universidades

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Às vésperas de começar suas aulas nos EUA, brasileiro compartilha seu processo de preparação que começou ainda no Ensino Fundamental.

Por Beatriz Montesanti

“Nada cai do céu”, reconhece Caio de Oliveira. O lugar-comum que cita tem para ele um quê de autossatisfação: a aprovação para estudar em uma reconhecida universidade americana, após anos de preparação para isso.

Há alguns meses, Caio recebeu a carta de aprovação da Cornell University, uma das 11 instituições americanas para as quais se inscreveu na esperança de estudar nos Estados Unidos (além de Cornell, ele foi aceito em outras sete). O plano, conta, era antigo: desde os 12 anos o jovem se envolveu em projetos fora da sala de aula que lhe motivassem e, além disso, impulsionassem seu currículo. O primeiro deles, ainda no Ensino Fundamental, foi organizar competições de xadrez em um asilo.

Você não precisa procurar atividades só em áreas que tenham a ver com o que quer estudar na faculdade. É legal achar um equilíbrio entre as coisas, sair da zona de conforto

“Fiz bastante trabalho voluntário, porque desde criança gostava de me envolver. Achava que tinha uma responsabilidade social como cidadão”, conta. Além do asilo, Caio auxiliou aulas de matemática da rede estadual de ensino. No terceiro ano do colegial, envolveu-se com uma feira de ciências e desenvolveu uma pesquisa sobre próteses de braços feitas em uma impressora 3D. No mesmo ano, participou do London International Youth Science Forum, que aconteceu no Imperial College, em Londres, apresentando um projeto sobre eficiência de métodos de aprendizagem.

“Escolas gostam de alunos que sabem identificar problemas e tomam atitudes para resolvê-los. É importante estar consciente do que se vive, procurar problemas inusitados. Não custa nada juntar um grupo de amigos e ter essa iniciativa.” Como as soluções para o problema que se quer resolver nem sempre são óbvias, ele reforça o valor do planejamento.

Preparação para a Candidatura

Ao longo do tempo, Caio também se familiarizou com as oportunidades que poderia ter nos EUA. Participou de alguns cursos de verão em universidades americanas e buscou investir em atividades que lhe oferecessem experiências diferentes. “Eu quero estudar políticas públicas e matemática, mas fiz um trabalho sobre próteses, que não tem nada a ver com isso. Você não precisa procurar atividades só em áreas que tenham a ver com o que quer estudar na faculdade. É legal achar um equilíbrio entre as coisas, sair da zona de conforto”, recomenda.

Caio acredita que o ecletismo de suas experiências foi um ponto positivo da candidatura. Mas, mais que isso, ele considera que seu mais importante feito durante o processo foi ouvir o mundo ao seu redor: “Todo mundo tem algo novo pra te ensinar. Tentava aprender tudo com quem conversava: estrangeiros, brasileiros, sempre tentava aprender algo novo.”, diz. “Me envolver com essas coisas foi essencial para dar certo. Agora estou aqui e me sinto mais maduro para encarar uma nova experiência”, completa.

 

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