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boa nota no TOEFL

Como conseguir uma boa nota no TOEFL em 2019

Por Priscila Bellini
07.05.2019

Brasileiro conta como não só conseguiu uma boa nota no TOEFL, mas quase gabaritou o exame, exigido por universidades estrangeiras. Confira dicas para cada etapa da prova!


Não é novidade que uma boa nota no TOEFL, exame de proficiência em inglês, é exigência para muitos programas de bolsa. Mais do que isso: é um requisito comum em diversas universidades estrangeiras que contam com cursos ministrados em inglês — mesmo em países como Alemanha e Japão.

Isso porque o exame funciona como forma de avaliar as capacidades do aluno em compreender e se expressar na língua inglesa. Em outras palavras, se o estudante conseguiria se sair bem nas aulas, interagir com os professores e colegas, aproveitar as matérias e as oportunidades ao estudar fora.

Por isso, uma boa nota no TOEFL faz a diferença. O teste divide-se em quatro etapas, que cobrem competências necessárias para um falante do idioma: speaking, reading, writing e listening. Ao fazer o exame de proficiência, o candidato pode obter notas que totalizam 120 pontos.

No caso do brasileiro Gabriel Saruhashi, que hoje estuda na Universidade Yale, o resultado foi de 117 pontos, dos 120 possíveis. Não só uma boa nota no TOEFL, mas um desempenho próximo de “gabaritar” o exame. Gabriel explica que a preparação para um resultado excelente segue um princípio que se assemelha ao dos vestibulares no Brasil. “Não importa tanto o quanto você sabe sobre a matéria, mas o quanto conhece o modelo da prova”, sintetiza ele.

Leia mais: Preparação para o TOEFL – conheça simulados e ferramentas gratuitas

Como se preparar ter uma boa nota no TOEFL

Para se familiarizar com as etapas do TOEFL, o brasileiro comprou o livro oficial produzido pela ETS, empresa que elabora o exame. Também recorreu ao aplicativo EduSynch e a vídeos no Youtube que tratavam de cada parte da prova. “Como era minha primeira prova do tipo, eu me sentia um pouco inseguro e então decidi me preparar mais”, conta ele.

Segundo Sean Kilachand, CEO e fundador do EduSynch, essas plataformas online “são diferentes porque, pelo preço de um livro, os alunos podem acessar milhares de questões de prática que se adaptam baseado nas habilidades dos alunos”. Ainda assim, ele ressalta: “os dados mostram que a forma mais eficaz de aprender uma língua estrangeira é uma combinação de aulas presenciais (ou virtuais, mas com um professor) junto com uma plataforma para praticar e fazer exercícios”.

No entanto, dependendo das habilidades que o estudante pretende treinar, recursos virtuais podem ser bem eficientes para conseguir uma boa nota no TOEFL. “As habilidades passivas como reading e listening são mais fáceis de aprender pelo aplicativo do que por uma aula presencial”, argumenta. E acrescenta também que “na parte do writing, é possível usar um app para aprender mais sobre as leis gramaticais, as estruturas mais corretas das frases, o vocabulário, etc.”. Já no speaking, ele reconhece que o professor é fundamental: “não existe aplicativo melhor do que um ser humano”, diz.

Confira as dicas que Gabriel Saruhashi e Sean Kilachand destacam para quem deseja se preparar para cada uma das etapas do TOEFL.

Reading

Parte inicial do exame, o reading volta-se a leituras mais formais, como de textos acadêmicos, jornais e revistas. Por isso, fazer dessa atividade um hábito permite que o aluno se saia melhor nessa etapa. Acompanhar um feed de notícias recheado de conteúdos em inglês, vindos de veículos como New York Times e BBC, serve de ponto de partida.

“Eles querem saber se o aluno consegue ler em um cenário acadêmico, ler papers que interessem, artigos de jornais…”, explica Gabriel. Para ele, que já tinha nível avançado de inglês quando optou por fazer a prova, o hábito de fazer leituras no idioma estrangeiro garantiu uma pontuação generosa.

Segundo Sean, um erro comum de muitos candidatos é não prestar atenção no tempo para o reading. “É importante ficar de olho no cronômetro, então fazer simulados e até prática cronometrada podem ser atividades bem úteis”, reforça.

Listening

Essa competência também entra para as habilidades essenciais que um estudante precisa ter fora do país. Tanto para entender o que um professor explica em sala de aula quanto para situações sociais, como conversar com os amigos. Justamente por isso, o TOEFL costuma abordar tais situações na etapa de listening. “É algo de que você vai precisar quando estiver morando nos Estados Unidos”, comenta Gabriel.

Como ele detalha, o listening apresenta trechos de aulas e palestras, típicas do ambiente das universidades, e também dá conta de situações sociais. Para se sair bem, um caminho certeiro é apostar nos hábitos. “Assistir a séries em inglês, sem legendas, ajuda bastante. Ouvir músicas e podcasts estrangeiros também”, sugere o estudante brasileiro.

Além disso, segundo Sean, “muitos candidatos não têm experiência suficiente em fazer boas anotações, o que é uma das habilidades mais importantes para ser bem sucedido no listening“. Não há uma única maneira certa para fazer anotações, mas ele recomenda o vídeo abaixo, que oferece algumas dicas:

Speaking

Falar bem em inglês também faz parte das habilidades necessárias para obter uma boa nota no TOEFL. “Essa é uma seção bem estruturada da prova, que tem sempre os mesmos tipos de pergunta”, diz Gabriel. Em geral, as duas perguntas iniciais do speaking referem-se ao candidato e seus gostos e interesses. Já as restantes cobrem assuntos mais variados e incluem arquivos de áudio e de texto em que o aluno precisa basear suas respostas. Para explorar cada tipo de questão, Gabriel cita alguns dos conteúdos que usou, disponibilizados pelo canal Notefull gratuitamente pelo Youtube.

Leia mais: Veja temas que podem cair nas seções de writing e speaking do TOEFL

Mais do que falar rapidamente, o estudante precisa falar de forma articulada, expondo os pontos de destaque e comparando as ideias apresentadas. Vale fazer uso de estruturas de transição para demonstrar domínio do idioma. “O maior segredo é se organizar na hora de tomar notas”, aponta Gabriel. Fazer duas colunas para anotar os aspectos essenciais do material analisado, para poder comparar as partes sem se perder, é uma saída.

Sean aponta que, tanto no speaking quanto no writing, “muitos candidatos tentam utilizar gramática e vocabulário complexos para parecer ‘mais inteligente'”, mas que isso não costuma resultar numa boa nota no TOEFL.

Writing

Para se preparar para tal etapa, um dos caminhos sugeridos por Gabriel Saruhashi é o treino, por meio de simulados e provas antigas. Escrever textos, sempre com o cronômetro em mãos, funcionou para o brasileiro. “Você também pode mandar seu material para alguém que tenha um nível de inglês bacana, para que envie feedback sobre o texto”, sugere ele.

Leia mais: Gabaritando o TOEFL – Uma videoaula sobre writing direto da Califórnia

De acordo com Sean, nessa seção e no speaking, os examinadores “querem ver/ouvir respostas diretas e precisas com uma estrutura específica”. Essa estrutura, segundo ele, é a seguinte:

  • Declaração de tese (responder à pergunta diretamente escolhendo uma posição ou argumento específico);
  • Transition statement (como therefore ou thus);
  • Usar provas ou exemplos específicos no seu argumento;
  • Outro transition statement (Furthermore, additionally, etc.);
  • Mais provas e/ou exemplos específicos;
  • Conclusão (In conclusion, my argument that […] is correct because of the stated evidence)

De maneira resumida, essa estrutura envolve simplesmente deixar clara a sua posição, oferecer argumentos e exemplos convincentes sobre ela e concluir sua declaração. “Essa estrutura deveria ser usada em cada tipo de questão nas seções de speaking e writing e, se feita corretamente, é provável que o aluno obterá uma boa nota no TOEFL”, diz Sean.

Na hora agá

No grande dia, o estudante deve se esforçar para manter a calma. Como Gabriel explica, trata-se de uma prova de idioma, uma habilidade que foi adquirida ao longo de anos, em um esforço contínuo. “A premissa é que você já estudou bastante antes”, sintetiza ele.

Fazer atividades que mantenham o contato do estudante com a língua inglesa — como assistir ao episódio de uma série ou ouvir uma música de que goste — funciona como revisão, sem acarretar tanto estresse. Como Gabriel explica, basta fazer um “aquecimento”, vendo notícias da BBC, conversando com alguém em inglês ou mesmo falando sozinho.

 

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