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Rodrigo Paolucci deixou o cargo de CEO para fazer um MBA

Conheça história de brasileiro que deixou cargo de CEO para fazer MBA no Canadá

Por Priscila Bellini

Quando o mineiro Rodrigo Paolucci escolheu fazer um MBA no exterior, teve de deixar para trás seu posto de CEO. Era um momento de transição em sua empresa, a YContent, em uma fusão com o grupo Predicta. “Eu tinha encerrado mais um ciclo da minha empresa, então, eu continuava ou começava uma coisa nova”, conta Rodrigo, que hoje estuda em Toronto.   

Dessa vez, a novidade seria o MBA, um projeto de longa data. Ao longo de dez anos, Rodrigo recebera em sua empresa estudantes de MBA vindos de instituições como Stanford e MIT (Massachusetts Institute of Technology), para programas de estágio. “Eu ouvia a experiência deles e aquilo sempre me cativava muito”, diz o brasileiro. Entretanto, faltava encontrar o timing certo para fazer as malas.

De CEO a estudante de MBA

“Foi, basicamente, um recomeço”, sintetiza Rodrigo, que deixou o cargo de CEO para estudar no Canadá. Mudar-se para outro país, longe da família e dos amigos, disposto a estudar negócios não é, portanto, uma decisão fácil. Do ponto de vista de um CEO, nem se fala.

“Você vai para um país em que não está familiarizado com o ambiente de negócios, em que ninguém conhece seu trabalho”. Construir uma nova rede de contatos, estabelecer novos relacionamentos constitui um desafio. Por outro lado, como Rodrigo ressalta, trata-se da chance de ver as coisas por outro ângulo e formar um novo círculo, uma nova rede de contatos mais global, graças ao MBA.

“É uma oportunidade de parar de pensar e agir da mesma forma de sempre”, resume. Agora, por exemplo, Rodrigo prepara-se para um estágio de verão, como estudante de MBA.

Como tomar a decisão

Antes de fazer as malas e embarcar para outro país – sendo ou não CEO -, é necessário refletir sobre a decisão. Em outras palavras, investir em autoconhecimento. “Se não souber o que quer do MBA, a chance de se frustrar é grande”, opina Rodrigo.

Ainda que a experiência no exterior traga benefícios, há momentos desafiadores. “É um curso que consome muito tempo, que faz com que a gente tenha de sacrificar relacionamento pessoal, proximidade com a família…”, lista Rodrigo. E não são apenas esses os fatores a considerar, já que um MBA no exterior serve como investimento. “São gastos com a tuition, as despesas para morar em outro país, o dinheiro que você deixa de faturar”, complementa ele.

“Se não souber o que quer do MBA, a chance de se frustrar é grande”

Com a Universidade de Toronto em mente, Rodrigo dedicou tempo analisando o programa de dois anos integrais de MBA. Também decidiu visitar a instituição de ensino antes de fazer a application. “Eu conheci o campus, a estrutura que eles ofereciam, fui a uma aula e vi o nível de participação das pessoas”, descreve o brasileiro. É um conselho de Rodrigo aos interessados em estudar fora, já que a experiência “muda a percepção sobre o MBA”.

É necessário ter em mente as possibilidades oferecidas pelo programa escolhido, como matérias eletivas, vínculo com a indústria e oportunidades de estágio. Como explica Rodrigo, ao chegar ao país de destino, cabe ao estudante entender mais a fundo “como vai se posicionar e extrair o melhor do programa”.

Por que escolher o MBA no Canadá

Ao contrário da maioria dos que se candidatam a programas de MBA, Rodrigo só enviou sua application a uma instituição de ensino, a Universidade de Toronto. O ponto de partida para a decisão foi o país de destino. “O Canadá é o futuro”, sintetiza ele.

Rodrigo analisou aspectos como o volume de investimentos vindos do governo canadense no setor de tecnologia e a abertura do país a empreendedores. A partir daí, decidiu se candidatar à melhor universidade do país.

Na Universidade de Toronto, o programa de MBA dura dois anos e recebe candidatos do mundo todo. O primeiro ano de curso serve como base comum para todos os alunos, sejam eles do setor de finanças ou empreendedores em tecnologia. Já no segundo, é a vez de escolher uma major e selecionar as matérias de interesse, que podem ser voltadas a setores como empreendedorismo social.

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Em sala de aula, a dinâmica é diferente do perfil brasileiro. “O aluno precisa estudar a matéria antes de o professor dar a aula, por conta própria”, explica Rodrigo. No tempo livre, não faltam palestras para que os estudantes frequentem. “Não passa uma semana sem que haja um evento com algum tipo de tecnologia”, conta ele, que já assistiu a palestras sobre temas de interesse, como inteligência artificial.

Outras iniciativas dentro da Universidade de Toronto chamam a atenção dos apaixonados por negócios. O Creative Destruction Lab, uma incubadora que funciona dentro da universidade, por exemplo, acelera de 150 a 300 startups todos os anos. Como aluno de MBA, Rodrigo pode participar do laboratório e aconselhar as empresas, usando como base sua experiência no Brasil.

Como ele explica, há cada vez mais brasileiros embarcando para o país, de olho nos programas de MBA. No último ano, houve um aumento de 40% no número de alunos brasileiros, que hoje chega a 25, em uma turma de 350 estudantes.

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