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02.03.16

Universidades canadenses: foco em internacionalização

Universidades canadenses: foco em internacionalização

Estudando em uma sala em que metade dos alunos são de fora do país, em Vancouver, o brasileiro Matheus Sampaio fala sobre a importância dada à internacionalização dentro do sistema de ensino canadense. Confira!

Por Matheus Sampaio

Para aqueles que não sabem, o Canadá tem uma das maiores proporções de imigrantes em sua população comparado com outros países no mundo. Só em Vancouver, cidade onde moro, metade da população é de origem estrangeira – por esse e outros motivos que Vancouver é considerada uma das cidades mais multiculturais do planeta.

Diferente de universidades americanas em que somente cerca de 10% de seus alunos são internacionais, na UBC (University of British Columbia) 25% são alunos internacionais – chegando a 50% do corpo de alunos no meu curso de Business. Essa diversidade traz experiências do mundo todo para a sala de aula.

Minha primeira experiência marcante na UBC foi o choque cultural que enfrentei logo que cheguei. As primeiras três primeiras semanas de faculdade foram dedicadas apenas aos calouros internacionais; não tínhamos aula, somente alguns workshops com a intenção de nos preparar para a vida na universidade e na cidade.

Essas semanas eram repletas de tempo livre, que usávamos para participar de atividades recreativas e de “networking events”. Conversas começavam espontaneamente entre estranhos com apenas um “Ei! De onde você veio?”, seguidos por fatos fatos interessantes sobre cada país – e quantos países! Entre os milhares de primeiranistas internacionais, havia representantes de 140 países diferentes. Foi definitivamente uma grande lição sobre cultura, geografia e história.

Após a chegada dos alunos canadenses, a lição não terminou – como disse, a maioria da população canadense é composta de imigrantes. Um ótimo exemplo disso é meu colega de quarto, que veio da Sérvia quando criança e logo se naturalizou canadense.  Continuei a aprender sobre outros países à medida em que conhecia mais e mais alunos internacionais durante minhas aulas, sonhando sempre em conhecer todos aqueles lugares.

Com tantas interações multinacionais, eu acabei me tornando mais perceptivo até a detalhes e peculiaridades da minha própria cultura. Percebi que enquanto latino-americanos, em geral, são mais afetivos e aceitam contato físico (abraços!), muitos alunos são bem mais reservados. Diferenciar o tratamento para cada cultura mostra o quão bem educado e respeitoso você é, o que pode ajudar muito em relacionamentos futuros.

Estou aqui há mais de seis meses e nesse tempo vivenciei experiências que nunca havia imaginado. É enriquecedor para meu aprendizado pessoal e profissional, para a carreira que almejo em business, ter acesso a todos esses diferentes países. Eu acredito que o ensino canadense se supera nesse aspecto, sendo capaz de preparar assim líderes verdadeiramente mundiais.

*Foto: English Bay, em Vancouver, Canadá

 


 

 

Sobre o autor

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Matheus Sampaio é estudante de graduação em negócios na Universidade da Columbia Britânica, em Vancouver, no Canadá. Vindo de uma família de empreendedores, cultivou a paixão por negócios e pelos números. Estudou em escolas públicas e quer aprender no exterior ferramentas que possam ajudá-lo a melhorar o Brasil.

 

 

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