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Berkeley

Conheça a University of California, Berkeley, referência em engenharia e inovação

Por Marcio Orsolini

A universidade americana nasceu da ideia de trabalhadores que buscavam fortuna com o ouro da região. Ainda em meados do século 19, a ideia deles era criar uma instituição de ensino que contribuísse mais do que o ouro da Califórnia “para a glória e felicidade de futuras gerações”. Em 1869, a University of California, Berkley (também conhecida como “UC Berkeley” ou apenas “Berkeley”) abriu as portas depois da fusão de duas instituições: o College of California, em Oakland, e o Agricultural, Mining, and Mechanical Arts College.

Ao longo dos anos, a UC Berkeley se tornou referência em projetos de inovação social e de economia. Por lá, foram descobertos a vacina para o vírus da gripe e a vitamina E, e a primeira lei americana de divórcio foi escrita nas salas da instituição. Em 2008, a Association of Research Libraries (Associação de Bibliotecas de Pesquisa) classificou a biblioteca de Berkeley como a número 1 em pesquisa nos Estados Unidos, que contém mais de 12 milhões de livros – incluindo mapas, publicações em série, documentos governamentais, arquivos de áudio e vídeo.

Berkeley nos principais rankings (2017)

5° lugar no Academic Ranking of World Universities
18° lugar no o Times Higher Education World University Rankings
27° lugar no QS World University Rankings

Principais prêmios

Berkeley está entre as universidades que mais formaram e empregaram laureados com o Prêmio Nobel no mundo. Em outras premiações, também se destaca: são três agraciados com a Medalha Fields, tida como o Nobel da matemática, e quatro vencedores do prêmio Pulitzer.

Cursos de Berkeley

A universidade oferece mais de 7.000 cursos em 350 programas de formação, distribuídos em 170 departamentos acadêmicos. Atualmente os mais procurados são Engenharia Elétrica e Ciências da Computação, em especial graças à proximidade da instituição do Vale do Silício e das empresas de tecnologia.

Catorze escolas e colleges integram Berkeley, formando profissionais em programas que vão da graduação à pós, incluindo programas de doutorado (que formam o maior número de PhDs anualmente, entre as faculdades americanas). Conheça alguns deles abaixo:

College of Chemistry: em matéria de química, a instituição tem um nome a zelar. Afinal, de lá saíram nomes relevantes como Linus Pauling, que venceu o Nobel na área (e foi laureado também por seu ativismo em favor da paz). Ao longo de mais de 140 anos de trajetória, esse setor da universidade investiu pesado em pesquisa e forma profissionais também na área de engenharia biomolecular. É possível encontrar centros de pesquisa e clubes de interesse em diversas sub-áreas, incluindo nanotecnologia e química teórica.

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Berkeley Engineering: a escola aparece em rankings universitários como uma das três melhores em engenharia do mundo. Como a própria instituição destaca, as razões por trás disso envolvem o investimento em inovação, em diversos campos, incluindo o vínculo com empresas do Vale do Silício e o envolvimento em obras que incluem a Golden Gate Bridge. Entre os centros disponíveis na área, há campos como inteligência artificial e medicina translacional.

Haas School of Business: trata-se da segunda escola de negócios mais antiga dos Estados Unidos, que reúne mais de 40 mil alumni e recebe, todos os anos, cerca de dois mil alunos para programas de graduação e pós. A missão da instituição é “formar líderes que redefinam a forma como se fazem negócios”, focando em quatro princípios de liderança, que combinam questionamentos sobre o status quo, confiança e aprendizado constante.

Para saber mais, veja a lista de cursos de graduação e pós-graduação.

Tamanho da universidade

36.142 alunos (25.885 na graduação e 10.257 na pós)

Como funciona o processo seletivo de Berkeley

A admissão, para graduação e para cursos de pós, segue o modelo clássico das universidades americanas. As inscrições são feitas na página da universidade. Os requisitos podem variar de acordo com o curso, portanto vale verificar diretamente a página do seu interesse.

Em termos gerais, a seleção para graduação inclui análise de documentos como histórico escolar do estudante e atividades complementares, bem como essays sobre a trajetória do aluno e cartas de recomendação.

Leia mais: “Atividades extracurriculares são fundamentais”, diz aprovado em oito universidades

No caso dos programas de pós-graduação, os requisitos para admissão incorporam fatores como conquistas profissionais e pesquisas desenvolvidas pelo candidato, além de uma carta de motivação e, no caso dos programas de doutorado, um projeto de pesquisa.

– Acesse a página de admissão para graduação

– Acesse a página de admissão para pós-graduação

Bolsas de estudo

Para estudantes estrangeiros, Berkeley recomenda buscar ajuda com instituições privadas que oferecem bolsas de estudo (clique aqui para ver as indicações). As despesas para a graduação na instituição giram em torno de US$ 50 mil, o que inclui taxas, material, transporte, seguro saúde, despesas pessoais e moradia.

Leia mais: Tudo que você precisa saber para conseguir uma bolsa de estudo

Para os cursos de pós, o custo de vida chega até a US$ 52 mil. Em 2011, a receita de Berkeley somou US$ 2,4 bilhões. O Estado da Califórnia é responsável por 25% do orçamento universitário — a maior parcela entre os oito tipos de fundos de financiamento da instituição.

Curiosidades sobre Berkeley

– Em 1943, em plena Segunda Guerra Mundial, a universidade dirigiu as operações do laboratório do governo americano em Los Alamos, no Novo México, incorporando o trabalho do time de Berkeley para desenvolver a bomba atômica. O laboratório era dirigido pelo professor de física J. Robert Oppenheimer.

– John Gofman, professor de medicina, e seus então doutorandos Frank Lindgren e Alex Nichols, descobriram as lipoproteínas LDL e HDL, respectivamente conhecidas como mau e o bom colesterol. Os estudos, que aconteceram entre 1947 e 1955, permitiram a criação de dietas específicas para evitar danos ao coração.

Conheça pessoas famosas que estudaram em Berkeley

Steve Wozniak, co-fundador da Apple;

Eric Schmidt, CEO do Google

Andrew Grove, co-fundador da Intel.

Linus Pauling, químico e vencedor de dois prêmios Nobel.

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