Um Projeto: Fundação Estudar
Escrever Carta de Motivação

Como escrever uma boa carta de motivação?

Por Nathalia Bustamante

É muito comum que universidades peçam uma Carta de Motivação como parte da candidatura a uma graduação ou pós-graduação – um documento que pode ser chamado de essay, Personal Statement ou mesmo Motivational Letter. Para quem vai se candidatar a uma bolsa de estudos, a carta é um item quase obrigatório do checklist – e pode ser a diferença entre o sucesso e o fracasso da sua application.

Isto porque a Carta de Motivação é provavelmente o documento mais personalizado da sua candidatura – uma chance única de apresentar aos avaliadores quem você é além do seu currículo e do seu histórico acadêmico.

Ao solicitar uma Carta de Motivação, os recrutadores da universidade ou da instituição que oferece a bolsa estão dando ao candidato uma chance de oferecer insights relevantes e interessantes sobre sua trajetória e provar que é a pessoa certa e mais motivada entre todos os demais candidatos.

Escrever uma carta com esta importância já dá um frio na barriga de muitos candidatos. Mas o desafio é ainda maior: é necessário escrever uma carta que seja concisa, objetiva e convincente no seu propósito de “vender” o melhor candidato possível. O que ela deve conter? O que ela não deve conter? E como ser persuasivo o suficiente sem soar arrogante?

É fácil encontrar em diferentes sites modelos ou estruturas de Cartas de Motivação – mesmo aqui no Estudar Fora há alguns exemplos que podem servir de inspiração. Porém, de nada vale copiar a carta de alguém contando uma história que não é a sua, com habilidades e sonhos que não são os seus.

Por isso, o que vamos trazer aqui não são exemplos ou uma receita de bolo, e sim alguns pontos fundamentais sobre os quais você deve refletir na hora de contar sua própria história:

#1: Faça o dever de casa!

Antes de começar sua Carta de Motivação, é essencial pesquisar ao máximo sobre a universidade e sobre o programa que você deseja. Em geral, os sites das instituições são muito claros e oferecem inclusive informações sobre a grade de matérias e os professores do curso. Além disso, lá se podem encontrar todos os pré-requisitos e quais são as expectativas sobre os candidatos.

Saber um pouco sobre os requisitos do curso e sobre projetos e até mesmo a filosofia da universidade vai ajudá-lo a saber quais aspectos da sua trajetória devem receber mais ênfase na carta. Demonstrar que você se identifica com os interesses da universidade vai ajudar a iniciar bem a aproximação.

#2: Sintetize ideias e pontos principais

Comece escrevendo algumas das ideias principais – pontos importantes da sua trajetória e da sua personalidade que você não pode deixar de tratar na carta. Depois, você consegue desenvolver o texto a partir deles. Quer ver alguns exemplos?

  • Qual o seu objetivo? Deixe-o claro logo de início e então ofereça um resumo do que vem no restante da carta
  • Por que você acha que esta universidade e este curso são interessantes e apropriados para você?
  • Quais são seus pontos fortes? As experiências que lhe diferenciam? Organize os parágrafos do meio falando das suas qualificações mais importantes para o programa.
  • Como o curso vai ajudá-lo a chegar ao seu objetivo (o mesmo do primeiro parágrafo)? Conclua reforçando seu interesse no curso e agradeça a chance de se apresentar na carta.

Este é um esqueleto inicial. Fique tranquilo para reorganizá-los na estrutura que fizer mais sentido para a sua história.

Está tendo dificuldade com estes pontos?

Talvez você precise refletir melhor sobre suas próprias decisões e objetivos. A Fundação Estudar possui um curso online de autoconhecimento que pode lhe ajudar nesta reflexão – e o melhor: leitores do Estudar Fora poderão fazer o curso completamente de graça. Inscrevendo-se aqui com o código estudarfora_0617, você receberá isenção total do valor do curso – R$ 199,00. O código é válido por tempo limitado, então não perca esta chance!

#3: Personalize sua Carta de Motivação

Ofereça insights sobre quem você é como indivíduo. Lembre-se que é um documento muito pessoal, e espera-se que você consiga demonstrar ser diferente dos outros candidatos, e provar que suas qualidades, habilidades e qualificações são adequadas para participar do programa.

Exemplos podem ser úteis, como referência, mas jamais copie cartas de recomendação de outras pessoas. Tente ser autêntico! Além disso, não se vanglorie demais. Ninguém espera que você seja um super-herói, mas sim uma pessoa coesa, objetiva e realista.

#4: Cuide da primeira impressão

A primeira impressão também é importante quando se trata de um documento escrito. Então, garanta que sua carta está escrita em uma fonte adequada (fuja de Comic Sans e de outras muito rebuscadas); que o tamanho da fonte é legível; que os parágrafos não estejam pequenos e nem grandes demais e que a carta esteja dentro do limite de caracteres.

Além disso, confira erros de gramática e de digitação, não mude de fonte no correr do texto e garanta que todas as abreviações sejam usadas da mesma forma.

#5: Peça (e aceite) opiniões

É sempre uma boa ideia pedir conselhos a amigos, a um professor ou a alguém que já tenha passado por um processo seletivo do tipo. Também é possível entrar em contato com estudantes que estão atualmente cursando o programa que você escolheu – eles poderão dar dicas valiosas sobre a instituição e sobre o que incluir na sua Carta de Motivação. E seja humilde: receba qualquer feedback como uma tentativa de ajudá-lo a melhorar, e não um ataque pessoal 😉

 

Estas dicas podem te ajudar a ter mais tranquilidade na hora de escrever sua carta de motivação. Mas, no fim das contas, o seu toque pessoal e sua reflexão são o que importa e o que fará a diferença na sua candidatura. Uma boa Carta de Motivação terá sucesso se o candidato estiver verdadeiramente interessado e disposto a gastar tempo e reflexão na sua application.

Boa sorte na sua candidatura!

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