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22.04.16

Alternativa no Vale do Silício, Berkeley atrai empreendedores do mundo todo

Berkeley

Universidade pública da Califórnia se destaca em rankings do setor com grandes nomes entre seus ex-alunos

Por Beatriz Montesanti

Uma colossal universidade localizada no Vale do Silício e conhecida por formar bons empreendedores. Não, não se trata de Stanford, mas de sua instituição vizinha: a University of California – Berkeley.

Criada em 1868 como resultado da união entre um escola privada e uma pública, Berkeley é a instituição mais antiga no sistema universitário público da Califórnia. Hoje, oferece 350 programas de graduação e pós-graduação em um grande leque de disciplinas. Ao todo, reúne 72 prêmios Nobel, nove prêmios Wolf, oito Medalhas Field e 11 prêmios Pulitzer.

Em termos de dimensão, Berkeley é ainda maior que sua “concorrente”, tendo mais de 35 mil alunos, ante os cerca de 17 mil de Stanford. Como consequência, as salas de aula são gigantescas, chegando a abrigar 300 alunos por lecture.

Também como consequência do seu tamanho, a universidade tem uma taxa de aprovação maior: 16% versus 5,1% – uma vantagem para quem não se destaca pelo currículo acadêmico, mas mira o Vale do Silício como futuro profissional.

Cada dia era uma novidade. Um dia era palestra com o diretor financeiro do Google, de tarde com o presidente do Banco Central americano e no dia seguinte visita a uma grande empresa.

Mas que Berkeley não seja vista como “segunda opção”: em relação aos estudos, Berkeley oferece algumas opções de programa para graduação que não são encontrados em Stanford, como as do Haas School of Business, uma das 14 escolas da instituição. Veja a lista de cursos de graduação e pós-graduação da instituição.

Para Paulo Mannheimer, que fez MBA em Berkeley, o fator mais decisivo foi a recepção. “Fui muito bem recebido lá. Eles têm um calor humano sensacional. Quando fui visitar, os alunos passaram o dia comigo, me mostrando a universidade e as opções de atividades das quais poderia participar”, relembra.

Os anos do MBA ficaram em sua memória como um período de “revolução mental” constante. “Cada dia era uma novidade. Um dia era palestra com o diretor financeiro do Google, de tarde com o presidente do Banco Central americano e no dia seguinte visita a uma grande empresa. Não tinha um dia em que eu saía de lá a mesma pessoa.”

Para ser aprovado, Paulo passou pelo processo convencional de admissão para as universidades americanas: preencheu um questionário, enviou carta de apresentação, notas do TOEFL e GMAT e realizou uma entrevista por telefone. “O que mais influenciou minha decisão de ir pra lá, porém, foi a visita à universidade”, reforça.

Fomentando o espírito empreendedor

Empreendedor desde os primeiros anos da faculdades, quando criou um empresa de software com seus colegas de ciências da computação da UFRJ, Paulo não teve dúvidas quando escolheu a Califórnia como destino para seu MBA. “Meu foco principal eram as matérias de empreendedorismo, como identificação de oportunidades, estratégia de atendimento e crescimento do negócio”, justifica.

Na época que ele se refere ao “início das ‘.com’”, ele iniciava seu segundo negócio: uma espécie de agenda online chamada Elefante. O bom desempenho do empreendimento o obrigou a trancar o curso por dois anos. “É muito raro uma escola aceitar que você tranque o MBA, mas como eles têm esse viés empreendedor, permitiram que eu tocasse meu negócio, já que esta é a essência.”

Ele retornou à universidade em 2013, quando a Elefante já havia sido vendida, e mais uma vez lançou mão do espírito de Berkeley para criar algo novo: do dormitório do campus onde vivia montou a Instant Solutions, empresa de software que toca até hoje. “Comprei uns servidores e meu quarto ficou parecendo um data center”, ri ele.

Em um dado momento, devido ao fluxo estranho de dados para o seu dormitório, a Universidade bloqueou o seu acesso a internet. Bastou, porém, que ele explicasse do que se tratava para que a direção autorizasse a retomada do funcionamento da “empresa”.

Paulo compara esta experiência com sua vivência acadêmica no Brasil, quando dificilmente conseguia conciliar estudo e trabalho. “Aqui no Brasil, a ideia de fazer mestrado é entrar na academia. Lá é aprender para entrar no mercado de trabalho.”

Por isso, atribui o sucesso de seu negócio a sua experiência californiana. “Tudo o que sou hoje como empreendedor foi graças a Berkeley. Eles te dão uma bagagem para criar algo resistente, resiliente”, conclui.

 

* Foto: Campus e Campanário da UC Berkeley / Cédito: Lawrence Berkeley Nat’l Lab

 

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