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Columbia School of Journalism, em Nova York

Quem quer ser um jornalista? Conheça a Columbia School of Journalism

Por Nathalia Bustamante

Por Nathalia Bustamante

A localização já é privilegiada: cravada no coração de Nova York, próximo de um dos mais importantes centros culturais, financeiros e acadêmicos do mundo, a Escola de Jornalismo de Columbia é a única escola de jornalismo que faz parte da Ivy League. É também uma das mais antigas do mundo: foi fundada por ninguém menos que Joseph Pulitzer em 1912. Desde então, passaram por lá mais de 1200 alunos que compõem uma das redes de jornalistas mais influentes do planeta.

Trata-se de uma escola de pós-graduação. Ou seja, quem quiser realizar um programa na instituição deve obter primeiramente um diploma de undergraduate (graduação) em qualquer área do conhecimento. Então, os estudantes podem se candidatar a um dos programas oferecidos: Master of Arts, Master of Science ou PhD, além de alguns cursos de curta duração.

Nós temos uma longa tradição de ensinar a contar histórias, acima de qualquer outra coisa

O Prêmio Pulitzer, maior reconhecimento oferecido na área do jornalismo, é oferecido pelo presidente da universidade a partir da recomendação de um grupo de jornalistas e acadêmicos, incluindo o reitor da Escola de Jornalismo. Além dele, a instituição também organiza ou é parceria de algumas das mais prestigiosas premiações da indústria, como o Alfred Dupont Award ou o John Chancellor Award for Excellence in Journalism.

“Nós temos uma longa tradição de ensinar a contar histórias, acima de qualquer outra coisa”, explica o Diretor de Estudantes da Columbia School of Journalism, Ernest Sotomayor, em entrevista concedida ao Estudar Fora. No bate-papo, Ernest explica a diferença entre os programas oferecidos, qual é o perfil do estudante que a CSJ procura e quais são as possibilidades de bolsa e financiamento.

 

A entrevista continua na próxima semana. Se você quer saber qual a opinião de Ernest sobre a obrigatoriedade do diploma de jornalismo e como ele enxerga o papel da profissão, não deixe de acompanhar os vídeos que serão lançados na próxima quinta!

 

Programas Oferecidos

O Mestrado em Ciências (MSc) tem duração de dez meses, e oferece aos estudantes a oportunidade de estudar “as habilidades, a arte e a ética” do jornalismo. Os selecionados podem escolher entre quatro especializações – jornais, revistas, broadcast ou new media – e alguns estudantes também podem optar por uma especialização em jornalismo investigativo.

Já o Mestrado em Artes (MA) tem nove meses de duração e oferece a jornalistas experientes a possibilidade de se aprofundar em uma determinada área, como política, ciência, negócios ou artes. Os estudantes deste mestrado também têm a possibilidade de fazer cursos em outros departamentos acadêmicos, como a Mailman SChool of Public Health ou a SIPA. “Se você vai escrever sobre medicina, por exemplo, você vai precisar saber como é a profissão, como são feitas as pesquisas… Você não será um expert naquele assunto, mas você vai saber com precisão onde encontrar a informação que precisa”, explica Ernest.

Já o PhD, programa fortemente voltado a pesquisa, visa oferecer aos estudantes selecionados a possibilidade de estudar comunicação por uma perspectiva multidisciplinar. Também existem algumas opções de Dual Degrees, como o Jornalismo e Ciência da Computação – programa de dois anos desenhado em parceria com a Escola de Engenharia de Columbia – ou a parceria com o Sciences Po, na França.

 

Processo de Candidatura

“O melhor candidato para nós é alguém que entende jornalismo, mídia, o ambiente, e é muito empolgado em aprender coisas novas o tempo todo”, explica Ernest. Além disso, o candidato ideal deve escrever bem, inclusive em inglês – embora não seja necessário ter experiência como jornalista. Na procura por este perfil, o processo seletivo da escola é bastante competitivo.

Para os dois programas de mestrado não é necessário apresentar resultados de exames padronizados como GRE ou GMAT. Já o PhD e alguns dos programas oferecidos com outros departamentos de Columbia podem exigir. Todos os programas exigem comprovação de proficiência em inglês, através de testes como IELTS (mínimo 8) ou TOEFL (mínimo 114). Também é preciso enviar histórico acadêmico, três cartas de recomendação, cartas de motivação, currículo e amostra de trabalhos jornalísticos realizados. Para o Master of Science, também é necessário realizar um teste online de redação. Confira aqui os detalhes de admissão para cada um dos programas.

“Eles precisam ler jornais, revistas, ver TV… mas eles também precisam entender o que está acontecendo nas empresas de jornalismo. Eles devem estar lendo sobre jornalismo, e não apenas consumindo”, argumenta ele.

Apoio financeiro para estudantes internacionais

A Columbia School of Journalism oferece bolsas por mérito e por necessidade financeira, para as quais os estudantes devem se candidatar no momento da inscrição. Todos os candidatos ao programa de PhD recebem auxílio de custo pelos três primeiros anos do programa e, de acordo com a universidade, cerca de 80% dos alunos recebem algum tipo de apoio financeiro, incluindo bolsas ou empréstimos.

Estudantes brasileiros também podem concorrer a uma das bolsas oferecidas pela Fundação Lemann.

Ex-alunos famosos

  • Daniel Arnall, produtor executivo da Bloomberg Television; ex-produtor sênior de negócios na ABC News
  • Steve Kroft, jornalista do programa 60 Minutes
  • Michele Montas, porta-voz do secretário geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon
  • Richard Cohen, repórter e colunista no Washington Post
  • Howard Fineman, diretor editorial e repórter no The Huffington Post; colaborador do MSNBC
  • Paul Friedman, vice presidente da CBS News

 

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