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03.11.16

Cursos de computação e inovação: quais universidades lideram?

circuito interno de computação

As pesquisas em computação se conectam cada vez mais a outras áreas, da medicina à segurança. Conheça as universidades que lideram em inovação nesse campo.

Por Priscila Bellini

A área de computação já é, por si só, associada às grandes inovações tecnológicas. Muito além das novas versões do iPhone e do ritmo acelerado das empresas no Silicon Valley, a computação traz inovações que permeiam vários campos do conhecimento. É difícil imaginar uma inovação tecnológica em qualquer área que não tenha passado por computadores de última geração, softwares megafuncionais e (muitas) horas de laboratório.

Dentro da Ciência da Computação, é inevitável destacar as grandes instituições americanas, que serviram de berço para empresas como a Microsoft e a Apple. Entre estas, o MIT (Massachussetts Institute of Technology) ganha destaque. Hoje estudante de PhD em Princeton, o brasileiro Rafael Mendes explica que experiência acadêmica do MIT é diferente desde a graduação. “É muito puxado porque em todas as aulas que eu tinha lá, os alunos eram muito brilhantes. Não tem como levar o MIT na barriga, ou você trabalha ou você não passa”, resume Rafael.

Para além do brilhantismo dos alunos, um fator comum entre as principais escolas de Ciências da Computação está no vínculo que estabelecem com outros departamentos. Na hora de elaborar pesquisas importantes, é preciso romper a barreira e tratar de desafios das áreas relacionadas, que vão da biologia e da medicina até a segurança.

Conheça alguns dos nomes que lideram em inovações tecnológicas da área de computação e as linhas de pesquisas que têm chamado a atenção em cada um.

Para além do brilhantismo dos alunos, um fator comum entre as principais escolas de Ciências da Computação está no vínculo que estabelecem com outros departamentos.

#1 MIT (Massachussetts Institute of Technology)

O MIT é conhecido em diversas áreas por investir pesado nas pesquisas de ponta, e não é diferente na computação. Um dos fatores determinantes no sucesso do MIT vem da sua ligação com empresas de tecnologia que têm destaque no mercado.

Um dos experimentos do departamento que chamaram a atenção do público foi o conduzido pelo estudante de PhD Abe Davis. A ideia do experimento parecia improvável de início: em parceria com a Adobe e com a Microsoft, conseguir extrair o som de objetos a partir de vídeos sem áudio. O que parecia loucura se provou uma possibilidade e tanto. Usando câmeras simples e filmagens à distância de objetos comuns – um dos exemplos dados por Abe é o de um saco de batata chips, o cientista conseguiu que o computador decodificasse as vibrações vindas do objeto e reproduzisse o som.

É esse tipo de pesquisa que tem abertura dentro do instituto, além de outros campos mais tradicionais associados à computação. Entre os numerosos departamentos e laboratórios do MIT, um dos destaques é o de Ciência da Computação e Inteligência Artificial, em que os alunos desenvolvem pesquisas de cunho interdisciplinar, como nos campos de cibersegurança, wireless e big data.

#2 Universidade de Princeton

As especialidades dessa instituição americana incluem sistemas, linguagens de programação e teoria da computação. O estudante de PhD Rafael Mendes trabalha justamente com o último tópico, que virou seu interesse em pesquisa logo após a passagem pelo MIT no mestrado. Rafael decidiu focar seu trabalho em problemas classificados como NP-hard (ou NP-difícil) dentro da computação. “A gente só consegue resolver esses problemas usando força bruta, testando todo tipo de possibilidade e separando as melhores”, resume ele, que está no último dos cinco anos do curso.

Logo que pensou em fazer um PhD nos Estados Unidos, depois de passar graduação e mestrado como estudante o MIT, Rafael não soube definir qual campo o atraía mais. Foi a partir daí que resolveu aplicar para Princeton, que tem destaque em diversos sub-temas da computação. “É como você provar uma coisa de cada no buffet e comer mais do que gostar mais”, compara ele. Basta espiar a lista de ex-alunos na área para se convencer da excelência de Princeton: dali, saíram tanto o fundador da Amazon, Jeff Bezos, quanto o “pai da computação” Alan Turing.

 

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