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Empresas no Vale do Silício contratam mais profissionais dessas 10 universidades

Por Priscila Bellini

(E nenhuma delas faz parte da Ivy League!)

As vagas de emprego mais cobiçadas estão nas empresas do Vale do Silício, e as universidades americanas mais concorridas são as integrantes da Ivy League. Então faria sentido que gigantes da tecnologia como Apple, Google, Amazon e Facebook buscassem os melhores e mais brilhantes alunos desses bastiões do poder e do privilégio.

Mas pense de novo. Nenhuma das oito universidades integrantes da Ivy LeagueHarvard, Yale, Princeton, Brown, Columbia, Cornell, Dartmouth e Universidade da Pensilvânia — chegou ao top 10 entre as que mandam mais alunos para as empresas de tecnologia, de acordo com uma análise feita pela HiringSolved, uma empresa de recrutamento online. A companhia usou dados de mais de 10.000 perfis de empregados contratados ou promovidos a novas posições em 2016 e nos dois primeiros meses de 2017.

Aqui estão as escolas com mais alumni, da graduação e da pós-graduação, contratados pelas 25 maiores empresas do Vale do Silício no ano passado.

1 University of California, Berkeley

2 Stanford University

3 Carnegie Mellon University

4 University of Southern California

5 The University of Texas at Austin

6 Georgia Institute of Technology

7 University of Illinois at Urbana-Champaign

8 San Jose State University

9 University of California, San Diego

10 Arizona State University

As duas universidades no topo do ranking não são uma surpresa: Stanford e Berkeley são potências nas áreas de engenharia e ciência da computação na Bay Area, e as empresas de tecnologia têm uma relação próxima com seus professores e administradores (o antigo diretor de Stanford, John Hennessy, fundou uma empresa de microprocessamento). Elas são seguidas por duas universidades privadas com programas fortes de engenharia. E o restante do top 10 são universidades públicas.

O que a maioria das escolas tem em comum é tamanho. As universidades públicas na lista estão entre as maiores dos Estados Unidos – a Arizona State tem cerca de 72 mil estudantes, Texas tem por volta de 51 mil – e seu número de formandos em engenharia e ciência da computação faz com que sejam universidades atrativas para recrutadores de empresas que desejam contratar em grandes proporções. A San Jose State por si só tem mais de 7 mil estudantes de engenharia nos 13 programas de graduação e pós – mais do que o total de estudantes matriculados em Dartmouth. A exceção é a Carnegie Mellon, com cerca de 14.000 estudantes matriculados.

Só depois do número 15 é que a primeira representante da Ivy League aparece, Cornell, junto do MIT (Massachusetts Institute of Technology), uma das universidades de ponta em engenharia a nível mundial.

11 University of Michigan

12 University of California, Los Angeles

13 North Carolina State University

14 California Polytechnic State University-San Luis Obispo

15 Cornell University

16 University of Waterloo (Canada)

17 Texas A&M University

18 University of Washington

19 Purdue University

20 Massachusetts Institute of Technology

21 Santa Clara University

22 University of Phoenix

23 University of California, Santa Barbara

24 University of California, Davis

25 Penn State University

Assim como as gigantes universidades estaduais, os outros 15 nomes também incluem alguns desvios, como a Universidade de Waterloo, uma escola canadense que possui uma ligação forte com empresas de tecnologia, e a Universidade de Phoenix, uma universidade online e for-profit, que recebeu críticas pela má colocação de seus formandos no mercado de trabalho, mas que ainda afirma ter 213 mil estudantes. Santa Clara, uma pequena escola católica, fica a uma distância de 10 km da sede da Apple.

Mesmo que algumas das universidades na lista sejam tão seletivas quanto as da Ivy League, a maioria não é. Se existe algo que essa lista nos conta, é que passar em uma universidade de elite não é pré-requisito para ter uma carreira no Vale do Silício, e que o que você sabe é mais importante do que o lugar onde você aprendeu.

 

Conteúdo publicado originalmente no site Quartz.

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