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10.01.17

UMichigan: universidade progressista tem mais de mil organizações estudantis

Líder de torcida da Universidade de Michigan, nos Estados Unidos

Com o campus principal localizado em Ann Arbor, a instituição reúne ambiente inovador, aulas práticas com análises de caso e colaboração entre alunos.

Por Priscila Bellini

Inovação é uma das palavras que estão no DNA da UMich, a Universidade de Michigan. E, ao longo da história da instituição, isso significou muita coisa. Fundada em 1817, logo se destacou pelos nomes em pesquisa e pelo bom desempenho em várias áreas. É possível encontrar em Michigan tanto um excelente MBA em negócios, como um programa de pós-graduação em sustentabilidade fora de série.

Desde muito cedo, a universidade também adotou uma postura progressista e aberta a mudanças. Para ter uma ideia, de lá veio Marjorie Lee Browne, a primeira mulher negra a completar um doutorado em matemática nos Estados Unidos – em uma época em que muitas instituições americanas ainda proibiam a presença de estudantes negros. Hoje em dia, esta é uma preocupação constante da UMich: estimular a diversidade entre os estudantes, garantindo que haja gente de diversos backgrounds reunida nos campi. Há mais de mil associações de estudantes, menores ou maiores, incluindo grupos em defesa da democracia.

O DNA inovador se expressa também em iniciativas como o Innovate Blue, o hub criado para estimular empreendedores que fazem parte do corpo discente. São mais de 100 cursos voltados para empreendedorismo e mais de 350 mil dólares investidos em start-ups criadas por alunos, a exemplo de plataformas online como a Leesta.

MBA na Universidade de Michigan

Quem tem interesse em negócios, mas busca um perfil mais generalista encontra na universidade uma ótima opção. Esse foi um dos pontos que atraíram a brasileira Bárbara Leão Caruso à instituição, quando decidiu cursar o MBA. “Eles têm muito foco em prática, balanço muito bom de cases apresentados em aula”, explica Bárbara. A abordagem, entretanto, é diferente de universidades como Harvard – conhecida por trazer análises de casos para a sala de aula. “A questão é muito menos “who’s gonna crack the case” (“quem vai resolver o caso”, em português), e muito mais encontrar um jeito de resolver os problemas”.

O perfil colaborativo, com atividades em grupo e integração também faziam parte do ambiente. Um exemplo dado por Bárbara é o modelo de curva forçada (entenda aqui), deixado de lado pela UMich. Optaram por abandonar a prática, comum nas instituições americanas, que classificam abertamente o desempenho dos estudantes.  “Na curva forçada, você fica mais preocupada em escolher matérias mais fáceis para manter uma nota alta. Isso acaba estimulando um comportamento em que a pessoa faz apenas o que já sabe”, resume Bárbara.

Com a flexibilidade da Universidade de Michigan, Bárbara se sentiu mais à vontade para escolher matérias sobre as quais não tinha domínio, muitas na área de finanças. “O nível acadêmico é extremamente rigoroso, mas essa possibilidade de aprender sobre o que você não é tão bom vale muito”, sintetiza ela. A brasileira acabou fazendo, no verão, um estágio na Microsoft, uma das possibilidades no MBA. Graças à experiência, foi indicada para trabalhar na empresa, onde trabalha atualmente na área de business operation.

Ela destaca, ainda, a postura da instituição americana em trazer os valores dos millennials às formações disponíveis. “Michigan tem uma série de oportunidades para as pessoas que procuram carreiras de alto impacto social, está à frente do mercado. E muito disso se tornou prioridade hoje em dia, como a possibilidade de ter uma carreira com propósito”, diz Bárbara.

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