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Luísa Dalcin recebeu bolsa da Fundação Carolina em 2012

Brasileira explica como conseguir uma bolsa da Fundação Carolina

Por Priscila Bellini
21.02.2018

A jornalista gaúcha Luísa Dalcin, que recebeu uma bolsa da Fundação Carolina em 2012, conta detalhes do processo seletivo e de como é fazer o mestrado na Espanha com apoio da instituição. Confira!


Para quem sonha em estudar na Espanha, receber uma bolsa da Fundação Carolina pode ser a chance de ouro. São centenas distribuídas todos os anos, desde 2000, para ajudar a promover trocas educacionais entre a Espanha e países como o Brasil. Durante seus anos de atuação, a instituição concedeu mais de 15 mil bolsas de estudo e recebeu 500 mil candidaturas a seus programas de graduação, pós-graduação, intercâmbio e cursos curtos.

Com uma quantidade tão grande de bolsas de estudo, que chegou a 648 no último edital aberto, a instituição oferece processos seletivos distintos para cada categoria. Para alguns programas, é necessário submeter as informações do candidato pelo sistema da Fundação, e ainda fazer uma etapa de entrevista, presencial ou por vídeo. Em outras, basta a application online e a entrega dos documentos requisitados pela instituição de ensino de destino.

Como documentos listados no processo, estão testes padronizados, como os de proficiência em espanhol, assim como diplomas e históricos acadêmicos. Entram na lista também cartas de recomendação, essays sobre a motivação para fazer um curso no exterior e formulários variados.

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Outra questão importante em matéria de bolsa da Fundação Carolina tem a ver com o apoio financeiro oferecido. Não só porque as quantias variam, e podem arcar com parte ou com a totalidade dos custos de um curso, mas também porque a origem de tais fundos difere. Há casos em que parte do dinheiro vem da universidade em que acontece o programa e o restante, da Fundação.

Como conseguir, então, uma bolsa da Fundação Carolina

Mesmo levando em conta programas tão variados, há aspectos em comum que definem uma boa candidatura. Por trás de uma application de destaque, está antes de tudo uma boa história, contada de forma direta pelo estudante. “Ficar tentando ser muito rebuscado, ainda mais em outra língua, pode ser um tiro no pé”, opina a jornalista gaúcha Luísa Dalcin.

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Luísa, natural de Santa Maria, inscreveu-se no programa de bolsas para o Máster de Jornalismo de Agência de Notícias, da Universidad Rey Juan Carlos de Madri com a Agência EFE. Antes de se candidatar, ela trabalhou por dois anos na Editora Abril, até cogitar um mestrado na Espanha.

Como a brasileira destaca, um bom histórico profissional faz a diferença no processo seletivo para conseguir uma bolsa da Fundação Carolina. “Na application, foque em experiências práticas que sejam relevantes profissionalmente, que deram bons resultados”, aconselha Luísa. “E deixe claro que sua meta é voltar para o Brasil como um profissional melhor, mais capacitado”.

Isso vale, em especial, para quem se interessa pelos mestrados práticos da Europa, como era o caso do programa oferecido pela Universidad Rey Juan Carlos de Madri em parceria com a Agência EFE. “Lá, a vivência profissional conta mais do que publicações acadêmicas”, explica a jornalista brasileira. Com uma formação tão voltada aos desafios presentes no mercado, apresentar desde o início uma boa vivência na profissão faz diferença.

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Para quem deseja fazer as malas para a Espanha logo depois de terminar a graduação, o jeito é investir em atividades práticas desde cedo. “Eu recomendo correr atrás de estágios, trabalhar na sua área, se dedicar a projetos bacanas e fazer cursos para montar um currículo forte”. Esse tipo de experiência rende uma boa impressão na candidatura online e também no momento da entrevista.

Com uma aprovação em mãos, depois de ser avaliado sobre sua trajetória e seus planos, é a vez de reunir os documentos exigidos pela Fundação, que incluem histórico acadêmico, atestados médicos e diplomas traduzidos.

Quais os benefícios reais de uma bolsa da Fundação Carolina

O apoio financeiro garantido por uma bolsa de estudos costuma ser o motivador principal de quem se candidata. Entretanto, é comum que programas tradicionais providenciem oportunidades de networking, mentoria e mesmo programação cultural para os bolsistas.

Durante o período em Madri, Luísa aproveitou o programa Vivir en España, organizado pela Fundação Carolina. “É um projeto que propõe atividades gratuitas ou muito baratas aos bolsistas, como visitas guiadas a museus, passeios pela cidade, viagens de bate-volta e aulas de culinária”, descreve a brasileira. Como ela ressalta, as atividades também permitiam o maior contato com outros bolsistas e com os monitores responsáveis. “Fica impossível se sentir sozinho”.

De volta ao Brasil, o impacto do mestrado também foi positivo para Luísa. “As melhores oportunidades profissionais que tive são frutos diretos da bolsa”, resume a brasileira. Durante o período de estágio na Agência EFE, enquanto morava na Espanha, ela ganhou experiência na cobertura de eventos esportivos, como a Copa das Confederações e a Liga dos Campeões da UEFA (União das Federações Europeias de Futebol). Em território brasileiro, sua trajetória rendeu uma oportunidade no Comitê Organizador da Copa do Mundo de 2014.

Quatro anos após o retorno ao Brasil, Luísa ainda enxerga os benefícios de ter ganhado uma bolsa da Fundação Carolina. Ela trabalha como gerente de comunicação e marketing de uma startup colombiana, a Viajala, e coloca diariamente em uso a fluência adquirida no idioma espanhol. “A empresa é colombiana e as operações são todas em países latinos, então é preciso muita desenvoltura no espanhol”, detalha Luísa Dalcin. “Esse tipo de autonomia em uma língua estrangeira só é possível através da vivência diária”.

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