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30.01.15

Como fazer um personal statement perfeito

Como fazer um personal statement perfeito

Ensaio é fundamental no processo de seleção para universidades do exterior. Veja trechos da redação de estudantes aprovados em Stanford e Bryn Mawr College!

Escrever um bom personal statement (espécie de ensaio pessoal) é imprescindível para ser admitido em uma universidade norte-americana. Este momento, no entanto, costuma ser permeado por dúvidas, já que muitos não sabem ao certo o que dizer à universidade. E uma redação subaproveitada por ser determinante para a rejeição de um candidato que, mesmo tendo boas notas nos testes padronizados (SAT e TOEFL, por exemplo), não consegue demonstrar à instituição todo o seu potencial.

A redação da Larissa é forte porque apontou claramente os motivos pelos quais ela queria estudar no Bryn Mawr College

Segundo Carolina Lyrio, consultora de preparação para estudos no exterior da Fundação Estudar, as redações servem para “mostrar o aluno como pessoa, além de demonstrar algumas das qualidades intangíveis que eles possam ter”. Ou seja, se o candidato tem alguma característica interessante, ou se gosta de alguma atividade específica, é bom deixar isso claro no personal statement.

Foi o que a jovem carioca Larissa Gama, de 18 anos, fez. Aprovada no Bryn Mawr College, uma instituição de renome nos Estados Unidos, Larissa conta que estudou a fundo as universidades para as quais iria se candidatar e tentou unir seus interesses pessoais ao que as escolas tinham para oferecer.

Em seu personal statement, ela falou de duas grandes paixões  – hipismo e balé clássico – e mostrou que a universidade oferecia programas específicos nestas áreas, sugerindo que, se aceita, poderia continuar praticando ambas atividades. Veja um trecho da redação dela:

“As part of my campus life, I want to be a member of the Bi-Co Equestrian Club. I will have the chance to continue practicing this activity that is essential in my life, and even more, I will be able to get in touch with horse lovers both from Bryn Mawr and Haverford.

The university also offers dance in high levels of technique in the ballet III and optional pointe classes. Beyond ballet, I plan to adventure myself taking tap dance classes as well. I currently take part in a professional ballet company here in Rio de Janeiro, so the university support in this area is really meaningful to me. Since I want to continue my progress in dance, the opportunity to take classes in Swarthmore or in nearby studios in Philadelphia would be incredible.”

Carolina considera que a redação de Larissa conseguiu conectar bem as coisas que ela gostava de fazer no Rio de Janeiro com as oportunidades que teria em Bryn Mwar. “É uma redação forte porque apontou claramente os motivos pelos quais ela queria estudar lá”, avalia.

A melhor forma de verificar se o seu texto está no caminho certo é questionado-se: “A redação tem a minha voz? Ela conta uma história pessoal e focada ou é geral e genérica? Ela ajuda o leitor a entender quem sou eu?’

O paulistano Lawrence Murata também fez um personal statement interessante. Aprovado em Stanford, que está sempre entre as cinco melhores instituições do mundo segundo os principais ranking acadêmicos, Lawrence usou sua redação para falar de seu relacionamento com a avó, personagem essencial em sua vida. “Ele conseguiu trazer elementos do japonês (ditados, símbolos e imagens) que ilustram a cultura do aluno, sem deixar que a redação ficasse sem graça”, explica Carolina. Confira um trecho do personal statement dele:

“I spent every day at the hospital until she passed away, taking care of her, holding her hands, hopelessly trying to talk to her, even when she had already lost consciousness. During these months, I became more mature: a boy who truly wanted to contribute to humanity. These difficult times were “the end of the beginning” – while I gained maturity, I was also in search of happiness and of my own self. By questioning myself, I became my best self. Some months before she passed away, when we drove her to the hospital, even though nobody had told her about the diagnosis, she knew she had little time left just by looking at our miserable faces. However, before leaving home, she said “shiawasedesu”, which means ‘I’m happy’ in Japanese.”

Em suma, Carolina diz que a forma de verificar se o seu texto está no caminho certo é questionado-se: “A redação tem a minha voz? Ela conta uma história pessoal e focada ou é geral e genérica? Ela ajuda o leitor a entender quem sou eu? Ela está bem escrita? Flui de maneira lógica e interessante?”

Portanto, o primeiro passo para quem pretende fazer um personal statement “perfeito” é pensar muito a respeito de si mesmo e de suas intenções. O que você verdadeiramente deseja? Do que você gosta? Como a universidade pode te ajudar a alcançar seus sonhos?

Depois de colocar suas ideias no papel, estude a fundo cada uma das instituições para as quais você deseja se candidatar e tente fazer o match entre suas vontades e o que a universidade tem a oferecer.

Por Carolina Campos

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