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MBA no exterior: como tornar seu perfil competitivo

Por Colunista do Estudar Fora
13.02.2019

Saiba o que é necessário para ter um perfil competitivo na hora de se candidatar a vagas de MBA em universidades de ponta.


Cursar um MBA no exterior, em universidades como Harvard, Stanford, Wharton, Insead, entre outras, pode ser a ponte para uma carreira competitiva e de rápida ascensão no exterior e/ou em empresas sonhadas como Google, McKinsey e Amazon.

Não é novidade que o processo seletivo de escolas de primeira linha exige profissionais preparados. Mais do que isso, a concorrência é bastante grande – para se ter uma ideia, menos de 10% dos candidatos que aplicam para Stanford e Harvard, por exemplo, são aceitos nesses programas. Vale lembrar que a construção de um application forte requer planejamento, tempo e muita vontade, dedicação e reflexão.

Dito isso, o que é necessário para ter um perfil competitivo? Como se destacar em meio a um mar de aplicações excelentes?

Primeiro, vamos lembrar dos 4 componentes básicos do application:

Componente Representado principalmente por
1 Performance acadêmica e prova de capacidade analítica e de conhecimento
do inglês
GPA (nota global da graduação)
GMAT (teste de lógica e matemática)
TOEFL/IELTS/PTE (teste de inglês)
2 Trajetória profissional: resultados alcançados, potencial de liderança,
atuação na empresa /mercado
CV e cartas de recomendação
3 Trajetória pessoal: Quem é você como pessoa (valores, hobbies, interesses, habilidades
específicas);Quem você almeja ser como líder (o
que/quem te inspira? Que impacto quer gerar no mundo?);

Envolvimento com atividades comunitárias, ativismo, interesses fora
do caminho padrão de trabalho e estudos;

Experiência internacional.

Essays (redações)
4 Visão de futuro: ambições pessoais e de carreira no curto, médio e longo prazo Essays (redações)

 

Agora, vamos às dicas para entrar num MBA no exterior específicas de acordo com diferentes momentos de vida e de carreira.

Para quem ainda está na graduação:

  • Aprimore seu inglês. Além de cursos específicos, cogite fazer um semestre ou dois no exterior — uma experiência única que conta também como exposição internacional.
  • Assim que possível, planeje estudar e prestar o GMAT. O teste é válido por 5 anos, então conseguir uma nota competitiva desde cedo pode poupar seu tempo posteriormente.
  • Envolva-se com atividades extracurriculares. Vale de tudo: pesquisa, empresa júnior, monitoria, organização de conferências, participação em clubes, engajamento com esportes, atividades pró-bono, etc. Empenhe-se em fazer algo pela comunidade ao seu redor — tanto dentro como fora da universidade. Isso faz de você uma pessoa interessante.
  • Não se esqueça dos estudos! Um bom desempenho se traduz em um GPA competitivo e evita que você tenha que justificar reprovações ou períodos de notas baixas no application.
  • Faça estágios! Aproveite o tempo e o risco relativamente baixo para se expor a diferentes indústrias e empresas, e começar a entender seu propósito de vida e carreira.

Leia mais: 30 guias online e gratuitos com tudo o que você precisa saber para estudar fora

Recém-formados:

  • Se você já está ninja no inglês (altamente recomendado!), foque nos estudos para o GMAT, especialmente se vem de um background menos quantitativo. Aproveite que sua mente está acostumada a estudar conteúdos mais teóricos e mande bala nos exercícios e simulados da prova.
  • Começar a carreira em empresas de renome e/ou conhecidas globalmente pode ser um caminho interessante no sentido de ter uma marca forte no CV, mas não é o único. Startups são cada vez mais bem vistas e podem, igualmente, proporcionar uma experiência atraente. O importante é saber explicar o seu objetivo ao seguir uma direção ou outra, e dar o seu melhor dentro da empresa – seja ela uma multinacional ou um negócio pequeno.
  • Faça acontecer na posição em que você foi contratado! Vá além das suas obrigações! Lembre-se de que você precisará de cartas de recomendação fortes e bem embasadas sobre seus feitos na empresa e focadas em características que demonstrem seu potencial de liderança.
  • Procure ter exposição internacional no trabalho. Talvez não seja fácil conseguir uma posição no exterior quando você acabou de iniciar a carreira, mas até mesmo interações remotas com times / fornecedores / clientes internacionais contam.
  • Não deixe interesses pessoais de lado. Se puder, continue com o engajamento social que começou já na faculdade. Mantenha sua corrida, suas aulas de balé ou seus fins de semana tocando em bares com a sua banda. Ajude o projeto educacional do seu amigo a sair do chão ou apoie iniciativas comunitárias bacanas. Claro que um interesse genuíno em tais atividades é pré-requisito para que o seu tempo seja bem aproveitado e lhe dê prazer.

Leia mais: MBA no exterior: Caminho para o sucesso em tempos de incerteza

Para quem já está no mercado há alguns anos:

(recomenda-se, no mínimo, dois anos de experiência de trabalho full time, contados da formatura até o ano em que você inicia um programa de MBA)

  • O GMAT demanda energia e tempo consideráveis. Não deixe para a última hora! Comece a estudar no início do ano em que irá aplicar, ou antes. Você precisará relembrar conteúdos, além de treinar o controle emocional e o raciocínio rápido por meio de simulados. O ideal é ter a nota até a metade do ano, para conseguir se dedicar exclusivamente aos applications assim que eles forem disponibilizados no site das escolas (o que normalmente acontece em junho).
  • Reflita sobre as possibilidades de recomendadores com carinho. Espera-se que o seu chefe direto seja um deles, mas existe a possibilidade de justificar se isso não for possível. A outra carta pode vir de alguém mais sênior, desde que tenha tido contato suficiente com seu trabalho a ponto de conseguir relatar uma crítica construtiva que lhe deu ou lhe comparar com pessoas no mesmo nível ou momento de carreira que o seu.
  • Não pense que uma carreira linear é imprescindível para ser admitido: cada vez mais as escolas procuram por perfis diversos, que possam adicionar perspectivas diferentes dentro e fora da sala de aula. É fundamental contar o racional por trás das suas escolhas de maneira impactante e genuína (viva o storytelling!).
  • Seus feitos profissionais devem estar claros e contados objetivamente no CV.
  • Reflita cuidadosamente sobre como o MBA no exterior se encaixa nos seus planos futuros – que diferença o programa fará na sua vida pessoal e profissional? Que habilidades pretende aprender? Onde se imagina logo após o curso? E 10 anos depois? Pense grande! Qual o seu propósito? Quem você quer se “quando crescer” ainda mais como líder?
  • Mantenha interesses paralelos à carreira vivos. Conte ao comitê de seleção como eles lhe torna(ra)m uma pessoa melhor, e engate com possibilidades de engajamento durante o curso. Como você pode contribuir para a comunidade da escola? Talvez oferecendo treinamento e informação aos colegas interessados em consultoria no Consulting Club? Talvez organizando uma conferência sobre um assunto específico que você domina, chamando líderes da sua área/rede? Evidência passada é prova de que a chance de você realmente realizar o que “promete” nos applications é alta.
  • Sua história de vida pode ser muito interessante aos olhos do comitê de seleção, e uma maneira de se sobressair. Mapeie os principais acontecimentos do seu passado e como eles lhe moldaram ao longo do tempo. Encaixe isso nos essays de maneira entusiástica e emotiva.
  • Visite os campi, pesquise sobre os programas, fale com alumni, participe de info sessions. Você deve demonstrar conhecimento sobre o programa e ser capaz de conectar o que a escola oferece com necessidades específicas para você crescer como pessoa e líder.

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Acima de tudo: determinação e reflexão! Com uma boa dose de autoconhecimento, dedicação e tempo para explorar os programas e possibilidades, há grandes chances de se construir um perfil competitivo e de entrar na universidade dos sonhos!

Por Daiana Stolf, cientista, escritora e coach. De mestre pela Universidade de Toronto (Canadá) a aluna de Gestão Estratégica na Universidade de Harvard (EUA), passando por cientista-doutoranda da EPFL (Suíça), em 2011 descobriu o prazer de guiar brasileiros curiosos e determinados a expandir seus horizontes através de cursos de pós-graduação nas melhores universidades do mundo. Ela é cofundadora da TopMBA Coaching.

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