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O que você precisa saber para cursar uma graduação fora do Brasil

14.09.15

Seis países em que é possível estudar de graça – ou quase

Seis países em que é possível estudar de graça - ou quase

Países como Alemanha, Noruega e Finlândia oferecem cursos superiores em inglês e de graça ou com preços acessíveis. Confira!

Por Carolina Campos e Vivian Carrer Elias

Quando o assunto é estudar fora, os destinos mais procurados pelos brasileiros são Canadá, Estados Unidos e Inglaterra, de acordo com a Associação Brasileira de Organizadores de Viagens Internacionais e Culturais (Belta). Embora os EUA estejam em primeiro lugar, o fato é que o sonho americano muitas vezes esbarra num ponto difícil de ser superado: o alto custo.

No entanto, existem países em que é possível estudar de graça ou a preços bem menores. E o melhor: os programas são em inglês, mesmo essa não sendo a língua oficial das nações. O Estudar Fora reuniu a seguir seis opções de lugares onde o intercâmbio é bem mais acessível:

1. Alemanha

O ensino superior na Alemanha é gratuito, inclusive para estrangeiros, e as universidades públicas do país são mundialmente reconhecidas. Em boa parte dos casos, o estudante precisa pagar apenas uma taxa administrativa semestral, que vai de 150 a 250 euros. Não é necessário saber falar alemão para se candidatar a um curso superior, já que há vários programas em inglês nas instituições alemãs.

Universidade de Hoheinhem, em Stuttgart, por exemplo, oferece o curso de mestrado em ciências bioeconômicas de graça e em inglês. São 45 vagas e o estudante deve apenas pagar cerca de 160 euros em taxas administrativas.

Porém, o estudante que opta pela Alemanha precisa comprovar que possui dinheiro para se sustentar: geralmente, o governo exige 8.000 euros para um ano. O país autoriza universitários brasileiros a trabalhar 120 dias por ano em tempo integral ou 240 dias meio período.

Quer saber mais?  Para mais informações sobre todos os cursos disponíveis nas universidades alemãs, clique aqui. Se quiser aprender passo a passo como encontrar um curso gratuito no país, clique neste link.

2. França

A França possui mais de 76 cursos de graduação em inglês, mas a maioria é oferecida por universidades particulares e costuma ser cara. Já para quem procura pós-graduação, há preços bastante viáveis. O mestrado de engenharia de nanotecnologia da Universidade de Lyon, por exemplo, custa cerca de 500 euros por ano (mesmo para estudantes não europeus), já com o seguro saúde incluso. O curso tem duração de dois anos e as aulas são em inglês. Já a pós-graduação em Estudos Culturais Comparados da Universidade Jean Moulin, em Lyon, custa 250 euros e tem duração de dez meses.

Segundo o governo francês, o universitário precisa de 430 euros por mês para se manter enquanto estuda no país. Alunos internacionais podem trabalhar até 964 horas ao ano na França, o que corresponde a 60% da carga horária de uma pessoa com emprego em tempo integral.

Quer saber mais? Para mais informações sobre estudar na França, clique aqui. No site campus France Brasil, da agência oficial de promoção do ensino superior francês, há informações em português. Você também pode tirar suas dúvidas na página do Consulado Francês no Brasil.

3. Portugal

Assim como a França, a maioria dos cursos de graduação em Portugal têm custo elevado. Contudo, para quem busca pós-graduação, o país pode ser uma excelente opção. O mestrado em Energia Sustentáveis, do Instituto Politécnico do Porto, por exemplo, custa 950 euros ao ano e dura dois anos. Já o mestrado em Engenharia Informática e Sistemas de Informação, oferecido pela Universidade Lusófona, dura dois anos e custa, em média, 720 euros.

Quer saber mais? Para encontrar opções de mestrados em Portugal clique aqui. Há também informações para estrangeiros, em inglês, neste link.

4. Finlândia

A Finlândia é uma das nações com melhor qualidade de ensino e de vida do mundo. O país oferece cerca de 450 programas de pós-graduação em inglês, todos completamente gratuitos, independentemente da nacionalidade do aluno. É o caso do mestrado em Arquitetura, oferecido pela Tampere Universityof Technology e com duração de dois anos.

No entanto, o aluno precisará arcar com seus gastos pessoais. O país permite que universitários não europeus trabalhem 25 horas por semana durante o período letivo.

Quer saber mais? Clique aqui para saber mais sobre os cursos de graduação e pós gratuitos. O site da embaixada da Finlândia no Brasil oferece também diversas informações em português  para quem pretende estudar lá.

5. Noruega

Todas as universidades públicas da Noruega são gratuitas, e o estudante (mesmo estrangeiro) deve apenas pagar uma taxa semestral de 30 a 60 euros. Há várias opções de cursos em inglês no país: só de pós-graduação são mais de 200. É o caso, por exemplo, do mestrado em economia da Universidade de Oslo, que tem duração de dois anos e é totalmente gratuito.

No entanto, é bom lembrar que Noruega é um dos países mais caros do mundo e, embora as universidades sejam gratuitas, o custo de vida é altíssimo. Além disso, o clima do país, extremamente gelado, pode ser bastante difícil para os brasileiros. Os universitários não europeus podem trabalhar 20 horas por semana.

Quer saber mais? Estudantes internacionais podem obter informações aqui. O site Study in Norway traz detalhes sobre os cursos gratuitos. Datas importantes, dicas e documentação necessária podem ser visualizadas neste link.

6. Eslovênia

A Eslovênia faz fronteira com a Itália e com a Croácia e oferece cerca de 150 programas totalmente em inglês e a preços acessíveis. O mestrado de Justiça Criminal e Segurança, oferecido pela Universidade de Maribor, por exemplo, custa 2.300 euros por ano, independentemente da nacionalidade do estudante. O programa dura dois anos e é em inglês. Está em dúvida se vale a pena estudar na Eslovênia? Veja dez motivos para se mudar para lá agora.

Quer saber mais? Para informações sobre cursos e valores, clique aqui. Detalhes sobre o ensino superior no país podem ser encontrados neste link. Caso você deseje mais informações sobre cursos de pós-graduação, clique aqui.

 

Qual é o melhor momento para estudar fora?

*Reportagem publicada em 17/11/2014 e atualizada, com adição de informações complementares no dia 30/05/2016

 

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