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02.08.16

Quer estudar na Austrália? Conheça as duas melhores universidades do país

melhores universidades da Austrália

Além dos programas de excelência para pós-graduação e pesquisa, estudantes das melhores universidades da Austrália têm acesso a estágio e podem trabalhar legalmente no país.

Por Priscila Bellini

Praias dignas de cinema, clima parecido com o de grandes cidades brasileiras, centros urbanos com gente de todos os cantos do mundo, o famoso Outback… Todos esses cenários cabem na Austrália, o sexto maior país do mundo (logo abaixo do Brasil em extensão). Além de oferecer paisagens como essas, a Austrália possui uma variedade de universidades de destaque nos rankings internacionais e muitas oportunidades de intercâmbio para brasileiros.

Conheça um pouco da experiência de quem escolheu o maior país da Oceania como destino, em suas duas principais universidades – Sydney e Melbourne.

Universidade de Sydney

A maior cidade da Austrália tem marcos inconfundíveis. É nessa metrópole que se localiza a Ópera de Sydney, uma das construções mais marcantes do século XX e Patrimônio Mundial da UNESCO. Quem procura um destino ensolarado o ano todo pode se alegrar com a ideia de morar em Sydney, uma cidade que, por ano, tem média de 340 dias de sol.

Sydney está entre as melhores cidades nos rankings sobre qualidade de vida (no Mercer Quality of Living de 2015, ficou em décimo lugar), e costuma ser associada a um perfil multicultural. E não é à toa: pelo censo australiano, 35% das pessoas que vivem na cidade não nasceram na Austrália – isso tudo sem contar o índice de australianos que têm pais estrangeiros, que também somam parcela generosa da população local.

Hoje, meu inglês não é tipicamente australiano, porque convivi com pessoas de vários lugares enquanto estava lá

Essa variedade de pessoas em uma mesma região se tornou uma vantagem para o carioca Vitor Mota, engenheiro de produção que, durante a graduação, passou um ano na Universidade de Sydney. Além de cursar matérias na universidade, Vitor aperfeiçoou o inglês. “Hoje, meu inglês não é tipicamente australiano, porque convivi com pessoas de vários lugares enquanto estava lá”, conta ele, que iniciou o intercâmbio em 2013 e foi bolsista da Fundação Estudar.

Em geral, as universidades australianas destinam menos tempo da grade às aulas e encorajam um período maior de dedicação para além da sala de aula, em que o aluno deve ter proatividade. Graças à carga horária reduzida em relação ao Brasil, Vitor pôde se dedicar a atividades extracurriculares e participar de pesquisas. Enquanto vivia em Sydney, ele trabalhou no desenvolvimento de uma rede de logística: “Nesse estágio, aprendi ferramentas de tabelação e metodologia que não teria aprendido no Brasil. Foi interessante também trabalhar minha experiência profissional em um outro ambiente”, conta o engenheiro.

A área de pesquisa também foi escolhida pelo paulista Carlos Vido, que foi para a Universidade de Sydney para desenvolver projetos em robótica. Formado em Ciências Moleculares na Universidade de São Paulo, ele passou dois anos como pesquisador por lá. “As universidades têm acesso muito fácil a equipamento de ponta, por uma questão simples de verba. Só o Departamento de Robótica tinha uma verba de cerca de 12 milhões de dólares por ano, o que pesa muito no tipo de equipamento disponível e na facilidade de aquisição de coisas novas”, explica Carlos.

No monitoramento que a universidade fazia sobre sua pesquisa, ele também notou uma diferença nos quesitos avaliados. “Além de verificar que eu estava dentro do cronograma, me perguntaram se eu estava falando com o meu orientador regularmente, se eu tinha uma relação saudável com ele e com as outras pessoas do grupo, se havia algum recurso de que eu precisava que a universidade poderia disponibilizar”, diz o cientista, que hoje trabalha na Udacity, organização sem fins lucrativos que desenvolve MOOCS (Massive Open Online Courses) e ficou conhecida como “a universidade do Vale do Silício”.

Para os brasileiros interessados, não faltam opções de cursos, já que Sydney lidera também em número de matérias disponíveis para os estudantes. A universidade lista diversas bolsas disponíveis para estrangeiros em pós-graduação e com foco em pesquisa.

 

Universidade de Melbourne

O nome da cidade pode não ser tão familiar, mas Melbourne tem presença garantida nos rankings de qualidade de vida. Na avaliação da The Economist de 2015, a cidade estava no topo, à frente de cidades como Helsinque e Toronto.

melhores universidades da Austrália

Universidade de Melbourne, na Austrália

A cidade oferece um clima mais ameno em relação a outras regiões da Austrália,  e apresenta uma vida cultural atrativa, com festivais, eventos esportivos (por exemplo, o Grand Prix australiano de Fórmula 1 acontece na cidade) e centros culturais. Melbourne também é conhecida por ter um perfil bike friendly (ou, em outras palavras, ser um bom ambiente para ciclistas) e por possuir um transporte público de qualidade, com opções de metrô, trem e ônibus.

No caso da Universidade de Melbourne, avaliada como a melhor da Austrália pelo Academic Ranking of World Universities 2015, não faltam opções de cursos nem de bolsas de estudo. Um dos aspectos destacados pela própria universidade é a quantidade de oportunidades para alunos estrangeiros, como a Victorian Latin America Doctoral Scholarship e as Australian Development Scholarships.

Se, mesmo com a bolsa, ainda é necessário um dinheiro extra – para despesas que não foram previstas ou para viagens, por exemplo, o governo australiano permite que estudantes trabalhem legalmente no país. “Na Austrália, os alunos de qualquer nível de educação podem realizar atividades remuneradas por até 20 horas semanais, ou 40 quinzenais. A exceção fica para os estudantes de Mestrado com pesquisa e PhD, que não têm limitação de horário para trabalhar”, explica Débora Machado, Diretora Executiva da LAE (Latino Australian Education), organização que oferece gratuitamente orientações sobre estudos no exterior.

 

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