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Você sabia que é possível estudar em inglês em universidades brasileiras?

Por Colunista do Estudar Fora

Por Alberto Costa, de Cambridge English

Há muito tempo a importância do inglês no mercado de trabalho é bastante clara. Ter citado no currículo uma passagem no exterior proporcionada por um intercâmbio focado em estudos, por exemplo, tende a aumentar consideravelmente as chances de sucesso com os empregadores de todo o mundo, já que a vivência é enxergada como uma ferramenta que expande o aprimoramento do idioma, assim como indica (de modo subjetivo) resiliência.

Esse é um dos atrativos que faz com que grande parte dos alunos que conclui o Ensino Médio no Brasil e que almeja melhores colocações profissionais, busque maneiras de sair do país para adicionar essa experiência entre os seus feitos. Além disso, estudando no exterior há ainda a possibilidade do contato com professores que são referência em suas áreas de atuação e também a experimentação de conhecer o que outros países fazem e como conduzem determinados assuntos por meio do olhar dos colegas de classe.

Porém, por vezes, os estudantes encontram barreiras tanto financeiras quanto acadêmicas na hora de se candidatar a uma universidade estrangeira. Apesar de existir uma série de facilitadores, como os programas de bolsas, nem sempre todos são contemplados e isso não significa que o sonho deva ser interrompido.

E a boa notícia para quem deseja continuar nessa caminhada para superar os obstáculos, mas quer otimizar o tempo de preparo, é que parte dessa experiência já pode ser vivenciada em território nacional! Assim como aconteceu com as escolas europeias e norte-americanas que elegeram o inglês como o idioma oficial dos seus programas de educação para integrar pessoas de diferentes nacionalidades, uma parcela das universidades brasileiras já despertou para o Ensino Superior Internacionalizado.

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É o caso de instituições como a Universidade de São Paulo (USP), a Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUC-RS), a Universidade Federal do ABC (UFABC), a Fundação Getúlio Vargas (FGV) e a Fundação Instituto de Administração (FIA), por exemplo. Todas essas, e tantas outras, ministram aulas em inglês e contam com professores e alunos estrangeiros, que propiciam a interação e a troca cultural, além do aprendizado teórico e prático da disciplina.

Como estudar em inglês em universidades brasileiras

Essa pode ser uma opção válida, pois torna todo o processo muito mais acessível e ainda assim é um formato que estimula a fluência e o raciocínio no idioma, o que contribui em atividades futuras que envolvam interação global, por exemplo.

Para garantir a eficiência da experiência, da mesma forma que acontece com os processos de admissão estrangeiros, o domínio da língua em níveis de independência é requisito básico e é verificado durante a seleção inicial.

Uma das ferramentas usadas para esse monitoramento é o Linguaskill, desenvolvido por Cambridge Assessment English e já disponível no Brasil e adotado em países como México, Polônia, Rússia, Arábia Saudita, Omã, Suíça, Tailândia, Emirados Árabes Unidos e também pela rede global de ensino superior Laureate. Trata-se de um teste de língua inglesa on-line multinível, que avalia candidatos de todos os níveis, desde o A1 até o mais elevado do Quadro Europeu Comum de Referência para Línguas (CEFR), referência internacional que descreve de forma objetiva as habilidades em um idioma.

A partir dele, um relatório de performance individual e coletivo é traçado. Ou seja, ele complementa o vestibular/o exame de admissão confirmando se os alunos atendem os requisitos mínimos para acompanhar as aulas e desenvolver as atividades.Outra forma de uso é aplicá-lo ao final do programa, para monitorar o progresso dos estudantes e proceder com a aprovação e com a conclusão do curso.

Apesar de esse resultado não ser válido enquanto certificação internacional para admissão a universidades no exterior, há dois benefícios para quem passa pelo teste: o primeiro é que ele funciona como um preparo para outros exames de proficiência aceitos mundialmente. O segundo é que essa é também uma possibilidade de sair para o mercado de trabalho já com comprovação internacional do nível de inglês para se destacar nos processos seletivos de emprego.

 

Sobre o Autor

Alberto Costa possui 30 anos de experiência no mercado de educação, tendo atuado como professor de inglês, examinador dos exames de Cambridge English Language Assessment, treinador de professores para as certificações CELTA, ICELT e DELTA. Além disso também esteve à frente de iniciativas de treinamento e formação continuada de professores de inglês e de consultoria acadêmica. Costa possui especialização em treinamento de professores (PRINSELT) do College of St. Mark & St. John em Plymouth, Reino Unido, e é certificado por Cambridge com o diploma Cambridge RSA for Overseas Teachers of English (DOTE). Atualmente ele ocupa a posição de Senior Assessment Manager de Cambridge English no Brasil.

 

* Foto: Universidade Federal do ABC / Crédito: Divulgação

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