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nanodegree

O que é, como funciona e para que serve um nanodegree

Por Priscila Bellini
04.04.2018

Cursos online batizados de "nanodegrees", criados pela Udacity, incorporam aprendizado por projeto e ensinam habilidades requisitadas por empresas como Google, Facebook e Amazon.


Para quem deseja calibrar o currículo – seja para se candidatar a um universidade estrangeira, seja a uma vaga de trabalho -, não faltam opções de cursos de curta duração. No caso das formações online, instituições como Harvard e MIT já disponibilizaram opções que vão da Introdução à Ciência da Computação até lições sobre empreendedorismo. Mais recentemente, surgiram também entre os cursos disponíveis os da categoria nanodegree, lançada pela empresa Udacity, nascida no Vale do Silício.

Por trás do nome em inglês, está um ideal de curso pautado pelas demandas do mercado de trabalho e dividido em projetos, a serem executados pelos estudantes. Em outras palavras, os materiais disponíveis em cada nanodegree são elaborados com base no que empresas de tecnologia como Google, Facebook e Amazon têm como demanda. Nas palavras do diretor-geral da Udacity para América Latina, Carlos Souza, é uma oportunidade de os estudantes aprenderem hoje “as habilidades que precisam para se preparar para as profissões do futuro”.

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Aprender essas habilidades – e, com isso, se tornar mais competitivo no mercado de trabalho – é o que leva um aluno a fazer um nanodegree. Na prática, o curso permite que cada aluno desenvolva projetos em que aplique os conceitos aprendidos. “Esses projetos são revisados, linha por linha, por especialistas na área, e os feedbacks servem para acelerar a curva de aprendizado dos estudantes”, explica Carlos Souza.

O exemplo citado pelo representante da Udacity é o do nanodegree mais popular do Brasil, em Marketing Digital, desenvolvido em parceria com empresas como Google, Hootsuite e Mailchimp. “Ao fim do módulo sobre Social Media Marketing, você cria, gerencia e monitora uma campanha publicitária no Facebook para um produto, tendo um orçamento real para gerenciar”, detalha o diretor. Com o anúncio atingindo consumidores reais, os estudantes são avaliados por profissionais da área sobre o que, de fato, aprenderam.

Nanodegree, MOOC ou curso online: faz diferença?

Como aponta o consultor brasileiro André Abram, que atua na busca de executivos financeiros, formações do tipo servem como acessórios à qualificação principal de alguém. Ou seja, no currículo, cabem diplomas de graduação e pós, complementados pelas formações em MOOCs (sigla em inglês para “curso online aberto e massivo”) e no nanodegree. Para Abram, isso serve para ajudar o profissional “tanto a criar um foco na própria área quanto a redirecionar a carreira”.

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Entre os alunos que já fazem os nanodegrees, as observações de Abram fazem ainda mais sentido. Os estudantes da Udacity dividem-se em três perfis principais: os que desejam mudar de carreira, os que querem avançar na carreira em que já estão atuando ou os que pretendem empreender. Nos três casos, um nanodegree possibilita a formação de um portfólio com projetos e a obtenção de um certificado reconhecido.

Como regra geral, André Abram descreve o tipo de formação – presencial ou não – que vale para as demandas do mercado. “É uma formação intensa, que tenha desafiado o estudante em vários níveis de dificuldade, em termos de capacidade de aprendizado e de pesquisar temas diferentes”, detalha ele.

Carreira internacional

Em matéria de carreira internacional, as regras para uma formação atrativa continuam. Formação intensa, variada, que expõe o aluno a uma lista longa de desafios e oportunidades. Ter, no currículo, nomes conhecidos para os avaliadores pode servir como carta na manga – por exemplo, um curso online oferecido pelo MIT, com o certificado listado no LinkedIn.

“Isso demonstra o grau de curiosidade do indivíduo, de estar atualizado e conectado com focos diferentes”, destaca André Abram. Na hora do recrutamento, vale a pena mostrar certificados e resultados do curso. No caso do nanodegree, como destaca Carlos Souza, há não só projetos no portfólio de cada aluno, como também um certificado reconhecido internacionalmente. “Nós temos alunos em mais de 160 países e todos recebem o mesmo certificado”, explica ele. “Para quem está buscando oportunidades fora do Brasil, isso pode ajudar muito”.

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O reconhecimento por meio de diplomas ou certificados também aparece em plataformas como o Coursera, que disponibiliza formações variadas em instituições de ensino. Há, por exemplo, cursos gratuitos que exigem uma taxa de 100 dólares para emitir o certificado, que pode ser identificado em redes como o LinkedIn.

No caso da Udacity, outra diferença tem a ver com o tipo de tema contemplados em cada formação, que incorporam demandas do mercado de trabalho “do futuro”. Novas áreas de tecnologia e negócios integram o currículo, que promete tratar de assuntos como blockchaingrowth hacking, ainda este ano.

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