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Massachusetts Institute of Technology

O MIT é capaz de formar tanto cientistas quanto empreendedores. Saiba por quê!

Por Redação do Estudar Fora
02.08.2017

O Massachusetts Institute of Technology é famoso por suas inovações em ciência e tecnologia também oferece bons cursos de negócios para completar formação.


Paraíso dos nerds, o Massachusetts Institute of Technology (MIT) se destaca por aliar um ensino de tecnologia de ponta a noções de administração. União ideal para engenheiros, cientistas da computação e outros profissionais da tecnologia que pretendem investir em seu próprio negócio.

Hoje com mais de 11 mil alunos, o instituto oferece 44 programas de graduação em suas cinco escolas – sendo a de engenharia a mais popular entre elas (abriga 63% dos estudantes). Em um currículo de bons-feitos, acumula 85 prêmios Nobel, 38 bolsas MacArthur, duas medalhas Fields e 34 astronautas.  A instituição é também reconhecida por ter desenvolvido potentes radares, mísseis teleguiados e equipamentos de espionagem usados pelo governo americano.

Nem só tecnologia, nem só negócios

“Fui para o MIT porque sabia que teria um background mais diversificado”, diz Michel Portas, aprovado tanto para a instituição de Massachusetts quanto por Berkeley. Estudante de engenharia civil, optou pelo Massachusetts Institute of Technology para seguir em sua área enquanto adquire novas competências de negócios e empreendedorismo.

Para tanto, no primeiro semestre de seu ano de intercâmbio se dedicou a disciplinas mais específicas, sobre sistemas de transporte, gerenciamento de recursos hídricos e outras áreas da engenharia. Em uma delas, recorda-se, desenvolveu junto a um grupo de colegas um produto do começo ao fim – no caso, um bastão de realidade virtual que serviria como óculos para crianças enxergarem os espaços inalcançáveis por suas pequenas estaturas.

“Passamos por todo o processo de criação da engenharia. Fizemos um brainstorm de problemas que queríamos resolver e fomos afunilando ideias até desenvolver um protótipo”, lembra.

No segundo semestre, Michel decidiu voltar-se para os negócios, área que não teria oportunidade de explorar em sua graduação no Brasil. Na Sloan, escola do MIT dedicada ao tema, pôde estudar com alunos de MBA. “É bom para conhecer pessoas com experiência de mercado e criar um networking”, diz. “O nível da aula é muito alto”, completa.

Em classe, aprende sobre análise de mercado e como tirar valor de determinado produto, segundo uma metodologia adotada por todas as disciplinas de empreendedorismo do Massachusetts Institute of Technology. “Eles têm um framework com 24 passos para serem seguidos, criado por Bill Aulet”, afirma, referindo-se ao professor da instituição e autor da bibliografia utilizada nos cursos. “Em cada aula tentamos desenvolver um ou dois passos. Conseguimos aprender com os erros e acertos uns dos outros”.

Para Michel, as duas faces da escola – tecnologia e negócio – resumem a essência do empreendedorismo. “Não é só vontade, é também preparação, capacitação”, diz.

MBA no Massachusetts Institute of Technology

Enquanto empresas de tecnologia de ponta se concentram no Vale do Silício, a região de Boston-Massachusetts se tornou um polo de biotecnologia, em boa parte impulsionado pela inteligência criada no MIT. Este fato atraiu Gabriel Perez, biólogo de formação. Ele se enveredou pelos tortuosos caminhos do empreendedorismo logo em seu primeiro estágio, na Endeavor, o que o levou a Massachusetts para um MBA em 2007.

No primeiro semestre, ele cursou um ciclo básico que incluía aulas de administração, finanças, estatística, economia e marketing. A partir do segundo, pôde realizar matérias mais específicas, de acordo com seu interesse.

Entre elas, atuou como monitor de uma disciplina voltada para consultoria a empresas de países em desenvolvimento, além de ele mesmo prestar, em outra disciplina, assistência para uma empresa dinamarquesa que havia desenvolvido um sistema de visualização 3D de moléculas. “Ajudei a desenvolver uma estratégia para venderem o software para a indústria farmacêutica americana”, lembra. Também realizou um estágio de verão em um fundo da Siemens focado na área da saúde.

“Pude aproveitar muito do ecossistema empreendedor da região”, diz ele, ressaltando ainda os contatos que fez ao longo do programa, ainda hoje acionados em seu trabalho à frende do Fundo Pitanga, que investe em empresas de tecnologia. “Você acaba criando um círculo social muito diverso, tanto geograficamente quanto de especializações. Mesmo sete anos após ter me formado, esta rede persiste. É global e feita por gente que está super bem em sua respectiva área”.

 

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