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30.03.15

Stanford: saiba o que os alunos fazem fora da sala de aula

Stanford: saiba o que os alunos fazem fora da sala de aula

"Participo de um grupo que quer lançar um foguete", diz Lawrence Murata, estudante de graduação em Stanford. Nos EUA, atividades extraclasse são importantíssimas!

As atividades extracurriculares têm um peso muito grande nas universidades norte-americanas. Há grupos de tudo o que você poss aimaginar: negócios, empreendedorismo, música, dança, arte, teatro, debate, etc.

Aqui em Stanford, já participei de diversos. Agora no meu segundo ano de graduação, estou começando uma organização estudantil chamada CS+Social Good para criar uma comunidade de alunos que querem usar ciência da computação e tecnologia para mudar o mundo. Somos o primeiro grupo em Stanford focado na interseção entre ciência da computação e mudança social.

Também sou membro da Kairos Society, uma sociedade internacional de business que organiza reuniões regulares na universidade. Também escrevo sobre tecnologia e startups para o jornal de Stanford, o Stanford Daily.

Durante meu freshman year (1º ano da graduação), um dos grupos que frequentei foi o SELA (Society for Entrepeneurship in Latin America, a comunidade latino-americana de empreendedorismo). Lá, fui board member, director of marketing e depois head of business, organizando eventos do SELA e participando ativamente das decisões do grupo.

Um dos meus grupos favoritos é um com o ambicioso objetivo de lançar um foguete construído por alunos ao espaço

Stanford, por ser uma faculdade extremamente empreendedora, também originou várias outras organizações de empreendedorismo como o BASES, grupo de business e empreendedorismo, o ASES, a comunidade asiática de empreendedorismo, e o SENSA, para empreendedorismo social.

Na parte de engenharia, um dos meus grupos favoritos é um com o ambicioso objetivo de lançar um foguete construído por alunos ao espaço. Isso mesmo: o Stanford SSI (Stanford Student Space Initiative) é uma oportunidade para alunos da faculdade participarem da revolução espacial com o avanço de tecnologias de exploração espacial.

A comunidade de Stanford é muito diversa, então os grupos acabam tendo um papel importante em mostrar essa diversidade e disseminar informação sobre outras culturas. Comecei recentemente, com amigos brasileiros, o BSA, Brazilian Students Association. O grupo já existia, mas acabou ficando inativo por um tempo.

A ideia fundamental dos grupos extracurriculares é que eles dão liberdade para os alunos explorarem talentos em diversas áreas, que não estão ligadas à graduação propriamente.

Brinquei um pouco com essa ideia durante meu ensino médio no Colégio Bandeirantes, começando um “tutoring club” e um de “study abroad”. Ambos tiveram bons resultados.

Acredito que a adoção de um modelo similar no ensino médio do sistema público seria de grande benefício ao país e daria liberdade aos alunos para explorar outros talentos importantes para o contínuo desenvolvimento da sociedade.

Lawrence Murata

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