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Stanford: saiba o que os alunos fazem fora da sala de aula

Por Lecticia Maggi

As atividades extracurriculares têm um peso muito grande nas universidades norte-americanas. Há grupos de tudo o que você poss aimaginar: negócios, empreendedorismo, música, dança, arte, teatro, debate, etc.

Aqui em Stanford, já participei de diversos. Agora no meu segundo ano de graduação, estou começando uma organização estudantil chamada CS+Social Good para criar uma comunidade de alunos que querem usar ciência da computação e tecnologia para mudar o mundo. Somos o primeiro grupo em Stanford focado na interseção entre ciência da computação e mudança social.

Também sou membro da Kairos Society, uma sociedade internacional de business que organiza reuniões regulares na universidade. Também escrevo sobre tecnologia e startups para o jornal de Stanford, o Stanford Daily.

Durante meu freshman year (1º ano da graduação), um dos grupos que frequentei foi o SELA (Society for Entrepeneurship in Latin America, a comunidade latino-americana de empreendedorismo). Lá, fui board member, director of marketing e depois head of business, organizando eventos do SELA e participando ativamente das decisões do grupo.

Um dos meus grupos favoritos é um com o ambicioso objetivo de lançar um foguete construído por alunos ao espaço

Stanford, por ser uma faculdade extremamente empreendedora, também originou várias outras organizações de empreendedorismo como o BASES, grupo de business e empreendedorismo, o ASES, a comunidade asiática de empreendedorismo, e o SENSA, para empreendedorismo social.

Na parte de engenharia, um dos meus grupos favoritos é um com o ambicioso objetivo de lançar um foguete construído por alunos ao espaço. Isso mesmo: o Stanford SSI (Stanford Student Space Initiative) é uma oportunidade para alunos da faculdade participarem da revolução espacial com o avanço de tecnologias de exploração espacial.

A comunidade de Stanford é muito diversa, então os grupos acabam tendo um papel importante em mostrar essa diversidade e disseminar informação sobre outras culturas. Comecei recentemente, com amigos brasileiros, o BSA, Brazilian Students Association. O grupo já existia, mas acabou ficando inativo por um tempo.

A ideia fundamental dos grupos extracurriculares é que eles dão liberdade para os alunos explorarem talentos em diversas áreas, que não estão ligadas à graduação propriamente.

Brinquei um pouco com essa ideia durante meu ensino médio no Colégio Bandeirantes, começando um “tutoring club” e um de “study abroad”. Ambos tiveram bons resultados.

Acredito que a adoção de um modelo similar no ensino médio do sistema público seria de grande benefício ao país e daria liberdade aos alunos para explorar outros talentos importantes para o contínuo desenvolvimento da sociedade.

Lawrence Murata

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