Inicio International Year One: como ele pode democratizar o acesso a universidades dos EUA

International Year One: como ele pode democratizar o acesso a universidades dos EUA

0
International Year One: como ele pode democratizar o acesso a universidades dos EUA

Para quem deseja fazer graduação nas universidades dos Estados Unidos, é comum que as notas do ensino médio sejam um ponto de atenção. Afinal, desempenho acadêmico é um critério que geralmente tem muito peso no processo de admissão às escolas estadunidenses. No entanto, com o International Year One (ou IYO), alunos de outros países que queiram estudar nos EUA podem ficar mais tranquilos com relação a suas notas.

O IYO também pode ajudar alunos do Brasil em outro ponto que costuma gerar ansiedade na hora da candidatura: a proficiência em inglês. Universidades que oferecem esse ano de estudo se tornam acessíveis também para estudantes que ainda não têm um domínio pleno do idioma. Isso vale também para candidatos que não podem fazer o SAT, ou não estejam satisfeitos com suas notas, já que as exigências costumam ser menores. A seguir, saiba tudo sobre o International Year One!

Diferenças no ensino médio

Para entender como o International Year One funciona e por que ele é importante, é essencial falar sobre as diferenças entre o ensino médio no Brasil e nos EUA.

No Brasil, o percurso de estudos que vai do ensino fundamental ao ensino médio tem um total de 12 anos: são nove anos no fundamental e mais três anos no médio. Nos Estados Unidos, é parecido: são oito anos de fundamental e quatro anos de “high school”, o que também dá doze anos.

Após concluir esse período, o estudante está apto a ingressar no ensino superior, onde fica em geral por mais quatro anos para conseguir um bacharelado. Mas um dos critérios que as universidades avaliam dos alunos que pretendem estudar nelas é o GPA, ou “grade-point average”, uma espécie de “média ponderada” das notas dos estudantes no ensino médio.

Alunos brasileiros, em geral, precisam cursar mais disciplinas para conquistar o diploma do ensino médio do que quem estuda nos Estados Unidos. Isso torna mais difícil manter o GPA elevado, e acaba impactando negativamente na candidatura de estudantes do Brasil. Isso sem falar na exigência de proficiência em inglês, que acaba sendo uma preocupação adicional para os estudantes daqui.

O que é o International Year One?

O IYO é, essencialmente, um primeiro ano de ensino superior que algumas universidades dos Estados Unidos oferecem a estudantes estrangeiros. Nele, os alunos já conquistam créditos que contam para sua graduação, enquanto estudam disciplinas que servem como um tipo de “transição” do ensino médio para o ensino superior estadunidense.

Nesse período, o aluno cursará disciplinas como “inglês para alunos internacionais”, “história dos Estados Unidos”, “introdução às humanidades” e “cálculo para negócios”. Essas disciplinas em alguns casos são cursadas junto com alunos dos Estados Unidos, e são chamadas de “General Education”. Depois, segue estudando na universidade para conseguir os créditos necessários para sua escolha de majors ou minors.

“No International Year One, o aluno já está na faculdade. Ele é um aluno universitário, tem carteirinha da universidade, o I20 da universidade, tudo isso”, sintetiza Fred Morais, gestor de recrutamento da INTO para o Brasil. A INTO faz a ponte entre estudantes brasileiros e universidades dos Estados Unidos, muitas das quais oferecem a possibilidade de IYO a alunos interessados.

Vantagens do International Year One

Ao tornar possível que mais estudantes estrangeiros ingressem em universidades dos EUA, o International Year One acaba democratizando o acesso à graduação por lá. Alunos cujas notas (ou domínio do inglês) não seriam suficientes para um ingresso direto podem fazer esse ano de estudos e conquistar o mesmo título (no mesmo período de tempo) do que quem fez o ensino médio nos Estados Unidos.

Outra vantagem do IYO é que ele não representa, necessariamente, um custo adicional para a graduação no exterior. Os créditos cursados nesse período contam para que o estudante se forme, e ele paga taxas de anuidade semelhantes às da graduação. Não se trata de um ano “a mais”.

Esse período inicial também é uma oportunidade para que o estudante se acostume ao ritmo e ao estilo das aulas nos Estados Unidos. É comum que leve algum tempo para se adaptar a aprender em outro idioma e com outra dinâmica pedagógica, e o IYO acaba sendo a maneira mais adequada de passar por essa adaptação.

Além de oferecer um sistema de admissão diferente, o IYO disponibiliza uma série de serviços ao aluno internacional, para ajudar na sua adaptação. Alguns desses serviiços são: tutores exclusivos, advisors focados nos alunos internacionais, e semana de orientação que inclui processos não abordados normalmente (como tirar carteira de motorista e abrir conta em bancos, por exemplo).

Leia também: Early application: como ele pode te ajudar a entrar nas melhores universidades 

Na maioria dos casos, alunos brasileiros também podem se tornar elegíveis para bolsas parciais de estudo, dedicadas a quem faz o International Year One. Essas bolsas podem chegar a U$19.000mil USD por ano. Como algumas universidades dos Estados Unidos buscam atrair estudantes do Brasil como uma forma de trazer mais diversidade aos seus campi, elas oferecem apoio financeiro por meio de bolsas ou mesmo de planos de pagamento mensais para o IYO.

Segundo João Pedro Pinto, que começou a estudar na University of South Florida com o International Year One no segundo semestre de 2016 com ajuda da INTO, a experiência teve um enorme impacto positivo na sua vivência universitária. “A verdade é que a gente chega preparado e menos preocupado com o desconhecido, porque sabemos que ali sempre há alguém para nos ajudar com qualquer evento”, avalia.

O que você achou desse post? Deixe um comentário ou marque seu amigo:

Leia