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Graduação

O que você precisa saber para cursar uma graduação fora do Brasil

12.01.15

“Fui aceito em uma universidade fora!”

"Fui aceito em uma universidade fora!"

Jovens aprovados nas melhores universidades do mundo contam como chegaram lá. "Não é preciso ser gênio, mas é preciso muita dedicação", dizem. Inspire-se!

Em 2013, cinco jovens brasileiros decidiram incluir um mesmo item em suas listas de resoluções de ano novo: ser aprovado em uma universidade de excelência no exterior. Em março de 2014, começaram a receber as cartas de aprovação e, em julho, embarcaram rumo às instituições de seus sonhos. Como eles chegaram lá? É isso o que o Estudar Fora foi descobrir!

No exterior, o processo de seleção das universidades é bem diferente do brasileiro: avalia-se o perfil do candidato como um todo, e não apenas suas notas no vestibular. Além de testes, como SAT e ACT, e exames de proficiência no idioma local (TOEFL ou IELTS para o caso do inglês), as universidades observam atividades extracurriculares desenvolvidas pelos alunos e pedem também histórico escolar, cartas de recomendação, essays (pequenas redações) e personal statement (uma espécie de ensaio pessoal, onde o estudante diz quem ele é).

A seguir, os jovens contam como se destacaram de outros milhares de candidatos e conseguiram uma vaga na escola dos sonhos. O segredo, segundo eles, é trabalhar duro. “Não é preciso ser gênio, mas é preciso muita dedicação”, são unânimes em dizer. Veja:

Renan Kuntz, 19 anos, de Toledo (PR), foi aprovado na University of Tulsa, nos EUA, onde estuda química.

Renan Kuntz1 editado“Eu sempre quis estudar fora, mas achei que era muito complicado. Embora eu fosse um bom aluno de escola pública, que gostava de participar de olimpíadas científicas, ainda assim achava que não tinha o perfil. Até que um dia, resolvi procurar no Google o que era preciso para fazer faculdade fora. Apliquei para o Prep e fui aprovado. A partir disso, comecei a pesquisar os sites das universidades. A Fundação Estudar foi o meio principal para eu conseguir chegar onde eu cheguei.  O processo de application (candidatura) nos EUA é muito diferente do vestibular do Brasil, e ter uma organização por trás que possa te ajudar é fundamental. Muita gente ainda acha que o aluno precisa ser gênio para estudar fora. Não, você não precisa ser gênio, mas precisa trabalhar muito. A minha dica é: foque naquilo que você gosta de fazer. Se você gosta de animais, procure liderar programas de ajuda aos animais, por exemplo. É preciso aliar o que você gosta de fazer com algo que gere impacto na sociedade.”

Jonatan Oliveira, 18 anos, Barbalho (CE), foi aprovado na University of Evansville, onde estuda relações internacionais e ciência política.

Jonatan editado

“Participei de dois programas que foram fundamentais para que eu decidisse estudar fora. Um deles foi o Oportunidades Acadêmicas, da Education USA, e o outro foi o programa Jovens Embaixadores, coordenado pela Embaixada dos Estados Unidos. A dica que eu dou é: o quanto antes, procure saber tudo que é necessário para o processo de application. Você precisa ter tempo para se preparar. Na minha opinião, o ideal é que você esteja cursando o segundo ano do ensino médio, porque se você deixar para o terceiro ano ficará muito apertado e talvez você não tenha tempo suficiente.  Acredito que para as universidades americanas o fator determinante é que você seja um aluno que vai além da sala de aula. Não basta ser um bom aluno; você precisa fazer atividades extracurriculares, participar de organizações, liderar grupos. Nota boa não é suficiente.”

Bárbara Cruvinel, 19 anos, de Santos (SP), foi aprovada em Yale, onde estuda física.

Barbara Cruvinel1 editado

“Eu participava muito de olimpíadas científicas no ensino médio, mas foi uma olimpíada em especial que me fez perceber que eu gostava de física. Na época, eu tinha 16 anos e decidi que queria estudar no exterior para seguir a carreira de pesquisadora. Comecei a olhar os sites das universidades, as exigências de cada uma, o perfil de alunos que elas desejam… As universidades querem alunos pró-ativos, que vão atrás do que desejam! Numa dessas pesquisas, encontrei o ILRIO e apliquei. Fui aceita e, a partir de então, passei a contar com o apoio de uma mentora, que me ajudou muito ao longo de todo o processo. Tem gente que tem potencial, mas sem ajuda de alguém que possa te orientar com as essays (redações) fica difícil. No meu caso, a fase de application foi bem conturbada porque eu estava participando de olimpíadas internacionais, fazendo vestibular no Brasil e ainda tinha o SAT. Tudo ao mesmo tempo! Eu não acho que participar de olimpíadas sejam uma exigência das universidades, mas você precisa ser um aluno que cria as suas próprias oportunidades. Vá em busca de programas simulados da ONU, faça trabalhos voluntários, encontre algo que você gosta de fazer e faça!”

Larissa Gama de Paula, 18 anos, Rio de Janeiro (RJ), foi aceita no Bryn Mawr College, onde estuda relações internacionais.

Larissa1 editado

“Estudei no Colégio Militar do Rio e costumava assistir a palestras do Education USA. Por isso, decidi tentar estudar fora. Sinceramente, achava que era impossível, mas um amigo meu, que estudava na mesma escola, foi aprovado em cinco universidades norte-americanas. Depois disso, achei que era hora de aplicar e levei todo o processo muito a sério. Fiz consultoria com o pessoal do Education USA, porque, no meu caso, o pior foi entender como funcionava o processo de application. Hoje, vejo como é importante ser específico nas redações e mostrar para a universidade exatamente aquilo que você busca. Não seja genérico, diga o que você quer e de forma objetiva: quero aquela atividade com aquele professor ou, então, quero participar daquele seminário por causa disso e daquilo. Seja direto! Muitos se preocupam com a nota do SAT, mas o espaço para você mostrar quem  você realmente é são as essays. Eu nunca participei de olimpíadas do conhecimento, mas tenho certeza que é fundamental fazer uma atividade extracurricular. No meu caso, fazia balé todos os dias da semana, e tinha dias que eu também fazia equitação. Eu era muito engajada nas coisas que eu gostava. Participei de simulações da ONU, fui diretora da área de hipismo na escola, organizei competições, enfim… Era bem ativa. Conseguia arrumar tempo para fazer tudo o que eu amava. Acho que isso fez com que eu conseguisse demonstrar para a universidade que sou uma pessoa pró-ativa e que consegue lidar bem com o tempo. Deu certo e hoje estou muito feliz. Adoro estudar lá!”

Lawrence Lin Murata, 20 anos, de São Paulo (SP), foi aceito em Stanford, onde estuda engenharia.

Lawrence1 editado

“O processo de preparação para faculdades americanas envolve muita reflexão sobre seus projetos e sua personalidade. Você precisa saber a melhor forma de colocar as suas qualidades no papel. Além disso, ter um excelente desempenho acadêmico durante o ensino médio é fundamental, mas, especialmente para as faculdades mais competitivas, é necessário também saber se destacar fora da sala de aula. No meu caso, ter iniciativa foi essencial. Sempre que eu tinha vontade de participar de algum projeto que não existia na minha escola, conversava com colegas, professores e coordenadores para entender como eu poderia começar aquilo. Antes da faculdade, realizei diversos projetos: criei uma organização para arrecadar doações por meio de artes; quando criança, criei um software financeiro para ajudar a mim e meus irmãos a economizar nosso dinheiro. Mesmo aqui em Stanford continuo idealizando projetos. Um dos meus planos é ensinar programação, algo que nunca foi feito antes. As faculdades americanas também valorizam alunos que são “well-rounded”, ou seja, que têm interesse em áreas diferentes. Para mim, foi muito importante estar envolvido com artes e humanidades, apesar de ser um aluno de engenharia. É na intersecção de áreas distintas que está o espaço para inovação e surgimento de grandes ideias. A minha paixão por arte sempre complementou meu trabalho em engenharia. Na parte de provas, entender como funciona o SAT é essencial, já que é muito diferente do Enem e de tudo o que estamos acostumados no Brasil. No SAT, dependendo da seção, você tem um ou dois minutos por questão, então é importante praticar bastante fazendo testes passados, para que você possa desenvolver um raciocínio rápido e estratégias que te ajudem a conseguir uma boa nota. Não existe segredo: é necessário praticar, praticar e praticar. Quem quiser tirar dúvidas, sinta-se à vontade para entrar em contato comigo pelo Facebook, Twitter (@LawLM) ou meu site www.lawrencemurata.com.”

Por Carolina Campos

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