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um ano estudando fora vai te tornar fluente

Passar um ano estudando fora é o caminho certo para se tornar fluente?

Por Priscila Bellini

Não há jeito certo para aprender um novo idioma. Algumas pessoas preferem se debruçar sobre os livros, enquanto outras optam por aplicativos ou lições tradicionais com professores particulares. Estar em um ambiente imersivo é uma forma de acelerar o processo, entretanto, e passar um ano estudando fora é uma oportunidade de fazer isso.

O que não significa que será um caminho fácil. A estrada rumo à fluência é longa e tende a ser atrapalhada por momentos confusos, ou mesmo embaraçosos. Este é um guia para chegar lá mais facilmente:

Evite as ciladas

Quando Sarah Doerkson foi estudar na Universidade de Gana, em Accra, ela não falava nenhum dos 70 idiomas falados no país, além do inglês. Mas ela queria aprender “Twi” desde o início. “Eu fui ao mercado e descobri que a palavra ‘papa’ pode significar algo bom, pai ou ventilador, dependendo de como você a pronuncia”, ela conta. “Felizmente, ‘me ajudem, eu preciso de algo para acabar com esse suor constante’ é uma frase facilmente traduzida com linguagem corporal”.

Doerkson foi colocada em uma acomodação com estudantes de Gana para conseguir praticar, e ela aconselha a pessoas que planejam passar um ano estudando fora que evitem o seu idioma natal. “A língua oficial de Gana é o inglês e, na capital do país, você consegue tranquilamente se deslocar só usando o idioma, mas se arriscar em outra língua pode ajudar a se enturmar”, ela diz. “Confundir palavras também pode ser um jeito de quebrar o gelo”.

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É sempre tentador passar mais tempo com gente que seja do mesmo país, já que eles entendem seu idioma e suas referências culturais. Mas isso faz com que o estudante perca a oportunidade de realizar seu objetivo, voltando ao país de origem com a experiência de um estrangeiro e com pouco vocabulário adquirido.

Ficar hospedado em cidades menores pode servir de grande ajuda para quem deseja praticar um idioma. Línguas estrangeiras tendem a ser menos faladas nessas regiões, então tenha isso em mente quando estiver procurando por opções de destino.

Não se sinta mal por ser devagar

Mesmo que você estude o idioma há algum tempo, a transição pode ser difícil. Marcela Leone mudou-se do Brasil para Paris para começar seu mestrado, e ela fala cinco idiomas, incluindo francês em nível B2, mas ainda acha complicado se expressar. “Não é como um curso de idiomas, as pessoas falam muito mais rapidamente. Eu costumo falar ao telefone com os olhos fechados, para me ajudar a concentrar. Eu pensei que escrever em francês fosse fácil para mim, mas na semana passada demorei duas horas e meia para escrever um e-mail”.

Se você decidiu passar um ano estudando fora e trabalhando, certifique-se de que seus empregadores e colegas entendam o seu nível de proficiência no idioma – e que algumas tarefas podem demorar mais do que o normal, durante o processo de adaptação.

Use as mídias ao máximo

Audiobooks, aplicativos para aprendizado de idiomas como o Duolingo e podcasts podem ser boa boa pedida, aconselha Tom Bourlet, que aprendeu espanhol na Bolívia. E outras opções não-tecnológicas também. “Uma dica que alguém me deu foi colar post-its em todos os objetos, com o nome em espanhol dado a cada um. Assim, você começa a usar o termo em espanhol para qualquer coisa em casa”.

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Ao sair de casa, ter um bom aplicativo de tradução pode ser um salva-vidas. O Google Tradutor costuma ser confiável, mas também vale checar opções como o WordReference, por exemplo.

E explore ao máximo a mídia local, assista a programas de TV com legendas, leia revistas populares que vão ajudar com vocabulário coloquial e pegue o jornal sempre que puder. Afinal, ter conhecimento de assuntos recentes da região pode ajudá-lo a ter algo sobre o que conversar.

Não tenha medo de parecer bobo

Esteja preparado para cometer erros e se confundir. Você pode estar pedindo ajuda para achar uma exibição (ou “mostra”) na Itália e perceber que pediu informações usando o termo “monstro” (“mostro”). Mas a forma de contornar esses mal-entendidos é justamente se jogar em situações desafiadoras.

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Procure eventos focados nos moradores nativos, não só nos estudantes internacionais. O Facebook costuma ter muitas opções, mas fique de olho também em pôsteres distribuídos pela sua universidade, em cafés e bares. Tente encontrar ou organizar encontros para conversar no idioma estrangeiro com alguém que também deseje praticar essa língua – mantendo-se atento a eventuais erros que a pessoa cometa, caso também seja um falante estrangeiro.

Este texto foi originalmente publicado em inglês pelo jornal britânico The Guardian. Para ler o texto original, acesse o link.

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