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20.10.15

Noruega: país da qualidade de vida tem ensino gratuito para estrangeiros

Noruega: país da qualidade de vida tem ensino gratuito para estrangeiros

Brasileira relata inusitada experiência no país que tem o maior IDH do mundo: "As pessoas trabalham até às 16 horas e, depois, vão escalar montanhas"

Por Vivian Carrer Elias

A Noruega é o país da qualidade de vida. Com o maior IDH (Índice de Desenvolvimento Humano) do mundo, é referência em igualdade social, segurança, longevidade, sustentabilidade e educação. Não à toa, a ONU a considera uma das quatro nações mais felizes do mundo.

Moro em uma cidade pequena, onde as pessoas trabalham até às 16 horas e, depois, vão escalar montanhas, andar de caiaque e velejar. Eu comecei a praticar snowboard aqui e me apaixonei

Esse país de 5 milhões de habitantes tem outra característica que o torna ainda mais atrativo para intercambistas: a maior parte de seu sistema educacional é gratuita, inclusive para estrangeiros. E o melhor: há mais de 200 cursos universitários oferecidos em inglês, a maioria deles de mestrado e doutorado.

Uma lista com todos os programas oferecidos em inglês na Noruega pode ser vista neste link. Lá, é possível encontrar cursos como o mestrado em Cultura, Meio Ambiente e Sustentabilidade da Universidade de Oslo, que é gratuito e tem duração de dois anos. O prazo para alunos estrangeiros aplicarem para uma vaga é 1o de dezembro.

No entanto, é preciso lembrar que a Noruega tem um dos custos de vida mais altos do mundo. Ou seja, embora estudar em uma universidade possa sair de graça, o intercambista ainda precisa arcar com acomodação, alimentação e transporte, por exemplo. O governo norueguês permite que o aluno internacional trabalhe meio período (20 horas semanais).

Apesar do alto custo de vida, aventurar-se neste país nórdico pode valer muito a pena, especialmente se o seu interesse for por áreas como sustentabilidade. A capital Oslo é apontada como a terceira cidade mais verde da Europa pelo Green City Index e é a líder do continente em relação à energia renovável. Outros setores em que a Noruega é referência são estudos do petróleo, biologia marinha e direitos humanos.

“Escolhi vir para a Noruega quando descobri que é o país referência em qualidade e tecnologia em Engenharia Naval”, diz a alagoana Olivia Chaves, de 23 anos. Aluna da Universidade Federal de Itajubá (Unifei), ela está no país pelo programa Ciência sem Fronteiras (CsF) e estuda Ship Design na Ålesund University College.

Para Olivia, o sistema educacional norueguês é um reflexo de uma das principais características da população: a sensatez. “Eles sempre acham uma solução justa para tudo. Toda a avaliação na universidade é dada por dois professores, que comparam as notas e chegam a uma conclusão juntos”, diz. “Outro ponto positivo do curso é que, a cada semestre, temos entre duas e três semanas de algum curso não tradicional. Já tive aulas, por exemplo, sobre a inteiração entre homem e máquina. Isso abre a cabeça do aluno.”

Eles sempre acham uma solução justa para tudo. Toda a avaliação na universidade é dada por dois professores, que comparam as notas e chegam a uma conclusão juntos

Natureza – A Noruega é um país com paisagens incríveis que servem de cenário para que a sua população pratique muitos esportes ao ar livre, independentemente da estação do ano. “Moro em uma cidade pequena, onde as pessoas trabalham até às 16 horas e, depois, vão escalar montanhas, andar de caiaque e velejar. Eu comecei a praticar snowboard aqui e me apaixonei, isso me ajudou a encarar o inverno com mais leveza”, conta. “Dizem que aqui tem a aurora boreal mais bonita do mundo. Eu já consegui ver umas cinco vezes e ahco que estão certos”, comemora.

Na opinião dela, não saber o idioma norueguês não prejudica a vida do estudante. “A população é prestativa e muitos falam inglês, mas obviamente certas coisas, como alguns e-mails da faculdade ou embalagens de alimentos estão em norueguês. No começo é um pouco difícil, mas depois é possível adaptar-se e viver confortavelmente sabendo apenas inglês”, diz.

Visto – Para requisitar o visto de estudante ao governo norueguês, o aluno precisa apresentar documentos como a carta de aceitação de sua universidade e comprovante de residência no país. Além disso, deve depositar, em uma conta bancária da Noruega, o valor estimado para sobreviver ao longo de todo o ano acadêmico, que é cerca de USD 11.700.

É possível recorrer a bolsas de estudos para estudar no país, como o Ciência Sem Fronteiras. Além disso, o programa Mobility Grant for Norwegian LanguageandL iterature oferece USD 1.200 mensais a alunos que desejam estudar a cultura norueguesa por um a três meses no país.

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