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O que você precisa saber para ter uma experiência de estudos em outro país

12.02.14

Dez dicas financeiras para estudar fora

Dez dicas financeiras para estudar fora

Com planejamento e pesquisa, é possível tornar a viagem mais acessível. Veja orientações para serem seguidas antes e durante o intercâmbio

Estudar fora do país não é barato, mas certamente é uma experiência que valerá cada centavo investido. Além de aprender muito com o curso escolhido, você terá a oportunidade de conhecer pessoas de várias nacionalidades e de imergir em outras culturas. Antes de pleitear uma vaga em uma universidade internacional, no entanto, é fundamental conhecer todos os custos envolvidos nesse projeto. É preciso ter certeza de que a aventura será acessível, afinal, ninguém deseja abortar um intercâmbio na metade por falta de recursos, não é mesmo?

A boa notícia é que, com muito planejamento e pesquisa, é possível tornar a viagem menos pesada para o bolso. Confira a seguir 10 orientações extraídas do livro Student Guide to Study Abroad, produzido pelo Institute of International Education (IIE), para te ajudar a estudar fora sem cair no vermelho:

1. Não baseie sua decisão apenas pelos custos envolvidos

Dinheiro é importante e todo mundo sabe. No entanto, a escolha de qual país estudar (e qual curso realizar) não deve ser baseada exclusivamente nos custos envolvidos. Estudar no Peru, Equador ou Senegal certamente será mais barato do que estudar na Itália, Espanha ou Inglaterra, mas será que é isso o que você deseja? Pode ser que sim. Mas, caso não seja, tome cuidado ao trocar um país por outro apenas por causa do valor da viagem. Se o seu sonho é estudar na Itália, você não precisa abrir mão dele, mas também não tem, necessariamente, que cursar uma universidade de elite em Roma ou Milão. Você pode, por exemplo, optar por uma faculdade renomada em alguma cidade do interior, que tenha um custo de vida menor.

Lembre-se: o intercâmbio deve contemplar suas metas pessoais e acadêmicas e, a longo prazo, se provar um bom investimento.

2. Estime os gastos

Os estudantes nem sempre se lembram que os custos de estudar fora vão muito além do pagamento da mensalidade das universidades. Por isso, antes de iniciar os applications, faça uma lista dos itens que não estão incluídos no programa de intercâmbio e uma estimativa de gastos para cada um. Por exemplo: passagem área, acomodação, alimentação, visto, passaporte, livros e apostilas e convênio médico internacional.

Leia mais: Como financiar seus estudos no exterior?

 

3. Pesquise sobre bolsas de estudo

Independentemente do país em você almeja estudar, o curso que pretende fazer e a duração, é recomendável pesquisar sobre todas as bolsas de estudo oferecidas no exterior. Como muitos estudantes pleiteiam tais benefícios, é preciso estar atento para identificar aquele que mais se adéqua ao seu perfil. Algumas bolsas cobrem gastos menores, mas, por outro lado, são menos disputadas.

Além disso, alguns governos e instituições oferecem ajuda financeira para quem vai para destinos menos badalados, que fogem do grupo Estados Unidos, Inglaterra, Itália, Espanha e França. Essa pode se mostrar uma boa opção para você!

Nós preparamos uma lista com diversas organizações que podem te ajudar a conseguir bolsas para estudar no exterior. Confira aqui!

DICA: Um bom lugar para procurar bolsas de estudo é o site da IIE’s (www.studyabroadfunding.org), que traz detalhes sobre centenas de bolsas de estudo no exterior para alunos de graduação e pós, além de pesquisadores.

4. Cheque se a bolsa de estudo que você recebe é transferível

Toda ajuda financeira que você, por ventura, receba de uma universidade brasileira deve ser transferível a uma instituição estrangeira afiliada a ela. Mas, na prática, nem sempre é assim que funciona. Por isso, não faça planos contando com o auxílio de sua instituição sem antes saber se a bolsa que recebe pode ser utilizada no exterior.

É preciso também ter certeza de que você conseguirá revalidar o período de estudos fora. Antes de embarcar, verifique com sua instituição de ensino se há compatibilidade de currículos acadêmicos entre o seu curso atual e o pretendido.

5. Estabeleça um orçamento e cumpra-o

Estabeleça um orçamento para sua viagem na moeda local do país de destino. Como há diferença cambial, corre-se o risco de gastar mais do que o planejado. Ao longo do intercâmbio, monitore suas despesas em uma planilha.

Confira mais algumas sugestões de como lidar com o seu dinheiro no exterior:

• Pague em dinheiro sempre que possível. Assim, aumentará o seu poder de barganha junto aos vendedores, já que eles não terão que arcar com as taxas dos cartões de débito e crédito.

• Use caixas eletrônicos com moderação, pois eles cobram altas taxas para a realização de saques.

• Nunca ande com todo o seu dinheiro ou cartões de débito e crédito. Guarde-os em locais seguros de sua casa.

6. Economize com acomodação

Acomodação é sempre um dos pontos críticos da viagem e que encarece a experiência internacional. As principais opções de locais para morar no exterior são: dormitórios de estudantes, dormitórios universitários, alugar e dividir um apartamento com amigos, albergues (hostels) e casa de família.

Se você dispõe de pouco dinheiro para gastar, ficar em casa de família pode ser uma boa opção. Os preços cobrados costumam ser mais baixos e, em geral, já incluem refeições e lavanderia. Além disso, é uma boa oportunidade de imergir em outra cultura e aprender sobre os costumes locais.

7. Economize com alimentação

A alimentação também pode elevar muito o custo do intercâmbio. A dica aqui é diminuir o número de idas a restaurantes e lanchonetes. Em vez de sair para jantar toda noite, experimente preparar a sua própria comida. Para deixar a tarefa mais divertida, chame os amigos para cozinhar com você.

8. Barganhe sempre

Há alguns países em que prevalece a cultura de “barganhar”. O Brasil mesmo é um exemplo. Informe-se sobre a cultura da sua nação de destino e, caso ela faça parte desse grupo, não tenha vergonha de negociar.

Confira outras dicas para economizar:

tabela dicas intercâmbio

9. Trabalhe

Os países seguem regras diferentes em relação à permissão de trabalho para estrangeiros com visto de estudante. Primeiramente, cheque quantas horas de trabalho semanais são autorizadas – trabalhar mais do que o permitido pela lei local coloca em risco seu visto. Depois, a orientação é esperar algumas semanas de aula para sentir o “clima” da faculdade e verificar se você terá condições de trabalhar sem que isso comprometa o seu desempenho acadêmico. Se achar que consegue fazer as duas coisas, ótimo. Mãos à obra!

10. Pergunte a quem já viajou

Conversar com estudantes que já foram para o país que você vai é a melhor forma de descobrir quanto as coisas realmente custam, da alimentação ao lazer. Não se intimide: tire suas dúvidas e peça dicas para quem já passou por essa experiência!

Leia mais: 5 dicas para você economizar durante o intercâmbio 

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