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Como financiar seus estudos no exterior?

Marcio Orsolini - 13/11/2013
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“Estude no exterior.” “Isso vai te ajudar profissionalmente.” “É uma experiência incrível.” Quem deseja passar uma temporada fora do país com certeza sabe de tudo isso — e se não sabe já ouviu alguém falar. Mas uma das barreiras para levar adiante esse sonho é o orçamento. Ainda que seja possível concorrer a uma bolsa, é melhor garantir seus próprios fundos.

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Segundo cálculos da Associação Brasileira de Organizadores de Viagens Culturais (Belta), um curso de idiomas pode variar entre US$ 1.500 e US$ 16.000, enquanto uma graduação vai de US$ 3.100 a US$ 70 mil (veja tabela abaixo).

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Para te ajudar a planejar melhor sua futura estadia, o Estudar Fora conversou com o educador financeiro Mauro Calil para saber algumas dicas valiosas na hora de se organizar.

Vá com calma!
É preciso ficar atento às datas de aberturas dos cursos para começar o planejamento com, pelo menos, um ano de antecedência. “Menos que isso já é pouco tempo para se organizar bem”, diz Calil.

Poupe!
A conta para saber a quantidade de dinheiro poupado não é uma porcentagem do seu salário. É necessário saber o valor total do seu projeto e dividir de acordo com seu bolso. Por exemplo, se você precisa de US$ 12 mil dólares para uma temporada de 12 meses no exterior, seria um total de US$ 1 mil por mês — o que dá em torno de R$ 2 mil. Esse valor tem que caber no bolso mensalmente. Se não for possível, divida pela metade e espere um ano a mais para juntar a quantia necessária. Vai valer a pena!

Invista além da poupança
Há três opções de investimentos que rendem mais que a caderneta: LCI, LCA, CDB, produtos bancários de renda fixa que são menos arriscados do que o investimento em ações, por exemplo. Seu banco pode te ajudar a escolher a alternativa mais interessante para você.

A Letra de Crédito do Agronegócio (LCA) e a Letra de Crédito Imobiliário (LCI) são isentos de imposto de renda. O Crédito de Depósito Bancário (CDB), por ser mais acessível, não é livre de imposto de renda. Cada uma das alternativas tem um investimento inicial e um prazo para retirada. “Elas são mais aconselháveis para quem pode esperar um prazo de três anos”, diz Calil.

Ir com agência ou sozinho?
Geralmente com agências o gasto é mais baixo do que preparar tudo sozinho. “Elas conseguem dar descontos por ganhar com a quantidade de alunos enviados”, diz Calil. Em 2012, 175,8 mil brasileiros foram ao exterior com agências. Além disso, há a comodidade de ter tudo organizado por elas. Com agências é necessário pagar entre 20% a 30% do pacote na hora do fechamento e o restante até 40 dias antes do embarque.

No caso de ir sozinho, vale buscar passagens fora da alta temporada e em sites estrangeiros, que podem sair por um preço até 20% menor. Fique atento na hora de pagar o curso, já que a maioria das escolas no exterior não tem opção de parcelamento.

Levar reais ou a moeda local?
Calil aconselha a converter toda a quantia para a moeda do país de destino. “Assim, você paga a taxa de conversão apenas uma vez, no lugar de fazer isso a cada mês ou semana”, diz.

Se o período de estadia for superior a seis meses é aconselhável abrir uma conta num banco local para transferir o dinheiro e pagar apenas uma vez a taxa de transferência internacional. Os cartões de viagem cobram uma taxa fixa a cada saque e com a conta local você evita essa cobrança.

Separe dinheiro para baladas e viagens
Um erro muito comum que Mauro Calil aponta é que os estudantes esquecem que das festas com os novos amigos e das viagens nos feriados locais. Então, calcule uma quantia razoável para essas atividades, além das despesas fixa como aluguel, curso e alimentação.

Não dependa da possibilidade de trabalhar
Muitos países como Austrália, Nova Zelândia, Canadá e Irlanda permitem o trabalho junto com o período de estudos. Mas não se engane: as vagas geralmente oferecidas são para o setor de serviços, em trabalhos como bares, restaurantes e hotéis, que não pagam o suficiente para garantir o sustento durante a estadia.

Créditos estudantis
É melhor evitá-los. Hoje cada vez mais bancos oferecem essa opção, mas o mais adequado é evitar dívidas quando retornar da temporada no exterior. “Se você quiser pagar à vista é sempre melhor”, diz Calil.

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