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Pós Graduação

O que você precisa saber para cursar uma pós-graduação fora do Brasil

06.11.13

Como se preparar para entrar numa pós em Educação no exterior

Como se preparar para entrar numa pós em Educação no exterior

Entenda como funcionam os processos de application e os diferenciais que mais contam para o candidato estrangeiro

A preparação para qualquer processo de seleção para mestrados de excelência no exterior deve começar com certa antecedência em relação ao prazo final do application. No caso dos cursos de pós em Educação nos Estados Unidos, os deadlines das principais faculdades vão de dezembro até meados de janeiro.

Até lá, é preciso reunir todos os documentos necessários para a sua candidatura, que geralmente são: résumé (currículo), statement of purpose (uma espécie de carta de motivação), duas ou três cartas de recomendação, histórico escolar, TOEFL (ou similar) e GRE (Graduate Records Examinations).

“Nosso comitê analisa cada documento considerando as evidências do potencial acadêmico e profissional do candidato, individualmente e em comparação com seus concorrentes”, afirma Thomas Rock, do admissions office do Teachers College, Columbia University. Ele destaca que ter uma boa nota no TOEFL (acima de 100) é essencial para os estrangeiros.

“Os testes padronizados, como o GRE, às vezes assustam, mas vale a pena dedicar energia aos estudos. Eles não são definitivos, mas podem lhe colocar em um nível superior ao de outros candidatos”, acrescenta Tonia Casarin, que participa atualmente do programa Adult Learning and Leadership, no Teachers College.

Para se candidatar a uma pós em Educação, não é preciso ter se formado na área na faculdade, mas estar envolvido com atividades relacionadas costuma ser um diferencial. “No meu caso, fundei uma ONG durante a graduação, dentro do campus do ITA, para alavancar projetos de outros alunos. Também fazia parte da equipe de uma start-up de educação, a Geekie”, aponta Alfredo Sandes, que fez o curso Learning, Design and Technology (LDT), na Stanford Graduate School of Education.

Nesse caso, uma pesquisa profunda sobre a faculdade e o curso desejado deve ser parte importante do processo anterior à candidatura. Uma boa dica é entrar em contato com admissions officers, ex-alunos e até professores para entender melhor suas linhas de pesquisa. Se possível, marque um encontro presencial e visite o campus ver in loco como ele funciona.

Idioma
O Test of English as a Foreign Language (TOEFL) é o principal certificado que comprova a proficiência do candidato na língua inglesa. Falar fluentemente é essencial, pois as discussões durante as aulas são parte importante da experiência acadêmica dos alunos nas melhores escolas do mundo. Em algumas faculdades, outros testes também são aceitos, como o IELTS.

Raciocínio
O Graduate Records Examinations (GRE) mede a aptidão acadêmica do candidato, que indica se ele conseguirá acompanhar o mestrado. Algumas escolas também aceitam o GMAT (Graduate Management Admission Test). Uma pontuação alta nos testes não vai garantir sua vaga, mas a nota é classificatória. Há faculdades que publicam a média dos seus alunos nos exames, que pode ajudar a estabelecer suas metas nos estudos.

Veja as diferenças entre o GRE e o GMAT

Redação
A maioria das faculdades exige que os candidatos preparem um statement of purpose (uma espécie de carta de motivação), em que devem discorrer sobre sua trajetória profissional, de forma elaborada e convincente. É interessante deixar claro de que forma sua trajetória se alinha ao que o curso oferece, e por que o mestrado será importante para o seu futuro.

Recomendação
Duas ou três cartas de recomendação fazem parte da lista de requisitos. O ideal é pedir para pessoas que realmente conviveram com você por um bom tempo validarem suas conquistas. De toda forma, é importante lembrá-las dos projetos que você realizou sob sua supervisão.

Aprenda como conseguir uma boa carta de recomendação

Currículo
Os candidatos precisam enviar também seu currículo resumido e seu histórico escolar da graduação. Nos Estados Unidos, ter boas notas pesa muito mais do que no Brasil. Porém, é possível justificar eventuais notas baixas com o envolvimento em projetos extracurriculares, por exemplo.

Bolsas
Em geral, as escolas americanas dão um grande suporte a alunos internacionais que querem estudar lá, através dos career centers, inclusive para dar informações sobre estágios e bolsas. O processo para conseguir uma bolsa na Fundação Lemann, por exemplo, é feito diretamente com as universidades americanas parceiras: Stanford, Harvard e Columbia. Se você pretende tentar a bolsa, é importante mostrar que é um bom candidato para contribuir para o desenvolvimento do Brasil.

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