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Perfis, curiosidades e oportunidades das melhores universidades do mundo

28.10.16

Tsingua e Pequim: conheça as duas melhores universidades da China

Tsingua e Pequim: conheça as duas melhores universidades da China

Conheça os destaques, principais programas para brasileiros e quais são as bolsas de estudos disponíveis para quem quer estudar nas melhores do gigante asiático.

Por Priscila Bellini

A China tem entrado cada vez mais na lista de destinos dos brasileiros. Em 2014, o governo brasileiro já reconhecia a importância da cooperação internacional entre os dois países também na educação – com mais brasileiros no país asiático estudando e fazendo estágios. O principal parceiro comercial do Brasil, cujas universidades lideram rankings universitários em grupos como o BRICS, atrai brasileiros para universidades com perfil voltado para tecnologia e professores excelentes.

Saiba como funcionam e quais os atrativos das duas melhores universidades chinesas, a Universidade de Pequim e a Tsinghua. Localizadas na frenética capital do país, elas oferecem oportunidades de cursos de verão, pós-graduação, mestrado e doutorado para brasileiros.

Portão Oeste da Universidade de Pequim

Portão Oeste da Universidade de Pequim

Universidade de Pequim

O campus da universidade, que se estende por mais de 270 hectares, fica no chamado “Jardim de Yan” (ou Yan Yuan, em mandarim), próximo ao Palácio de Verão de Pequim. É nesse cenário que se encontra uma das universidades mais importantes da Ásia, em especial nas áreas ligadas às Ciências – das básicas às aplicadas.

A instituição é conhecida como “Harvard chinesa”, e a fama é mais do que merecida. A PKU tem números que surpreendem: tem convênios com mais de 200 universidades ao redor do mundo, possui a maior biblioteca universitária da Ásia (com mais de 9 milhões de livros), 242 programas de pós e mestrado e outros 212 de doutorado. Olhando os números, dá para ter uma dimensão da importância da universidade, que foi a primeira da história moderna da China.

É esse perfil de excelência que atrai estudantes como o mineiro Igor Patrick Silva. O jornalista decidiu, ainda na graduação, em 2014, se inscrever em um programa do Santander para fazer um curso de curta duração na PKU, sobre Sustentabilidade. “Sempre quando eu saía e as pessoas de lá me perguntavam onde eu estava estudando e eu respondia, rolava uma surpresa porque pra eles é bem difícil passar”, conta Igor, que esperava alavancar uma carreira de correspondente internacional e ter contato com mais um país do BRICS no intercâmbio.

Como um dos focos da Universidade de Pequim é a internacionalização, saber mandarim não é obrigatório. “A maioria dos professores falam inglês fluentemente e boa parte dos alunos dentro do campus também”, diz Igor, que chegou a fazer aulas de mandarim no centro de idiomas de lá. Para os que se interessam em aprender o idioma, o International College for Chinese Language Studies ensina o idioma em turmas de 15 pessoas, em todos os níveis. Por um semestre estudando mandarim, cada estudante paga cerca de 8 mil reais (ou, na moeda local, 18 mil yuanes).

Para quem procura uma bolsa que custeie todo o intercâmbio, a mais recomendava é a do governo chinês (CGS), que cobre não só as mensalidades como também os gastos para que o estudante se mantenha por lá. Há ainda programas específicos para determinadas áreas, como na Yenching Academy, e outras ofertas para cursos de curta duração, como é o caso do programa do Santander.

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Universidade Tsinghua

Universidade Tsinghua

A Tsinghua é mais uma das instituições chinesas que encabeçam rankings internacionais. Em 2016, ela foi considerada a segunda melhor universidade localizada em países emergentes. A universidade abriga mais de 46 mil estudantes, dos quais 2692 são estudantes estrangeiros, de acordo com dados de 2015.

Foi em Tsinghua em que se formaram o atual o ex-presidente da China, e outros nomes importantes, como o escritor chinês Qian Zhongshu e o filósofo Feng Youlan. “Tsinghua é o lugar certo pra quem quer entender e ter contato com os futuros líderes de uma das super-potências deste século”, resume Wildiner Batista, estudante de engenharia civil que passou dois anos por lá, pelo Programa Ciências Sem Fronteiras.

A história da instituição começou em 1911 e mostrou um foco em áreas da engenharia. Com o tempo, esse perfil foi sendo diversificado. Para ter uma ideia, só em 2001 foi estabelecida uma Escola de Medicina e em 2012 surgiram as escolas de Humanidades e de Ciências Sociais. Entre as metas de Tsinghua para os próximos quinze anos, está a de ampliar e fortalecer os programas que vão além das engenharias e das ciências exatas.

Como a própria universidade declara, o lema é “autodisciplina e compromisso social” e o espírito de Tsinghua é o de que “ações falam mais do que palavras”. Essa aposta em disciplina parece ser uma das estratégias de Tsinghua para chegar ao top 10 das universidades no mundo em 50 anos — uma das metas estipuladas pela instituição.

Tsinghua é o lugar certo pra quem quer entender e ter contato com os futuros líderes de uma das super-potências deste século

Dedicar-se pra valer a essas oportunidades que a instituição oferecia foi o caminho escolhido por Wildiner. Em vez de se limitar à graduação, ele incluiu disciplinas de mestrado e doutorado na grade curricular, e começou a aprender o idioma local. “Eu acredito que apenas com domínio do mandarim se pode extrair o máximo da experiência, e a maioria das universidades oferece o curso de mandarim aos alunos estrangeiros”, diz o estudante, que iniciou os estudos do idioma em Wuhan, cidade de 10 milhões de habitantes no centro da China.

Para os interessados em cursos ministrados em inglês, há 14 programas de mestrado no idioma e mais uma série de matérias de graduação. A lista completa e detalhada do último semestre de 2015 está disponível no site, e inclui desde um mestrado em Computação Avançada até um programa de MBA em parceria com o MIT. Também é possível se inscrever no Schwarzman Program, destinado à formação de “novos líderes globais”.

 

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