Um Projeto: Fundação Estudar
aula do Stanford Ignite

E se você pudesse fazer um curso presencial de Stanford no Brasil?

Por Ana Pinho do Na Prática
12.03.2018

Ministrado por professores da universidade, o Stanford Ignite ensina processos de inovação, empreendedorismo e habilidades de negócios. Edição de 2018, em São Paulo, recebe inscrições até 18 de maio.


O curso intensivo de capacitação empreendedora Stanford Ignite chegou ao marco de quatro anos de edições globais, em 2018. A iniciativa desembarca em países como Reino Unido, China e Brasil, levando os métodos e materiais da Stanford Graduate School. O programa acontece em São Paulo e já foram divulgadas as datas: de 21 de setembro a 11 de novembro, durante sete fins de semana não-consecutivos.

Existem ótimos empreendedores no Brasil e nós queremos descobrir e ajudar a desenvolver a próxima ideia de um bilhão de dólares”, diz Jonathan Levav, professor de marketing da Stanford Graduate School. Para fazer parte da turma de 2018, é necessário se inscrever pelo site do programa até 18 de maio.

O que o Stanford Ignite oferece

O Stanford Ignite surgiu como demanda interna da própria universidade, que queria capacitar seus médicos e engenheiros que não sabiam como tirar as ideias empreendedoras do papel. Os professores logo perceberam que poderiam expandir seu alcance e que muitos fora dos Estados Unidos enfrentavam problemas e dúvidas similares. 

Hoje presente em seis países – a primeira edição em São Paulo aconteceu em 2015 –, o curso atende, além dos empreendedores em si, interessados em inovação e muitos intraempreendedores, que inovam dentro das empresas em que trabalham.

Ao todo, são sete fins de semana intensivos de aulas com professores da Stanford Graduate School, que cobrem diversos fundamentos de negócios e habilidades práticas, de contabilidade à habilidade de falar em público.

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Há também um programa de mentoria e um workshop de design thinking, processo de planejamento e inovação que surgiu na universidade e se espalhou pelo mundo. O curso culmina com a apresentação de um projeto desenvolvido em grupo para investidores brasileiros e americanos.

Retorno profissional

O investimento não é baixo, tanto em termos financeiros (são US$ 11 mil) quanto de dedicação (cerca de 250 horas, no total). Para quem achou o preço salgado, vale lembrar que a universidade também vai conceder algumas bolsas de 50%.  

Quem fez no passado aprova o resultado, mas avisa que é preciso refletir sobre seus objetivos com cuidado.

André Arcas, por exemplo, é CEO da Woole, startup que ele descreve como “um Waze para ciclistas”, e integrou a turma de 2016. Formado em Direito pela Universidade de São Paulo, ele sentia a necessidade de se qualificar como empreendedor.

De quebra, acabou tendo sua ideia escolhida para ser desenvolvida lá dentro, o que possibilitava que ele trabalhasse nela com a ajuda dos colegas. 

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“Acredito que o Stanford Ignite tenha sido fundamental para me ajudar a construir uma visão mais crítica e analítica sobre negócios em geral”, conta. “Hoje, tenho muito mais facilidade em olhar pra padaria do seu João e entender onde está a proposta de valor que ele oferece, quais são os desafios que ele tem e quais são os próximos passos para melhorar.”

Juliana Caputo, designer de serviços do Itaú, também estava em busca de uma base mais sólida de business. Pesquisando escolas de pós-graduação com foco em inovação e negócios, ela não conseguia encontrar nada com que se identificasse.

“Queria algo que não fosse ‘mais do mesmo’, que tivesse uma visão diferente, e no Ignite encontrei isso”, diz. “Aprendi principalmente como equilibrar a visão do cliente com a necessidade de ter o negócio e a ver os dois lados dessa equação.”

Antes de se comprometer com a carga, Juliana alinhou horários com seu gestor no banco e aproveitou todos os momentos livres para estudar. Os colegas de grupo fizeram o mesmo, conversando por Skype na hora do almoço ou marcando encontros à noite, depois do trabalho.

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O curso não dá notas, e a intensidade do foco fica a cargo dos estudantes. “O retorno depende muito do esforço cada um para absorver a experiência dos professores”, continua ela.

Ciente em relação aos valores envolvidos, André aconselha colocar os prós e contras na balança. “Entre taxas e câmbio, o Ignite deve custar algo próximo de R$ 40 mil, o equivalente a cerca de um ano em uma das melhores universidades do país. Entre um e outro, eu escolho o Ignite sem pensar meia vez.”

Para ser elegível, é preciso ter um diploma de graduação em qualquer área e ter fluência em inglês. A inscrição pode ser feita online até 18 de maio.

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