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Site ajuda a entender como é a vida em outros países

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Site ajuda a entender como é a vida em outros países

Um dos principais questionamentos de quem pretende estudar fora é sobre como se vive, de fato, no país de destino. Colocar na ponta do lápis as despesas básicas – como os gastos com alimentação, transporte e entretenimento – é essencial, mas quanto mais informações tivermos sobre o local para onde pretendemos passar uma parte importante da vida, melhor! 

 

Nessa empreitada, o site My Life Elsewhere (ou Minha vida em outro lugar, na tradução para o português) pode ajudar muito. A plataforma colaborativa reúne informações da The World Factbook, a publicação anual da CIA, a central de Inteligência norte-americana, para permitir comparações entre diferentes países do mundo e até mesmo entre cidades. Como a base de dados vem de uma publicação que é como uma espécie de almanaque, a ferramenta traz um compilado de curiosidades que vão desde demografia até estimativas de chances de conseguir emprego, por exemplo.

Como utilizar o My Life Elsewhere

Apesar de não ter uma versão em português, a navegação pela plataforma gratuita que permite saber como seria sua vida em outro país é bem intuitiva. Na página inicial já há uma divisão por continente em que basta escolher o lugar para gerar os gráficos comparativos. 

Há três tipos principais de comparação, que são: Qualidade de Vida, Custo de Vida e Tamanho. No menu superior, é possível optar por pesquisar gastos entre diferentes estados (embora somente os norte-americanos sejam mostrados) ou cidades (que têm uma base mais completa, com várias delas), em vez de comparar países.

Leia também: Custo de vida em outros países – 5 ferramentas para te ajudar a se programar

Que tipo de informações o site reúne

O My Life Elsewhere traz dados interessantes sobre saúde, economia e necessidades básicas em geral. Para dar uma ideia mais ampla, simulamos uma comparação entre Brasil e o Canadá, que é um dos principais destinos dos intercambistas. 

print do site My Life Elsewhere

  • Qualidade de vida

De acordo com a plataforma, quem mora no país da América do Norte, em relação aos brasileiros, vive 8,7 anos a mais, tem 50,8% menos probabilidade de ficar desempregado e tem 25% menos filhos. Os dados são de 2020. Há, também, estimativas com relação às chances de ter obesidade (33% maiores no Canadá, na comparação com o Brasil), ganhar dinheiro (50,8% superiores) e ter acesso à internet (52,4% acima em relação aos brasileiros). Já com relação aos custos dos estudos, gasta-se 14,5% menos no país norte-americano.

  • Gastos com alimentação

Paga-se, em geral, 2,5 vezes mais em restaurantes canadenses, em relação aos brasileiros. O My Life Elsewhere traz exemplos por itens: uma refeição simples com bebida custa (em dólares) 3,65 no Brasil, enquanto, no Canadá, chega a custar 12,74 (uma diferença de 249%). Já uma garrafa de Coca-cola vai de 0,81 a 1,66 entre um e outro. 

Quando se observam os mantimentos, o pãozinho varia de US$ 1,08 a 2,18; o queijo (500g), de U$ 2,55 a 4,83, e o litro de leite, de US$ 0,62 a 1,86.

  • Outras contas básicas

Como, em um contexto mais amplo, o custo de vida é maior no Canadá (embora se economize mais com os estudos), naturalmente os demais gastos mostrados também serão mais altos, a exemplo do quanto se gasta mensalmente com transporte público (mais que o dobro em relação ao Brasil, numa estimativa de US$ 32,89 para US$ 62,45) e o valor necessário para manter um bom pacote de internet (US$ 20,31 para US$ 60,10).

print do site My Life Elsewhere

Países com menor custo de vida em relação ao Brasil

Em vez de se pesquisar um país específico, como o Canadá, para entender todo seu contexto, também é possível utilizar a ferramenta de busca do My Life Elsewhere para focar nos gastos e ter uma estimativa sobre o custo de vida comparado ao Brasil, a fim de descobrir opções mais em conta. 

Na Argentina, por exemplo, gasta-se 534% menos com transporte público e moradia, sem contar o fato de que as despesas com educação infantil também são menores. No mesmo continente, a Colômbia é praticamente a campeã, já que a maioria dos itens pesquisados custa menos: refeição (desde a mais básica, até fast-food e refrigerante), transporte (incluindo preço da gasolina, 22% menor), educação infantil, entretenimento e vestimenta.

Como é viver nas maiores cidades do mundo

Como o site permite comparar cidades – em vez de países -, é possível ter estimativas em relação às grandes metrópoles. Segundo o My Life Elsewhere, Londres é 23,7% mais cara que Nova York, enquanto a Espanha é 16,8% mais barata que a Alemanha

E já que os exemplos começaram pelo Canadá, apesar dos preços superarem o Brasil em praticamente todos os quesitos, se comparada a outro destino muito procurado por quem quer estudar fora, uma das mais importantes cidades canadenses, Quebec, é 29% mais barata que Sidney, na Austrália. Ou seja… tudo é uma questão de referencial.

 

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