Um projeto: Fundação Estudar

Graduação

O que você precisa saber para cursar uma graduação fora do Brasil

26.04.16

Quer estudar no exterior? Invista em autoconhecimento!

estudar no exterior

Especialista em preparação de estudantes para graduação no exterior fala sobre o que as universidades americanas procuram em seus candidatos

Por Jéssica Ribeiro

Líderes absolutas nos rankings de qualidade de ensino, as instituições americanas são as que mais atraem os estudantes brasileiros. Sem informação e orientação, porém, muitos enfrentam dificuldades em um processo seletivo tão diferente dos vestibulares no Brasil, que valorizam essencialmente o desempenho acadêmico do aluno.

Nos Estados Unidos, a seleção para a maioria das universidades é padronizada e holística, como explica a consultora educacional Luciana Fortes. Segundo ela, isto facilita para o candidato na hora da application, pois ele sabe que será avaliado tanto por seu perfil dentro de sala quanto por seus interesses fora dela.

Ser avaliado como um todo é justamente um dos maiores desafios para brasileiros, pouco acostumados a refletir sobre como seus interesses e atividades são complementares à sua formação. Assim, quem está no ensino médio e quer começar a se preparar deve fazer uma pesquisa sobre as universidades de interesse, estudar inglês, manter boas notas na escola e iniciar as atividades extracurriculares.

Luciana, que conduz um programa de preparação personalizada chamado Aplica!Prep, trabalha justamente para orientar estes estudantes na conciliação de todas estas atividades. “Trabalhamos perto de cada aluno tentando fortalecer seus pontos mais fortes e desenvolvendo o seu potencial”. Segundo ela, o acompanhamento pode ajudar o candidato a encontrar a universidade mais adequada ao seu perfil.

“Acompanhamos a filosofia que o aluno vai encontrar nos Estados Unidos, que é a de ser independente. Então, damos os recursos para isso, disponibilizamos sites, falamos sobre a estrutura da prova e opções de bolsa. Ajudamos o aluno a definir para quais os professores ele vai pedir a carta de recomendação, conversamos sobre o tema da redação que precisam fazer, corrigimos e discutimos”, afirma.

Mas o que são atividades extracurriculares?

Um dos maiores desafios para quem está se candidatando é descrever as atividades exercidas fora da sala de aula. As universidades americanas esperam que o aluno use o tempo em coerência com seu interesse, mostrando proatividade e espírito de liderança. Luciana explica que é fundamental fazer atividades que de alguma forma se relacionem com o que o candidato pretende para o seu futuro e que demonstrem suas paixões.  “Tive um aluno que iria tentar engenharia, mas amava surf. Ele aproveitou este interesse e passou a dar aulas de surf para deficientes físicos. Foi um trabalho voluntário, mas que tinha a ver com o que ele gostava de fazer”.

Ela destaca outras atividades que podem ser feitas, como uma pesquisa aprofundada em um assunto, engajar-se em um projeto comunitário, aprender a programar, ensinar algo na sua área de interesse… ou algum hobby – mas sempre considerando em primeiro lugar o perfil do próprio jovem.

Essays: as redações que olham para passado e futuro

Outro ponto determinante para o sucesso do estudante é o seu desempenho ao fazer as redações exigidas. A quantidade de textos pode variar por universidade. Em geral, é preciso que o candidato faça pelo menos o Personal Statement, que é escrever quem ele é. “Isso é bem fora do perfil acadêmico dos alunos no Brasil. Eles não entendem o porquê e nem como fazer isso. É preciso que ele exponha alguma história interessante que o mudou, alguma coisa que participe de forma importante na vida dele”, explica.

Outras universidades fazem perguntas mais específicas, como “Por que você escolheu esta universidade?” ou “Como você pode contribuir com a comunidade acadêmica?”. Para estas perguntas, estar munido de informações sobre a instituição escolhida é fundamental. Respostas que foquem apenas na reputação da escola ou na empregabilidade entre seus ex-alunos podem ser consideradas superficiais. O ideal, aqui, é aprofundar nas suas áreas de interesse, na comunidade acadêmica e quais aspectos da vida naquela instituição contribuirão para a sua formação como pessoa e profissional.

Luciana viveu a experiência de estudar nos Estados Unidos e conta que esse é um tipo de aprendizado que vai muito além da sala de aula. “Eu vejo o quanto eu cresci com as discussões, com a oportunidade de sair da minha zona de conforto e experimentar”. Ela, que foi para fazer faculdade de dança, acabou também estudando francês, psicologia e teatro devido à oportunidade de cursar matérias fora de sua especialização. A isso, Luciana credita a possibilidade de ter desenvolvido a sua autonomia, ter se tornando mais confiante e independente.

 

Leia também:
Prep Scholars: Aprovações em Stanford, Columbia e outras 26 universidades de ponta
SAT: dicas de preparação de quem foi aceito nas melhores universidades
Passo a passo: como é o processo de seleção de universidades do exterior?

 

Conecte-se ao Estudar Fora

http://promo.estudarfora.org.br/07de78d376d72cb1d7d3

Leia Mais

impacto social
estudar na Asia
tudo sobre o GMAT
estudar idiomas