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O que você precisa saber para cursar uma pós-graduação fora do Brasil

27.03.15

Por que fazer um LL.M.?

Por que fazer um LL.M.?

Quando vale a pena fazer um mestrado em Direito no Exterior? Claudio Rechden, professor da Universidade Georgetown, nos EUA, reflete sobre essa e outras questões!

Olá pessoal. Hoje vou voltar um pouco aos fundamentos da decisão de fazer ou não um LL.M. A razão pela qual farei isto é devido ao acréscimo de emails que venho recebendo de pessoas querendo fazer um LL.M. fora mas, coincidentemente ou não com os acontecimentos atuais no país, com um tom diferente. Explico.

Em termos gerais, a mudança de tom que tenho percebido é de que, antes, a intenção prevalente era avançar nos estudos. Agora, mudança. Sair do Brasil com visão de mais longo prazo. Ficarei fora de juízos políticos ou econômicos se faz ou não sentido sair do Brasil. Na minha experiência isto é cíclico, especialmente falando-se de algo de longo prazo como a carreira de um(a) jovem no início da sua vida profissional. A decisão é pessoal (e ao meu ver não deve basear-se em eventos pontuais). Portanto, o que gostaria de colocar aqui hoje são alguns elementos para ajudá-lo(a) na decisão, se você está considerando virar um(a) expatriado(a).

A primeira pergunta que faria seria por que, no fundo, você quer fazer um LL.M.? Por exemplo, para avançar seus estudos e carreira, no Brasil ou fora, ou porque você quer morar e trabalhar fora?

Aqui volto ao ponto de que, sempre repito, é necessário refletir e ser sincero consigo mesmo sobre o que você realmente quer com o LL.M. Muitas vezes não é fácil saber ou, sabendo, aceitar a verdadeira razão. Porém, este exercício ajudará em muito as suas decisões e escolhas.

A primeira pergunta que faria seria por que, no fundo, você quer fazer um LL.M.? Por exemplo, para avançar seus estudos e carreira, no Brasil ou fora, ou porque você quer morar e trabalhar fora? Claro que pode ser que o resultado seja o mesmo, mas sabendo qual a sua prioridade você poderá aumentar suas chances de obter seu objetivo de outra formas.

Como já me referi em outras colunas, para advogados americanos o LL.M. serve como um mestrado “de fato”, uma especialização em alguma área do direito que pretendem trabalhar (como tributário, mercado de capitais, segurança nacional, entre outras).

Para estrangeiros, muitas vezes o LL.M. torna-se a porta de entrada para o mercado internacional, ou dos EUA. Porém, especialmente após 2008, o mercado de trabalho para advogados americanos nos EUA está bastante difícil, e para profissionais estrangeiros naturalmente mais ainda. LL.M.s estrangeiros permanecem “advogados estrangeiros” no sentido amplo da expressão, mesmo com o BAR exam, o que pode não pesar muito para se fazer um estágio ou alguns anos em um escritório ou empresa Americana, mas pode vir a ser uma desvantagem competitiva em um processo de seleção para, lá na frente, sociedade ou gerência jurídica.  Neste sentido, fazer um JD (bacharelado em direito) penso seja o mais indicado para quem gostaria de maximizar as chances de ter uma carreira em Direito nos EUA no longo prazo.

Outra opção para os que estão procurando morar e trabalhar fora são os joint degrees com um MBA, ou em alguns casos ainda JD/LLM/MBA. Ter um MBA dará o fundamento para buscar empregos na área de negócios, finanças, startups, marketing, consultoria, etc, que não possuem os mesmos limites de licença (BAR exam) que o direito possui, e que também abrem o leque de áreas de trabalho que você pode buscar.

Enfim, sabendo o que você realmente quer, você poderá estruturar seu próximo passo de forma a otimizar a busca do seu – verdadeiro – objetivo.

Espero ter ajudado. Até a próxima!

Entenda as estapas do processo de admissão ao LL.M:
> Primeiro passo do processo de admissão ao LL.M.
> Preparação do currículo
> Como fazer o seu personal statement
> Como devem ser as cartas de recomendação 

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Claudio Rechden – Colunista sobre a experiência de cursar um L.L.M nos EUA 

Claudio

Claudio Rechden cursou direito na PUC do Rio Grande do Sul e fez mestrado na mesma área  (o chamado LL.M.) na Universidade Georgetown, nos Estados Unidos. Desde 2000,  trabalha no International Finance Corporation, em Washington, dando suporte legal em reestruturações financeiras e novos investimentos. Ele já deu aulas em Stanford e hoje se dedica à formação de bacharelandos e mestrandos como professor adjunto em Georgetown. Com suas colunas, espera ajudar a atrair talentos brasileiros para as melhores faculdades de Direito dos EUA.

Leia todas as colunas do Claudio Rechden

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