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14.07.14

Saiba em detalhes como funciona o processo de admissão ao LL.M.

Saiba em detalhes como funciona o processo de admissão ao LL.M.

O colunista do Estudar Fora Claudio Rechden, professor da Universidade Georgetown, explica como ingressar em um curso de direito no exterior

Olá pessoal. Com o final da copa (copa, que copa?) é hora de voltar a trabalhar no seu processo de admissão ao LL.M. Na última coluna falei em termos gerais sobre o processo. Agora vamos começar a entrar nos detalhes. Hoje, vou falar sobre a preparação do currículo.

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Direto ao ponto: As universidades em geral pedem um resumé no pacote de aplicação. O nome já diz: é para ser um resumo mesmo, nao um curriculum vitae como muitas vezes vemos no Brasil. A prática (e também para evitar discriminações), é que resumés não contenham foto, idade/data de nascimento, ou estado civil. O tamanho deve ser uma página, e por isso você deve ser muito preciso e criterioso no conteúdo.

Estrutura: Encabece o seu resumé com seu nome e informações de contato. Em seguida, coloque suas experiências profissionais (se tiver) e acadêmicas em ordem decrescente de tempo. Por exemplo, se você está aplicando diretamente após a faculdade, comece pela experiência acadêmica. Caso contrário, comece pela sua experiência profissional. Ao final, coloque “outros”, como afiliações (OAB, outras entidades profissionais), línguas (seja sincero, pois você provavelmente será testado em entrevistas), atividades gerais (nos EUA é comun colocar algum esporte que você pratique, e/ou atividades de liderança como voluntariado, atividades comunitárias, etc.).

Conteúdo: Pense que simples, claro e objetivo (que se pode medir) é melhor do que rebuscado, adadêmico, e subjetivo. Use verbos de ação e foque no que você faz, não onde ou para quem você trabalha – pense: “o que me faz especial, diferente dos outros candidatos, no que eu faço?”. Por exemplo, se você trabalha em direito financeiro, fale do que você faz ou fez em operações. “Faço revisão de contratos” soa diferente do que “responsável direto por revisar mais de [X] contratos de financiamento internacional entre bancos e empresas marítimas, incluindo pacote de condições resolutivas e obrigações financeiras”; ou “negociação de contratos” soa diferente do que “responsável direto na negociação de operação de R$ [X] onde cliente obteve benefícios [Y]”. Na parte acadêmica, se você teve boas notas e ranking na sua classe, inclua. Se você teve uma tese de conclusão de curso interessante, inclua. Nunca minta ou, como dizem aqui, “estique a verdade”.

Revisão: Após algumas revisões suas, deixe a minuta de lado por alguns dias e retorne com os olhos de alguém que nunca viu você antes. Pense: “com o que tenho aqui, o leitor pode ter uma boa idéia do que eu faço ou atingi? Este currículo é de fácilleitura e coerente?” Depois desta revisão crítica, peça para outras pessoas revisarem o conteúdo, ortografia e o inglês. O ideal sería alguém com ótimo inglês, alguém que já fez ou está fazendo LL.M., e alguém que não conhece muito você (de novo, para aquele olhar crítico de um terceiro). Erros de gramática ou ortográficos causam impacto muito negativo, pois sugerem que você não se dedicou 100% ao processo.

Fontes: Na internet há vários sites que mostram o formato de resumés Americanos, e também há vários livros, como o que eu sugeri na última coluna — LL.M. Roadmap – An International Student’s Guide to U.S. Law School Programs (Edwards, George; Wolters Kluwer – 2011) — e outros mais básicos, como “Resumés for Dummies” (kennedy, Joice Lain; 2011), que você encontra na Amazon.

Na próxima coluna falaremos do personal statement. Um abraço!
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Claudio Rechden – Colunista sobre a experiência de cursar um L.L.M nos EUA 

ClaudioClaudio Rechden é colunista do Estudar Fora, cursou direito na PUC do Rio Grande do Sul e fez LL.M. em Georgetown, nos Estados Unidos. Desde 2004 trabalha no International Finance Corporation em Washington, dando suporte legal em reestruturações financeiras e novos investimentos do IFC ao redor do mundo. Acreditando que a educação é a base do desenvolvimento pessoal e avanço profissional, Claudio também dedica-se  à formação de bacharelandos e mestrandos em Direito como professor adjunto, antes em Stanford e agora em Georgetown. Claudio também é mentor para alunos e ex-alunos de Georgetown. Com suas colunas no Estudar Fora espera atrair o maior número possível de talentos brasileiros para as melhores faculdades de Direito nos EUA.
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