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21.10.14

Processo de admissão ao LL.M.: como devem ser as cartas de recomendação

Processo de admissão ao LL.M.: como devem ser as cartas de recomendação

Claudio Rechden, professor da Universidade Georgetown, explica as etapas do processo de seleção para ingresso em um mestrado na área de Direito

Olá pessoal.  Na última coluna falei sobre o personal statement. Hoje vamos abordar as cartas de recomendação.

Vou começar pelo que acho você não deva fazer.

Não submeta mais cartas do que o requerido. Isto pode prejudicar a sua aplicação. Também não ofereça para redigir, ou de fato redija suas cartas de recomendação. Isto não só é antiético como também não ajudará sua aplicação

Dependendo dos requerimentos de aplicação de cada universidade, pode ser que você precise produzir duas ou mais cartas de recomendação. Em que pese um maior número de cartas ser mais trabalhoso e ocupar mais tempo de sua aplicação, a pluralidade de cartas dá a você a oportunidade de buscar opiniões de pessoas que interagem ou interagiram com você em diferentes capacidades, ou seja, dão uma visão mais completa de suas aptitudes e caráter. Tendo dito isto, não submeta mais cartas do que o requerido. Isto pode prejudicar a sua aplicação. Também não ofereça para redigir, ou de fato redija suas cartas de recomendação. Isto não só é antiético como também não ajudará sua aplicação. Um oficial de admissões consiguirá ver que o tom e a estrutura das cartas são similares.

O que mais ajudará você será escolher pessoas que realmente lhe conheçam profissionalmente, academicamente, e também um pouco do seu lado pessoal, do seu caráter e – sempre repito – do seu potencial de liderança. Cartas de recomendação de pessoas famosas ou reconhecidas impressionarão somente se tais pessoas de fato conheçam você suficientemente para escrever uma bela recomendação. Caso contrário, soará artificial.

Escolha as pessoas com cuidado. Idealmente você buscaria colegas, chefes, professores, pessoas que realmente conheçam você e acreditem no seu potencial o suficiente para dedicar o tempo necessário para redigir uma boa carta de recomendação. Uma pessoa que pare para pensar nas suas qualidades, no que diferencia você de outras pessoas similares a você com as quais aquela pessoa interage. Alguém que possa dar exemplos de situações onde você demonstrou potencial, diferencial, e porque você é um ótimo candidato àquela universidade.

Cada um tem um estilo próprio de escrever e estruturar cartas de recomendação. Eu, pessoalmente, estruturo minhas cartas de recomendação de uma forma bem objetiva. Divido em quatro parágrafos:

1. Introdução, onde eu me apresento, recomendo o/a candidato(a), e explico como e há quanto tempo conheço o/a candidato(a);

2. Um parágrafo onde ressalto as qualidades do(a) candidato(a) e o que o/a fazem destacado(a) na área de onde o/a conheço (sempre dando um exemplo concreto de um feito dele/dela para substanciar minha opinião);

3. Um parágrafo do por que acho que o/a candidato(a) merece ser aceito no programa ao qual está aplicando;

4. E um parágrafo de conclusão onde reitero minha recomendação e me ponho à disposição do comitê de aplicação para quaisquer perguntas.

Se tudo correr como deve ser, você não verá as cartas. Elas serão mandadas seladas ou eletronicamente diretamente ao comite de aplicação. Por isso, de novo, escolha bem as pessoas que o/a recomendarão.

E como sempre escrevo, dê uma olhada na internet e em publicações especializadas que já indiquei para ter mais informações sobre cartas de recomendação para LL.M.

Na próxima coluna planejo avançar para assuntos já dentro da experiência do LL.M. Mas se houver ainda tópicos que vocês gostariam que eu cubra  no processo de admissão, escrevam!

Abraços e até a próxima.

Saiba mais sobre cada uma das estapas do processo de admissão ao LL.M:
> Primeiro passo do processo de admissão ao LL.M.
> Preparação do currículo
> Como fazer o seu personal statement

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Claudio Rechden – Colunista sobre a experiência de cursar um L.L.M nos EUA 

Claudio

Claudio Rechden cursou direito na PUC do Rio Grande do Sul e fez mestrado na mesma área  (o chamado LL.M.) na Universidade Georgetown, nos Estados Unidos. Desde 2000,  trabalha no International Finance Corporation, em Washington, dando suporte legal em reestruturações financeiras e novos investimentos. Ele já deu aulas em Stanford e hoje se dedica à formação de bacharelandos e mestrandos como professor adjunto em Georgetown. Com suas colunas, espera ajudar a atrair talentos brasileiros para as melhores faculdades de Direito dos EUA.

Leia todas as colunas do Claudio Rechden

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