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18.12.15

Montreal: intercâmbio bilíngue no Canadá

Montreal: intercâmbio bilíngue no Canadá

Cidade é a 2ª maior falante de língua francesa do mundo e é considerada o melhor lugar do país para estudantes, com opções de cursos em francês e inglês

Por Vivian Carrer Elias

Aprender ou aperfeiçoar uma língua estrangeira é uma das maiores vantagens do intercâmbio. Existe, porém, uma forma de tornar essa experiência muito mais proveitosa: estudar em uma região bilíngue.

Em Montreal, no Canadá, os intercambistas não só vivem em uma das cidades com melhor sistema educacional do mundo, mas também têm a oportunidade de aprender tanto inglês quanto o francês, as duas línguas faladas por lá. A cidade é a segunda maior falante de francês do mundo, atrás somente de Paris.

A cidade é muito organizada e oferece todas as facilidades, como comércio, restaurantes e bares. Porém, tem certo ar interiorano que eu adoro. Além disso, a maioria dos eventos culturais é gratuita ou com preço acessível

“A maioria dos estudantes que opta por Montreal para fazer intercâmbio, e não outra cidade canadense, quer aprender francês ou conciliar o idioma com inglês. A cidade acaba sendo uma alternativa mais barata do que a França”, diz Luiza Vianna, gerente de produtos da Central de Intercâmbio (CI). Um programa de intercâmbio em Montreal incluindo 3 semanas de aulas de inglês ou de francês e acomodação em casa de família sai por R$ 4.890 pela CI.

Foi com o objetivo de aprender francês que Bruna Castro, de 24 anos, mudou-se para a cidade em 2013 – e continua lá desde então. “Quando cheguei, já sabia falar inglês. Fiz 5 meses de curso de francês e tive uma imersão maravilhosa no idioma. Montreal é um ótimo lugar para aprender o idioma”, diz. Bruna, que antes de ir para o Canadá trabalhava com Comércio Exterior em São Paulo, hoje faz um curso em sua área no CollègeLaSalle, em francês.

Segundo o ranking da consultoria britânica Quacquarelli Symonds (QS), a cidade é a melhor do Canadá para estudantes em geral – e a 8a melhor do mundo. Montreal é considerada a capital canadense da cultura e promove, durante o ano todo, vários eventos culturais, incluindo o Just for Laughs, maior festival de comédia do mundo.

“A cidade é muito organizada e oferece todas as facilidades, como comércio, restaurantes, bares e atividades culturais. Porém, tem certo ar interiorano que eu adoro. Além disso, a maioria dos eventos culturais é gratuita ou com preço acessível. Assim, tenho acesso a cultura e diversão sem gastar muito”, diz Bruna.

Segundo a estudante, o intercambista tem facilidade em comunicar-se na cidade mesmo sabendo falar apenas o inglês. “Montreal é de fato bilíngue, quase toda a sua população fala os dois idiomas. Claro que há partes em que o bilinguismo é mais evidente, como no centro da cidade, onde há mais turistas. Mas, no geral, é você consegue se comunicar nas duas línguas”, afirma.

Em Montreal, é possível fazer cursos universitários em ambos os idiomas. A Universidade de Montreal, por exemplo, é a melhor instituição de língua francesa do mundo, segundo a publicação britânica Times Higher Education (THE). Já a Universidade McGill, a mais bem ranqueada da cidade e uma das 40 melhores do mundo, tem como idioma principal o inglês.

Segundo a consultoria QS, o valor médio de um curso universitário em Montreal é de US$ 14.300 ao ano – menos do que em Vancouver (US$ 20.000) e Toronto (US$ 21.700). Além disso, considera-se que o custo de vida na cidade seja o menor entre essas três, segundo o ranking Mercer Cost of Living. Para se ter uma ideia, Montreal ocupa a 140a posição na lista das cidades mais caras do mundo, enquanto São Paulo fica em 40o lugar e o Rio de Janeiro, em 67o.

Bolsas e trabalho – Para conhecer as bolsas de estudo oferecidas pelo governo canadense, clique aqui. O Programa Futuros Líderes nas Américas (ELAP), por exemplo, é destinado a universitários que queiram realizar suas pesquisas no país. A bolsa vai de US$ 5.500 a US$ 7.300 e tem duração de 4 a 6 meses.

Além de bolsas de estudo, outra forma de custear parte do intercâmbio é trabalhando no Canadá. O governo autoriza que universitários e alunos de cursos acadêmicos profissionalizantes com duração superior a 6 meses trabalhem até 20 horas por semana. Quem vai para o país estudar idiomas, porém, não pode ter um emprego.

*Na foto, Bonsecours Market, em Montreal / Crédito: divulgação

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