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16.11.16

Intercâmbio em Malta: 4 coisas que ninguém te conta

Porto na Ilha de Malta

Destino muito procurado por quem quer praticar o inglês, a ilha na verdade tem como idioma oficial uma mistura de inglês, árabe e italiano. Confira as dicas de uma brasileira em Malta e prepare-se!

Por Daniela Bernardes, do Brasileiros em Malta

Que Malta é uma ilha paradisíaca em pleno mar mediterrâneo todo mundo já sabe. Mas existem algumas informações importantes sobre o país que o intercambista precisa saber antes mesmo de sair do Brasil.

Malta é um arquipélago que fica entre o sul da Itália (Sícilia) e o norte do continente Africano. Além de possuir uma história milenar surpreendente, já foi ocupado por diversos povos, tais como: os fenícios, árabes, gregos, romanos, espanhóis, franceses, italianos, e por último os britânicos, carregando por isso um grande mix de nacionalidades. A ilha que é pequena tem muito a oferecer – começando pela capital Valletta, que foi declarada Patrimônio da Humanidade pela Unesco e será a cidade da cultura em 2018.

As 4 coisas que ninguém te fala quando você está indo para Malta

#1 O Listening não está em todo lugar

O idioma local, o Maltês, é o majoritário do país – e trata-se de uma língua que carrega influências do inglês, do árabe e do italiano. Contudo, o inglês é o idioma co-oficial da ilha, sendo mais falado entre estrangeiros que moram ou estão passando uma temporada por aqui, uma vez que Malta é um destino muito procurado por intercambistas. Mas não é porque o inglês também é uma língua ‘oficial’ de Malta que se ouve inglês 100% do tempo na ilha. Isso não é verdade!

Esclarecendo: a ilha recebe aproximadamente 1,5 milhão de visitantes por ano, mas nem todos os nativos (malteses) falam inglês no cotidiano. Com isso, o ‘listening’ do estudante pode ser prejudicado – pois nem sempre se escuta o inglês puro e correto.

Outro ponto que se deve levar em consideração é com relação aos meios de comunicação. Em Malta existem dois tipos de planos de TV: o pago, que é a cabo e pode ter de 10 a 50 canais disponíveis em inglês – normalmente com emissoras inglesas; ou o pacote de TV aberto (local), que é mais voltado para o público nativo (em destaque para os idosos ou não falantes de inglês). Por isso, se seu plano de TV for aberto todos os programas serão em maltês ou italiano.

Book Box em Malta

As bibliotecas ambulantes são comuns na ilha

#2 Diversas opções de Reading na Ilha

Novamente, em Malta os jornais, revistas e livros são bem diversificados – é possível encontrar literatura em todos os idiomas, incluindo muitas obras em inglês. Os jornais locais gratuitos são em maltês, mas existem também em algumas regiões da ilha jornais gratuitos impressos na língua inglesa.

A minha sugestão é que os intercambistas frequentem as bibliotecas da ilha, pois Malta tem um acervo rico que vai desde a sua história antiga até estudos específicos.

Outra coisa que eu adorava fazer é comprar livros nos sebos, pois na ilha existem centenas de lojas, tendas e brechós que fazem um trabalho de caridade e vendem livros novos e usados a partir de €0,30. Neste sistema de ‘Charity Shop’, além de comprar produtos de segunda-mão, você ainda ajuda a contribuir na manutenção de alguma instituição de caridade na ilha – por sinal, existem inumeras, incluindo espaços de acolhida de refugiados.

E, para finalizar, em Malta tem diversas bibliotecas ambulantes. Ou seja, é possível ler um bom livro em um espaço bem harmonioso no meio de um parque, e claro: for free!

3) O Writing depende de você

Em Malta nas bancas de jornais, as revistinhas com caça-palavras e outros joguinhos tem um preço muito simbólico, e é muito engraçado voltarmos à-moda-antiga e escrever nas brochuras. Claro que apps,  como ‘Word with Friends’ e outros games são mais práticos – porém, é fácil sair do foco uma vez que estamos com o celular e internet nas mãos.

Outra sugestão que eu deixo de prática do Writing é durante o primeiro contato do intercambista com Malta. Muitos Brasileiros ainda utilizam agências de intercâmbio para intermediar a negociação e adquirir pacotes. Não que isto seja errado ou ruim; porém, pode ser mais vantajoso fazer este contato por conta própria, pois é uma forma de já ir treinando o inglês. O intercâmbio independente é muito mais maduro e dá a oportunidade de o estudante se virar sozinho em qualquer tarefa internacional. Não é preciso escrever tudo certo – afinal, Malta foi escolhida justamente como destino para estudar inglês. Por isso, utilize um tradutor online, o dicionário, escreva um esboço e peça para um amigo corrigir…  mas escreva!

#4 O Speaking em Malta: aprenda a lidar com sotaques

Uma das perguntas mais frequentes dos futuros intercambistas em Malta é com relação aos sotaque dos Malteses, então vamos esclarecer alguns pontos: Os Malteses têm um sotaque peculiar, pois é acompanhado desta mescla entre o inglês, árabe, italiano e o próprio dialeto local.

O que eu quero dizer com isso: Para quem já conversou com um britânico, americano, australiano ou outro cuja língua nativa seja o inglês vai notar pelo sotaque dos Malteses que o inglês é o seu segundo idioma.  Todavia, não é um inglês difícil de se entender, justamente porque é um inglês claro e básico. Embora conteúdos gramaticais sejam passados nas aulas, os Malteses nem sempre usam phrasal-verbs, expressões idiomáticas e linguagem de rua/gírias.

Resumindo, para o brasileiro perder o sotaque e sair do be-a-bá dos livros, é fundamental converse bastante. E como fazer isso na ilha? Simples! Junte-se aos inúmeros grupos de encontros que têm foco na conversação e faça muita amizade com gringos.

Melhor ainda: em Malta exitem diversos bares com Karaokê, onde os estudantes podem se reunir para cantar e treinar o listening, o reading, o speaking e, claro, o singing!

 

 

* Foto: Porto Marsaxlokk, em Malta / Crédito: Frank Vincentz (Own work) CC BY-SA 3.0, via Wikimedia Commons

 

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