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Universidades americanas oferecem bolsas para quem quer estudar o movimento LGBT e questões de gênero

Por Priscila Bellini

Instituições como Berkeley e Yale têm longa tradição de apoio a pesquisadores LGBT. Conheça as principais iniciativas.

Os cursos voltados para estudos de gênero e sexualidade não são bem novidade nas universidades estrangeiras. Nos Estados Unidos, por exemplo, a Cornell University fundou em 1969 o departamento de Women’s Studies, antecessor dos Estudos de Gênero e Sexualidade. Na década de 70 e de 80, surgiram mais departamentos e institutos voltados ao tema, tratando de assuntos ligados à população LGBT.

Não raro, os departamentos que abarcam estudos de sexualidades também oferecem programas voltados especificamente a pesquisas sobre a condição das mulheres na sociedade. Há ainda iniciativas à parte, inseridas em departamentos como História e Psicologia, que visam trazer temas ignorados até então, e relacionados a gays, lésbicas, bissexuais, transexuais e queer.

Mesmo entre as universidades que ainda não têm programas de mestrado, PhD ou mesmo especializações na área, ganham força iniciativas estudantis para a população LGBT. Coletivos de alunos e alunas organizam colóquios e reuniões sobre temas relacionados, como o Women’s, Gender, and Sexuality Studies Graduate Colloquium, da Universidade Yale. Há também organizações que oferecem bolsas de estudo voltadas a estudantes LGBT e buscam aumentar a diversidade dentro das instituições. É o caso da The Queer Foundation, que apoia alunos do mundo todo interessados em fazer a graduação nos EUA, e a Point Foundation, que também apoia estudantes de mestrado e doutorado, de qualquer nacionalidade.   

Conheça alguns dos programas de destaque que tratam de sexualidade e recebem estudantes LGBT.

Universidade da Califórnia em Berkeley

Desde a graduação, os estudantes em Berkeley podem escolher o “minor” em LGBT Studies, voltado para aspectos históricos e culturais ligados à teoria queer. A teoria é o ponto de partida de muitos programas no exterior e defende que tanto a orientação sexual (ser lésbica, por exemplo) quanto a identidade de gênero (ser transgênero ou cisgênero) das pessoas são construídas socialmente.

Para os interessados na universidade que se identificam como LGBT, não faltam opções para inclusão e apoio. Berkeley tem um grupo de ex-alunos específico, o Cal Alumni Pride, e oportunidades como o NorCal T-Camp, um acampamento voltado para estudantes trans e queer, além de várias organizações estudantis que focam em comunidades determinadas, como pessoas LGBT de origem filipina.

Universidade Yale

Apesar de não ter um programa específico de mestrado e PhD voltado ao tema, o LGBT Studies em Yale tem uma longa tradição de apoio a estudantes e pesquisadores, desde 1986. E essa ligação de longa data também fez com que muitos teóricos assumidamente LGBT de Yale ganhassem destaque. Um exemplo clássico é a criadora da teoria queer, Judith Butler, que obteve seu PhD na universidade.

Atualmente, além de oferecer oportunidades de pesquisa ligadas à temática, principalmente em departamentos como o de História e de Estudos Afro-americanos, Yale tem uma série de bolsas disponíveis. O Fund for Lesbian and Gay Studies (FLAGS), por exemplo, oferece bolsas de pesquisa de até 5 mil dólares.

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