Um Projeto: Fundação Estudar
Carlos Castro ganhou uma bolsa do Governo da Nova Zelândia

“Muitas bolsas passam despercebidas por pessoas que não acreditaram no seu potencial”

Por Colunista do Estudar Fora

Por Carlos Castro

Fazer mestrado no exterior é um sonho para muitos brasileiros – não apenas pela qualidade ou variedade dos cursos existentes. Acredito que o fator principal que nos faz sair de nossas casas para estudar em um lugar distante, sem amigos ou família por perto, é a experiência de vida. No exterior tudo é diferente – a língua a cultura, a comida, os desafios… o que nos faz amadurecer muito durante o processo.

Apesar de muitos sonharem, poucas pessoas vão realmente atrás de seus sonhos. Nossa mente nos prega algumas peças e muitas vezes, ao invés de acreditarmos em nossos sonhos, somos levados a pensar nos problemas, nos desafios que nos parecem impossíveis de serem superados. E então acabamos desistindo de ir atrás.

O primeiro desafio é, sem dúvida, o financiamento. Estudar no exterior não é barato e quem não possui condições para pagar o curso ou mesmo para se manter enquanto estiver no exterior pode achar que esse é um sonho impossível de ser vivido. Pois eu falo que não é, desde que você se dedique, pesquise e persista.

Todo ano diversas faculdades ao redor do mundo oferecem bolsas de estudo integrais para estudantes brasileiros – ou seja, não precisamos pagar nada para estudar. Mas e as despesas com passagem, hospedagem, visto, moradia e alimentação? Pois bem, saiba que alguns governos como da Nova Zelândia oferecem bolsas que incluem todas essas despesas, para que o estudante não precise se preocupar com nada – apenas estudar. No ano passado fui selecionado justamente para esse tipo de bolsa, e hoje estou morando na Nova Zelândia, estudando na Auckland University of Technology (AUT).

Como consegui uma bolsa do Governo da Nova Zelândia

O governo da Nova Zelândia possui uma bolsa voltada para as áreas de Agricultura e Energia Renovável, em que todas as despesas (desde sua saída até seu retorno ao Brasil) são custeados por eles. Todo ano uma dezena de bolsas são ofertadas para estudantes da América Latina.

Em 2016, despretensiosamente um amigo da faculdade me falou sobre essa bolsa e sugeriu que eu me inscrevesse. À época estava trabalhando em uma construtora na usina hidroelétrica de Santo Antônio. A obra estava em fase de conclusão e já sabia que logo eu seria desligado da empresa, então não tive dúvidas e no mesmo dia me inscrevi para a bolsa.

Dediquei-me bastante para preencher o longo questionário de aplicação, pedi ajuda para traduzir e conferir minhas respostas, fiz provas online, entrevista pelo Skype até que depois de longos oito meses de processo e muita espera recebi a notícia de que havia sido selecionado para a bolsa.

Num primeiro momento achei que essa bolsa seria algo praticamente impossível de se conseguir, mas a partir do momento que fiz a inscrição sempre acreditei e segui em frente.

Dica número 1: pesquise!

Bolsas como essa para a qual fui selecionado estão disponíveis ao redor do mundo, basta você pesquisar e identificar uma que se enquadre em seu perfil e se dedicar muito no processo seletivo. Se não passar no primeiro ano, não desista! No próximo ano, tente novamente. Lembra do meu amigo que me indicou para a bolsa da Nova Zelândia? Em 2016 ele não passou da primeira etapa, e agora em 2017 ele se inscreveu novamente e foi escolhido.

Muitas ofertas de bolsas de estudo passam despercebidas por pessoas de excelente potencial, que simplesmente não ficaram sabendo ou que não acreditaram ou não dedicaram o tempo adequado para preparar sua apresentação para a universidade. O que tenho a dizer a todos que sonham em estudar no exterior é que nunca deixem de acreditar: pesquisem bastante, façam uma boa apresentação pessoal e sigam em frente, o escolhido uma hora pode ser você!

 

 

Sobre o Autor

Sou Carlos Henrique Marciano Rodrigues Castro, mineiro natural de Piumhi, criado na cidade de Tucuruí no Pará. Formado em Engenharia Elétrica pela UFMG, atualmente cursando Mestrado de Engenharia Elétrica pela Auckland University of Technology. Bolsista pelo New Zealand Ministry of Foreign Affairs and Trade (MFAT).

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