Um projeto: Fundação Estudar

Graduação

O que você precisa saber para cursar uma graduação fora do Brasil

27.04.15

“As oportunidades não vão bater na sua porta. Vá atrás!”

"As oportunidades não vão bater na sua porta. Vá atrás!"

Conheça Raiam dos Santos, que foi aprovado na Universidade da Pensilvânia, nos EUA, com bolsa de US$ 200 mil e tornou-se estrela do time universitário!

Por Carolina Campos

Raiam dos Santos, de 25 anos, nunca se contentou com pouco. E está indo longe em razão de sua obstinação. Ainda adolescente, conta que via seus colegas de escola viajarem para passar 15 dias de férias na Disney, mas achava que isso não seria suficiente para ele. “Eu queria mesmo era fazer high school nos EUA”.

Ignore aquelas pessoas que dizem que fazer faculdade fora é coisa de milionário. É impressionante a quantidade de oportunidades e bolsas que estão disponíveis e quase ninguém sabe

Assim, passou meses e meses pesquisando sobre agências de intercâmbio, esteve em diversas feiras no Rio de Janeiro e em São Paulo e se inscreveu em muitos concursos de bolsas. Até que deu certo: “Fui o 3o lugar do Brasil no concurso da World Study e recebi uma bolsa para fazer um intercâmbio de um ano na California”, revela.

Quando embarcou para San Diego, seu objetivo era simples: queria aprender inglês, voltar para o Brasil e tentar uma vaga em uma universidade pública. Mas a vida tinha outros planos para ele. “Nos EUA, comecei a me destacar como kicker do time de futebol americano da escola e vi que esportes universitários são muito valorizados por lá. Você liga a televisão em um sábado e quatro dos seis canais abertos estão passando jogos da NCAA.”

Raiam também descobriu que todos aqueles jogadores que apareciam nos jogos da NCAA recebiam bolsa de estudos para representar a universidade dentro de campo. “Um técnico da minha escola, inclusive, havia jogado futebol americano por uma grande universidade da NCAA. Um dia, ele me puxou e falou: ‘Se tem alguém nesse time que tem potencial para jogar na TV aos sábados, esse alguém é você’”. Pronto. Foi a partir daí que a vida de Raiam começou a mudar.

“Achei aquilo o máximo e, então, entrei em ‘college mode’. Sabia que meus pais não podiam pagar uma faculdade norte-americana e pensei que o esporte seria a saída”, lembra. Raiam passou a se dedicar muito mais ao esporte. Além dos treinos de agilidade e técnica, o jovem fazia musculação e yoga. No tempo livre, pesquisava tudo o que podia sobre o processo de admissão das universidades de lá.

De volta ao Brasil, com o pai desempregado, o dólar alto e sem nenhuma proposta de bolsa de estudos, os sonhos de Raiam começaram a trincar. “Eu ouvia coisas do tipo: ‘Esquece, Raiam! Você não tem nota nem dinheiro para isso. Fazer faculdade fora é só para filho de bacana'”, conta.

Em uma situação assim, a maioria das pessoas desistiria do sonho e se concentraria no vestibular brasileiro, certo? Não ele. A saída que encontrou foi aplicar para universidades que estivessem dispostas a oferecer bolsas integrais. Só que, nos EUA, as universidades que dão bolsas integrais são também as mais concorridas. “Eram faculdades do naipe de Stanford, MIT e Harvard. Não seria fácil de entrar mas, antes de jogar a toalha, tinha que esgotar todas as minhas possibilidades.”

As oportunidades não vão bater sua porta aqui no Brasil. Você tem que pesquisar, correr atrás, suar a camisa e mostrar para as universidades que você existe.

De todas as universidades que aplicou, a que ele mais queria era justamente a University of Pennsylvania. “Eu estava determinado a estudar business, e a UPenn é a casa da Wharton School, uma das melhores faculdades de economia e administração do mundo. Além disso, a UPenn tinha um programa acadêmico concorridíssimo chamado Huntsman Program”, revela. Neste programa, os estudantes precisam ser fluentes em, no mínimo, 3 línguas. Fora isso, eles saem da faculdade depois de 4 anos com dois diplomas: um em Relações Internacionais e um em Negócios.

“Corri atrás de cartas de recomendação de professores e do diretor da minha escola, mandei bem no TOEFL, terminei o high school como o primeiro da turma, fiz o SAT 5 vezes para ter uma pontuação mais adequada àquelas universidades tops, preenchi os applications, escrevi vários essays e fiz algumas entrevistas com ex-alunos das universidades que apliquei.”

Entre março e abril, Raiam começou a receber os resultados: rejeitado em Harvard. Rejeitado em Stanford. Rejeitado em Yale. Rejeitado em Princeton. Rejeitado no MIT. Rejeitado em Columbia e… Aceito com bolsa integral de 200 mil dólares (no total) na Universidade da Pensilvânia, onde tornou-se a estrela do time de futebol americano.

Para ajudar jovens que, como ele, querem estudar fora, Raiam escreveu o livro “Hackeando tudo: 90 hábitos para mudar o rumo de nossa geração”, disponível na Amazon.

A seguir ele compartilha algumas dicas preciosas:

1) “Ignore aquelas pessoas que dizem que fazer faculdade fora é coisa de milionário. É impressionante a quantidade de oportunidades e bolsas que estão disponíveis e quase ninguém sabe.”

Só estudar em uma universidade americana já é um desafio. Se você for atleta então, terá que ser ‘campeão do mundo’ em administração de tempo, produtividade e disciplina

2) “As oportunidades não vão bater sua porta aqui no Brasil. Você tem que pesquisar, correr atrás, suar a camisa e mostrar para as universidades que você existe.”

3) “Quanto mais cedo você começar a se preparar, melhor. Eu comecei meu processo pré college aos 15 e já estava meio tarde.”

4) “Confie no seu taco. Você é muito melhor do que pensa.”

5) “Nota baixa na escola? Prova final? Recuperação? Fazer faculdade fora é só para aqueles que levam os estudos a sério… Sem exceções.”

Para quem tem interesse em obter uma bolsa de atleta:

1) “Não importa o esporte que você for jogar, preparação física é a chave do sucesso nos Estados Unidos. Seja mais forte e mais rápido que os outros.”

2) “Quer ganhar uma bolsa esportiva? Corra atrás dos técnicos. Mande vídeos. Mande estatísticas. Se não responderem, mande de novo!”

3) “Esteja em dia com sua documentação da NCAA. Um documento mal preenchido pode significar a perda de um ano inteiro de elegibilidade.”

4) “Não perca o foco nem a disciplina. Só estudar em uma universidade americana já é um desafio. Se você for atleta então, você tem que ser campeão do mundo em administração de tempo, produtividade e disciplina.”

Leia também:
Bolsas para atletas: a porta de entrada para o sucesso acadêmico e esportivo
Especial: guia de bolsas de estudos no exterior

Conecte-se ao Estudar Fora

http://promo.estudarfora.org.br/07de78d376d72cb1d7d3

Leia Mais

estagiários da Microsoft comemorando
impacto social
estudar na Asia
tudo sobre o GMAT