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Aluno com média máxima no MIT dá dicas para tirar boas notas

Por Gustavo Sumares
20.03.2019

Pedro Verdini, do Programa de Líderes Estudar, oferece dicas para tirar boas notas após passar um ano no MIT e voltar de lá com notas máximas.


Notas são uma preocupação para qualquer aluno sério. Elas não são apenas um indicador do quanto você está aprendendo e aproveitando as aulas, mas também podem abrir portas para o seu futuro acadêmico e profissional. E se você quiser dicas para tirar boas notas, é difícil encontrar alguém mais capacitado para falar do que Pedro Verdini, do Programa de Líderes da Fundação Estudar.

Ele está voltando agora de uma estadia de um ano no MIT, ao longo do qual ele conseguiu obter a média máxima em todas as disciplinas de finanças e economia que cursou. E ele está voltando para sua escola original, o Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA), onde estuda engenharia mecânica e aeronáutica. Nas disciplinas que já cursou, ele tem média 9.

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Sim: ele foi melhor no MIT que no ITA. “É porque lá o sistema de notas é um pouco diferente, e é mais fácil você conseguir nota máxima lá do que aqui no Brasil”, comenta. EM outras palavras, na visão de Pedro, é mais fácil tirar boas notas no MIT do que no ITA. “Achei o ITA muito mais difícil do que o MIT, o que não significa que eu tenha aprendido muito mais no ITA do que no MIT”, diz.

Formas de avaliação

O motivo disso é a forma como cada universidade avalia os alunos. “[No MIT] as provas são muito mais tranquilas. Masa você tem mais trabalho para fazer em casa, mais atividades extracurriculares, tem lista de exercícios para entregar toda semana”, conta. “No ITA, você geralmente tem só uma prova, ou duas, três por semestre, e a sua nota é a média daquelas provas. No MIT, se você for mal em uma coisa, não pesa tanto”, considera.

Por isso, Pedro considera que as habilidades necessárias para ser um bom aluno por lá exige habilidades diferentes no que por aqui. No ITA, o segredo para as boas notas é “saber o conteúdo de forma profunda”, segundo o estudante. Já no MIT, “é muito mais diverso”, na visão dele. “Acho que as faculdades estadunidenses de forma geral exigem que você seja um aluno mais completo”, comenta.

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Por isso, uma das principais dicas para tirar boas notas é saber exatamente o que se espera de você como aluno. Em alguns casos, pode ser só questão de estudar bastante e apreender certos conteúdos; em outros, no entanto, pode ser necessário ter mais assiduidade e comprometimento com as aulas. E vale a pena ficar esperto: se a disciplina avalia com base em poucas notas, é importante fazer cada uma delas valer a pena! Se não, fica mais difícil recuperar depois.

Fazer resumos

Uma técnica que Pedro usa para estudar para provas é fazendo resumos dos conteúdos que vão cair. Ele explica: “antes de uma prova, eu estudo a matéria e, enquanto eu vou estudando, vou anotando os conceitos mais importantes ou mais difíceis, num pedaço de papel. Nunca mais do que uma folha A4, frente e verso, por prova”.

Depois de produzir esse resumo, Pedro recorre a ele diversas vezes, “até eu achar que eu aprendi ou decorei”. Esse método tem uma série de vantagens: a primeira delas é que produz um papel que contém tudo que vai cair na prova. Com toda a matéria em um lugar só, fica mais fácil estudar. Mas além disso, o próprio ato de produzir esse resumo também exige atenção, entendimento da matéria e poder de síntese. E esse exercício, por si só, ajuda a fixar o conteúdo.

Quando estudar?

A imagem mais comum que se tem sobre pessoas que tiram notas altas é que elas têm uma rotina rígida de estudos, com horários pré-determinados e bem extensos de dedicação aos cadernos e exercícios. Pedro, no entanto, não se encaixa nessa imagem: de acordo com ele próprio, ele não tem dias ou horários fixos para estudar.

Por causa das diferentes disciplinas que ele cursava e atividades nas quais estava envolvido, ficava difícil encontrar um determinado dia ou horário que fosse possível reservar sempre para os estudos. “Acabo estudando só quando dá tempo mesmo”, comenta.

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Mesmo assim, ele orienta seus estudos por prazos: “Quando vai chegando perto de um prazo [uma prova ou trabalho, por exemplo], eu tenho mais motivação para fazer as coisas. Acho que quase todo mundo é assim. Então eu vou estudando à medida que vai sobrando tempo e oportunidade”.

Faça amizades

Por outro lado, esforçar-se para estudar a matéria sozinho só resolve algumas questões. Afinal, é comum que muitas universidades sigam o modelo do MIT e exijam também trabalhos em grupo e apresentações. Por isso, Pedro considera que outro aspecto que faz com que ele seja um bom aluno é algo simples: ele é uma pessoa sociável.

“Acho que eu consigo lidar bem com as pessoas, conversar tranquilamente, me relacionar bem e fazer amigo”, conta. Isso, na visão dele, conta muito. E não só para ter com quem conversar, mas também na parte profissional, já que as relações que são construídas na universidade muitas vezes acabam se extendendo para o mercado de trabalho.

Não precisa ser um gênio

De acordo com Pedro, ser um bom aluno é muito mais resultado de empenho nesse sentido do que de alguma habilidade inata ou talento excepcional. “Eu com certeza não sou a pessoa mais inteligente, nem a que se relaciona melhor, mas eu acho que eu tenho uma mistura das duas qualidades em quantidades suficientes”, comenta.

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É importante ter isso em mente para não cair no mito de que notas muito altas só podem ser conquistadas por pessoas que tenham uma espécie de “dom”. Felizmente, as capacidades de aprender e socializar são atributos que todos nós temos. Com algum esforço de nossa parte, podemos desenvolvê-las para atingir os nossos objetivos. E (é claro!) esperamos que essas dicas para tirar boas notas ajudem!

Sobre o Programa de Líderes

O Programa de LÍderes da Fundação Estudar existe há 26 anos como forma de propiciar que brasileiros estudem nas melhores universidades do mundo – seja no Brasil ou no exterior – e desenvolvam ao máximo o seu potencial. Ele está com inscrições abertas para sua edição de 2019 até o dia 01/04! Saiba mais sobre ele (incluindo como se inscrever) neste link.

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