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Vistos para estudantes brasileiros voltam a ser emitidos após pressão

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Vistos para estudantes brasileiros voltam a ser emitidos após pressão

A partir da semana que vem, vistos para estudantes brasileiros que precisam ir ou voltar aos Estados Unidos para o início do ano letivo poderão, finalmente, ser emitidos. Situação volta a ser regularizada após meses de atraso e pressão das universidades, dos intercambistas e da Brasa (Brazilian Student Association).

No último dia 26 de abril, o departamento de Estado norte-americano incluiu alunos do Brasil na categoria NIE (Exceções de Interesse Nacional), que permite a entrada direta no país sem a necessidade de entrevista e dos 14 dias de quarentena. Desde o ano passado, centenas de brasileiros que conseguiram bolsas de estudo ou foram aprovados em universidades norte-americanas aguardavam o agendamento das entrevistas para emissão dos vistos. 

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Entretanto, devido à situação brasileira, há meses as embaixadas estadunidenses cancelavam as entrevistas presenciais, até então necessárias para emissão do visto. “Tem estudante que marcou sete entrevistas diferentes e todas foram desmarcadas”, conta Rafael Monteforte, CEO da Brasa. Alguns alunos chegaram a ir para países como Chile e Equador, na tentativa de conseguir os documentos. 

Até o ano passado, as universidades dos EUA mantiveram as aulas remotas durante o isolamento social. Entretanto, com o rápido avanço da vacinação no país, as instituições deram como certo o retorno das aulas presenciais no segundo semestre de 2021 – e início do ano letivo. 

A mudança fez com que grande parte dessas universidades exigissem o retorno dos alunos para as aulas presenciais, com risco de perderem as vagas e bolsas caso não retornassem. A situação gerou um mal-estar que durou meses entre estudantes e o Itamaraty.

No último dia 21 de abril, um grupo de mais de 1100 alunos, com apoio da Brasa, enviou uma carta ao Itamaraty pedindo ajuda. Paralelamente, a Associação de Universidades Norte-Americanas e outros consórcios estudantis estadunidenses assinaram uma carta para o Congresso norte-americano pedindo a liberação e vistos especiais para os alunos internacionais.

“As universidades sempre se colocaram ao lado dos estudantes”, conta Rafael. Entre os argumentos utilizados para solicitar a abertura de fronteiras, está o grande impacto econômico negativo no sistema educacional superior do país. “Estudantes internacionais movimentam quase 45 bilhões de dólares ao ano na economia americana”, explica.

No documento emitido pelo departamento de Estado norte-americano, conta que com a inclusão na categoria NIE, “brasileiros que tiverem visto de estudante válido (categorias F e M) e iniciarão os estudos a partir ou depois de 1º de agosto de 2021, poderão viajar ao país sem consultar a Embaixada ou os Consulados no Brasil”.

Após a mudança, a Embaixada Norte-Americana no Brasil e os consulados emitiram uma nota afirmando que darão prioridade aos estudantes e começarão o processamento de vistos a partir de maio.

Segundo Rafael, diversos estudantes que aguardavam há meses já conseguiram marcar e até adiantar as entrevistas nos consulados. “A gente trabalhou muito próximo à Embaixada Brasileira nos Estados Unidos, eles ajudaram na coordenação para garantir que isso acontecesse”, explica. 

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Entretanto, com menos de 10% da população vacinada, o Brasil segue na lista de países que têm a fronteira com os EUA fechada. Para quem não está incluso na categoria NIE, ainda é necessário passar 14 dias em um terceiro país.

Com o risco de terem mais um ano letivo afetado, as mudanças chegam em boa hora. A iniciativa do grupo de estudantes de realizar o abaixo-assinado, que contou com apoio da Brasa, foi fundamental. “Foi um grande alívio quando a gente conseguiu organizar a carta, mandar para o Itamaraty e ter uma resposta super rápida e eficiente”, conclui Rafael. 

Normas sanitárias permanecem exigidas 

Todos os estudantes que retornarem aos EUA, incluindo os que conseguirem vistos na categoria NIE, deverão cumprir uma série de normas sanitárias. Além disso, estão proibidos de chegar ao país mais de 30 dias antes do início das aulas.

Entretanto, o governo norte-americano ainda não explicou se os alunos precisarão apresentar comprovante de vacinação antes de viajarem. Universidades como Stanford,  Georgetown e da Califórnia já anunciaram que todos os estudantes que frequentarem o campus deverão estar vacinados.

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