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Universidade Johns Hopkins: o primeiro centro de pesquisa dos EUA

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Universidade Johns Hopkins: o primeiro centro de pesquisa dos EUA

Fundada em 1876, a universidade localizada em Washington, D.C., foi o primeiro centro de pesquisa dos Estados Unidos. Responsável por descobertas notáveis na ciência, como a identificação do gene causador do câncer de cólon e pela aterrissagem do primeiro foguete em um asteróide, a Johns Hopkins também se destaca pelos alunos que por lá passaram. Um deles é o ex-prefeito de Nova York Michael Bloomberg, que se formou em 1964.

Com um corpo discente proveniente dos 50 estados dos EUA (incluindo Porto Rico e as Ilhas Virgens Americanas), além de alunos de mais de 70 países, a comunidade acadêmica é bastante diversificada.

Além disso, a Johns Hopkins ostenta em seu “rol da fama” a marca de trinta e seis ganhadores do prêmio Nobel, que estudaram, lecionaram ou conduziram pesquisas por lá. Pelo ranking da publicação britânica Times Higher Education (THE), a instituição é considerada a 12ª melhor do mundo.

Universidade Johns Hopkins em números

A universidade Johns Hopkins tem atualmente cerca de 26 mil alunos. São cerca de 6 mil estudantes na graduação, e outros 20 mil na pós-graduação aproximadamente — ressaltando o foco da instituição em pesquisa e ciência.

Estudantes internacionais de mais de 60 países diferentes compõem cerca de 19% do corpo estudantil da instituição. Em números absolutos, são aproximadamente 4.800 alunos, sendo que apenas carca de 600 deles estão na graduação.

Nos rankings internacionais de universidades, a universidade Johns Hopkins se sai muito bem.

Cursos oferecidos pela Universidade Johns Hopkins

Os 51 cursos oferecidos pela John Hopkins estão divididos em suas 6 escolas (Krieger School of Arts and Sciences, Whiting School of Engineering, Carey Business School, School of Education, School of Nursing e Peabody Institute) e duram, em média, quatro anos.

A maior parte dos alunos de graduação está matriculada na Krieger School of Arts & Sciences e na Whiting School of Engineering, ambas localizadas no campus Homewood, no norte de Baltimore.

Na Johns Hopkins, as escolas são separadas e cada uma tem cursos específicos. Em linhas gerais, a universidade se divide da seguinte forma: os alunos da Krieger estudam humanidades/ciências naturais e sociais; os da Whiting se preparam para as carreiras de engenharia; os da Carey se dedicam a negócios; os da School of Education se envolvem com educação; os alunos da School of Nursing se preparam para as áreas de medicina; e os alunos do Peabody Institute estudam música.

Esta distinção entre as escolas serve para todos os níveis, da graduação ao doutorado. Assim, se você tiver interesse em estudar na Johns Hopkins, primeiramente, deverá decidir em qual escola quer ingressar. Somente então será possível compreender o funcionamento de cada uma delas.

No entato, vale lembrar que, como nos EUA cursos como Medicina e Direito possuem exigências distintas das do Brasil, escolas que oferecem esses cursos são específicas para mestrado e doutorado. A Johns Hopkins conta com três escolas de pós-graduação diferentes das escolas da graduação: School of Medicine, Bloomberg School of Public Health e School of Advanced International Studies – SAIS.

Como entrar na Universidade Johns Hopkins

O processo seletivo possui exigências semelhantes à das demais universidades norte-americanas (cartas de recomendação, essays, alto desempenho escolar, etc). No entanto, a própria Universidade possui uma filosofia de admissão centrada em três grandes grupos, e que merecem a sua atenção:

Perfil acadêmico

O que é importante para você, e como você demonstra suas paixões acadêmicas? A partir das respostas a estes questionamentos, é possível identificar que tipo de aluno é você e se o seu perfil se enquadra no da universidade. A Johns Hopkins University vai prestar muita atenção no seu histórico escolar e notas obtidas em testes como SAT ou GRE (nos casos de pós-graduação).

Impacto e iniciativa 

A universidade quer saber como você persegue seus objetivos fora de sala de aula. Por este motivo, um ponto importante a ser analisado é o seu envolvimento extracurricular, além das recomendações feitas por seus ex-professores e seus essays.

O que se quer avaliar aqui é o tipo de impacto que o candidato teve  na sua escola, que poderá revelar como ele poderá fazer a diferença como aluno da Johns Hopkins. A universidade disponibiliza um link com essays de alunos aprovados. Vale a pena dar uma olhada antes de fazer sua candidatura. 

Contribuições pessoais

Neste tópico, o que se pretende identificar é o modo como o candidato se engaja em sua comunidade acadêmica. Que qualidades pessoais ele possui que fariam com que ele se tornasse uma boa escolha para a instituição? Os alunos que a universidade tem interesse são talentosos, focados e que tiram o máximo proveitodas oportunidades que lhes são oferecidas.

Quanto custa estudar lá?

O valor anual para alunos de graduação é de, aproximadamente, US$ 53.000. No mestrado, este valor varia de acordo com o curso pretendido, podendo ir de US$ 35.000 a 60.000.

Além dos custos das anuidades, quem pensa em estudar lá também precisa levar em consideração outros custos de vida, como transporte, alimentação e acomodação. A universidade fica na cidade de Baltimore no estado de Maryland, que não é das mais caras dos EUA — mas também não é das mais baratas.

Bolsas de estudo para a Johns Hopkins University

A própria instituição oferece bolsas de estudo (clique aqui para obter mais detalhes). Mas, além disso, também é possível conseguir ajuda financeira no Brasil. As organizações como a CAPES, o CNPq e a FAPESP, também atendem alunos de mestrado, doutorado, pós doutorado ou que estejam realizando pesquisa na instituição.

Outro detalhe interessante da Jonhs Hopkins é que  a universidade oferece, ainda na graduação, bolsas de estudo de até US$ 10,000.00 para os alunos que possam desenvolver pesquisas. Como se vê, o foco deles é mesmo para quem pretende “botar a mão na massa” desde o início.

Curiosidades

  • Com o objetivo de permitir que os alunos tenham uma experiência internacional, a Johns Hopkins tem instalações também em Nanjing, na China, e Bologna, na Itália.
  • A universidade é o maior empregador de Maryland, responsável por contribuir com mais de US$ 10 bilhões por ano para a economia do estado.
  • Uma das principais iniciativas de mapeamento de casos confirmados de COVID-19 no mundo é de responsabilidade da Johns Hopkins University.

Conheça um pouco mais sobre a universidade no vídeo a seguir (em inglês):

Ex-alunos famosos da Johns Hopkins University

  • Gertrude Stein, escritora e poeta estadunidense;
  • Philip Glass, compositor de obras como Metamorphosis e Koyaanisqatsi;
  • Chimamanda Ngozi Adichie, autora de livros como Americanah e Meio Sol Amarelo;
  • Hallie Jackson, jornalista correspondente da Casa Branca para a NBC News;
  • Lance Riddick, ator e músico dos EUA.

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