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Intercâmbio na África do Sul: inglês a baixo custo, belezas naturais e trabalho voluntário

Estudar inglês de uma forma mais barata que na Europa ou nos Estados Unidos, conhecer o Cabo da Boa Esperança, praticar esportes radicais, visitar parques naturais e entrar em contato com culturas dos povos nativos são alguns dos benefícios de se fazer um intercâmbio na África do Sul, país de Nelson Mandela.

Localizada no extremo sul da África, entre os oceanos Atlântico e Índico, a África do Sul tem pouco mais de 57 milhões de habitantes e é conhecida por sua biodiversidade e pela grande variedade de culturas, abrigando umas das comunidades mais multiétnicas do continente africano.

Apesar de 72% da população ser composta por negros de várias etnias, como os zulus, xhosas e bapedis e de a Constituição sul-africana reconhecer 11 línguas oficiais, o inglês é a língua pública e comercial da África do Sul — ou seja, a que é falada nas escolas e universidades. Além do inglês, outro idioma dominante é o africâner, língua de ramo germânico que se originou principalmente a partir do neerlandês, e que é falada pela maioria dos brancos e mestiços sul-africanos.

Integrante do BRICS — bloco de países economicamente emergentes formado também por Brasil, Rússia, Índia e China — a África do Sul é a segunda economia do continente africano, ficando atrás apenas da Nigéria. Ainda sim, a moeda sul-africana, o rand, é bastante desvalorizada em relação ao real, equivalente a aproximadamente 20% do valor da moeda brasileira. Este fator transforma a África do Sul num destino mais barato para quem pretende viajar para um país anglófono, se comparado ao Canadá, Estados Unidos, Inglaterra e Austrália.

“Escolhi estudar lá justamente pelo valor da moeda ser 4/1 em comparação com o real na época do meu intercâmbio”, conta Márcio Moreira de Andrade, publicitário formado pelo Mackenzie (SP) que fez intercâmbio na África do Sul, para a Cidade do Cabo, em 2010. “Meu principal objetivo era adquirir fluência na língua inglesa, então optei por fazer intercâmbio através de uma escola de idiomas”, lembra.

Intercâmbio de línguas

Algumas agências de intercâmbio como CI, EF e IE oferecem pacotes para cursos de inglês na África do Sul. OS pacotes vão desde hobby até a preparatórios para exames de proficiência como IELTS e TOEFL, além de cursos com foco no mercado de trabalho. O principal destino oferecido pelas agências é a Cidade do Cabo, cidade cosmopolita e capital legislativa do país.

Para fazer um intercâmbio na África do Sul de até três meses (90 dias), não é necessário tirar o visto, basta apenas apresentar o passaporte com validade de até um mês (da data de retorno ao Brasil) e apresentar o CIV (Certificado Internacional da Vacina) contra febre amarela, que deve ser tomada pelo menos 10 dias antes do embarque. Um curso de inglês quatro semanas custa entre US$ 220 a US$ 845 (valores da Good Hope para 2020) — não inclusos, nesse valor, os custos de passagens, moradia e alimentação.

Para quem vai ficar mais de 90 dias, é necessário tirar visto de estudante. Isso pode ser feito no Brasil, por meio do consulado do país (localizado em São Paulo) ou da sua embaixada (em Brasília). Caso o estudante já esteja na África do Sul e resolva estender sua estadia, pode iniciar o procedimento de emissão de visto de lá mesmo. Mas como o visto pode levar mais de oito semanas para sair, é importante se programar com antecedência.

Intercâmbio na África do Sul para universitários

A África do Sul é um dos melhores destinos do continente africano para se fazer um intercâmbio universitário, já que das cinco melhores universidades da África, segundo o QS World University Rankings 2020, quatro estão no país. São elas: Universidade da Cidade do Cabo (1º), University of the Witwatersrand (3º), Stellenbosch University (4º)  e University of Johannesburg (5º). E o melhor: todas são públicas.

Fundada em 1829, a Universidade da Cidade do Cabo (UCT) é pública e é a universidade mais antiga do país. Durante o apartheid, a UCT serviu de centro intelectual para combater a política segregacionista do governo. Está entre as 200 melhores universidades do mundo, de acordo com o World University Rankings 2020, na frente de referências de ensino no Brasil, como a USP e a UNICAMP. A instituição é reconhecida por seus cursos em Estudos Africanos, Biologia, Botânica, Negócios, Ciências Ambientais, História, Matemática, Engenharia, Sociologia e Antropologia. Entre seus ex-alunos e professores, estão cinco ganhadores do Prêmio Nobel, entre eles, o professor emérito e escritor J.M. Coetzee, que foi condecorado pela premiação em 2003. Leia aqui sobre como é estudar na melhor universidade do continente africano. E saiba mais aqui sobre como se candidatar à UCT.

A Universidade de Witwatersrand também é pública e se localiza em Joanesburgo, maior cidade da África do Sul e principal núcleo urbano e cultural do país. Foi uma das instituições em que Nelson Mandela estudou (leia mais aqui sobre outras universidades pelas quais Mandela passou). Mais conhecida como Wits University, é formada por 33 escolas e oferece 3.000 programas acadêmicos, acreditados nacional e internacionalmente, em áreas de estudo como Comércio, Ciências, Gestão, Direito, Engenharia, Ciências da Saúde e Humanas. É internacionalmente reconhecida por seu foco em pesquisa intensiva. Veja aqui o que é necessário para fazer intercâmbio na África do Sul para estudar na Wits.

A cerca de 50km da Cidade do Cabo, a Universidade de Stellenbosch fica em Stellenbosch, a segundo colônia europeia mais antiga da África do Sul. Com aproximadamente 90 mil habitantes, a cidade é conhecida por suas rotas de vinícolas. A Universidade de Stellenbosch é prestigiada no campo de pesquisa, tendo fabricado o primeiro micro-satélite da África, o SUNSAT, colocado em órbita em 1999. Leia mais aqui sobre como ingressar na Stellenbosch.

A Universidade de Joanesburgo é mais jovem, tendo sido criada em 2005 depois da junção da Rand Afrikaans University (RAU), com a  Technikon Witwatersrand (TWR) e os campos de Soweto e East Rand da Vista University. Abriga 50 mil estudantes e é uma das instituições mais diversas e inclusivas da África do Sul, sendo que mais de 3 mil de seus alunos são estrangeiros de mais de 80 países. Saiba mais sobre como fazer intercâmbio na UJ aqui.

Estudantes internacionais que desejam fazer intercâmbio na África do Sul devem provar sua capacidade na língua inglesa. Para isso, a melhor opção é entrar em contato com os escritórios de admissão de cada escola/universidade para saber quais testes são aceitos. Os mais comuns são IELTS e TOEFL.

Trabalho voluntário na África do Sul

Outra opção de intercâmbio para a África do Sul é a de trabalho voluntário. Devido ao colonialismo europeu e, posteriormente, ao regime de apartheid implementado na região, as desigualdades sociais entre negros e brancos são muito marcantes até hoje.

Há várias opções para conhecer o país e fazer trabalho voluntário, seja no cuidado e educação de crianças carentes até no trabalho com idosos, animais selvagens e em zonas de conflito atuando junto à Cruz Vermelha. Algumas agências brasileiras, como a CI, a EF e a STB, oferecem essa modalidade de intercâmbio. Saiba mais como é fazer trabalho voluntário na África do Sul, clicando aqui.

Turismo

Além dos estudos, um dos motivos que tornam a África do Sul atraente são as belezas naturais. Para os amantes do turismo de natureza, o país é um prato cheio e oferece roteiros de safaris, praias, desertos, savanas e pastagens. No sul, há as cordilheiras do Karoo. No leste, há a maior cadeia de montanhas da África meridional, o Drakensberg. Durante o inverno, é possível ver neve nos pontos mais elevados.

Um dos pontos turísticos mais famosos da África do Sul entrou no imaginário português — e, por consequência, no brasileiro — ao aparecer em Os Lusíadas (1572), poema épico no qual Luís de Camões narra a viagem portuguesa para as Índias, liderada por Vasco da Gama. É o Cabo da Boa Esperança (conhecido anteriormente como Cabo das Tormentas), que provocava inúmeros naufrágios e atormentava os “heróis” ibéricos na época das grandes navegações, e que hoje em dia é considerado visita obrigatória no país africano.

“Um dos fatores que me fizeram escolher a África do Sul foi porque eu tinha planos de continuar viajando depois do meu curso, e lá me pareceu um lugar interessante, com atrativos para seguir viajando”, contou Jeferson Augusto, jornalista que fez intercâmbio na África do Sul no final de 2012. Assim como Márcio, Jeferson também fez um curso de inglês pela a Good Hope.

Para quem gosta de história, o lugar também oferece locais como o Museu do Apartheid, em Joanesburgo, e a Ilha de Robben, onde Mandela e outros opositores ao regime ficaram presos durante mais de 20 anos anos.

Pontos positivos e negativos de um intercâmbio na África do Sul

Alguns dos grandes facilitadores de escolher a África do Sul como destino são o clima, que é bastante parecido com o do Brasil, e a distância relativamente curta (o voo de São Paulo a Joanesburgo dura apenas 9h), o que acarreta em passagens mais baratas.

Jeferson Augusto viveu na casa de uma família numa colônia muçulmana na Cidade do Cabo. “A Cidade do Cabo é uma metrópole e, assim como toda metrópole, tem dificuldades como custo de vida, falta de segurança em alguns lugares, essas coisas”, comentou o jornalista.

“A casa de família era mais econômica, e imaginei que seria mais interessante, para conhecer um pouco mais sobre as pessoas de lá, e praticar meu inglês. Fiquei aproximadamente dois meses na casa deles, de novembro de 2012 a janeiro de 2013. Foi uma excelente experiência, fui muito bem recebido, aprendi muito, principalmente sobre a cultura muçulmana, e também um pouco mais sobre o país, sobre a cidade, a cultura e história local”, conclui.

Sobre os benefícios de ter feito intercâmbio na África do Sul, Jeferson pontua a fluência que adquiriu no inglês, idioma que não dominava. “Mas, além disso, conhecer mais sobre um país e uma região que tinha pouco ou nenhum conhecimento antes de ir para lá foi muito gratificante. Claro, conheci lugares lindos, tive ótimas experiências também. No entanto, acho que o principal que carrego dessa experiência foi saber mais sobre a África do sul, o país e a sociedade de lá.”

Por Beatriz Moura

Como é estudar em Seul, capital da Coreia do Sul? Aluna da Minerva responde

Recentemente, graças a fênomenos culturais como as bandas de K-pop e o laureado filme Parasita, a Coreia do Sul ganhou os holofotes. Os filmes e músicas transformaram o país e especialmente sua capital, Seul, em um destino cobiçado tanto para turistas quanto para estudantes. Mas como é estudar em Seul?

Feiras gratuitas Access MBA e Access Masters terão versões online em agosto

As feiras Access Masters e Access MBA, duas das maiores feiras de MBA e Mestrado do mundo, terão edições online em agosto. A entrada é gratuita, mas os participantes devem se inscrever previamente pela internet e as vagas são limitadas! Os links para inscrição e agendamento de horários podem ser encontrados abaixo.

Os eventos promoverão sessões online de 30 minutos de duração com representantes de admissão para mestrados ou MBA de diversas escolas dos EUA e Europa. Os participantes também poderão fazer uma revisão profissional especializada de seus CVs, marcar horários com consultores educacionais e concorrer a uma viagem ao campus de uma universidade de sua escolha, numa data a escolher.

Entre as escolas que estiveram presentes em edições anteriores do evento estão algumas das melhores do mmundo, tais como Yale School of Management, Hult, IESE, EU Business School, SDA Bocconi, Queens University, University of Tampa,
Washington University, TUM School of Management, ESMT-Berlin, Schulich, Fordham, Universidad Adolfo Ibanez, Ecole Polytechnique e outras.

Encontros individuais

As feiras Access de MBA e Mestrado têm como diferencial o fato de que, ao se registrar, os participantes têm suas informações analisadas e podem receber indicações de escolas que combinem com seu perfil. No dia do evento, poderão ter conversas individuais de até 20 minutos com diretores dessas escolas e de outras em que tiverem interesse.

Como os nomes indicam, a Access MBA é mais voltada para pessoas que estejam à procura de um MBA no exterior. A Access Masters, por sua vez, contempla primariamente pessoas interessadas em mestrados em áreas além dos negócios. Os dois encontros são oportunidades de conhecer representantes das escolas, receber dicas para a candidatura, informar-se sobre requisitos, preparar-se para as provas e concorrer a prêmios.

Anote na Agenda: Access MBA e Access Masters

Access MBA

Datas: 22 e 27 de agosto e 2 de setembro;
Inscrições: gratuitas, neste link.

Access Masters

Data: 9 e 20 de agosto e 3 de setembro;
Inscrições: gratuitas, neste link.

O que é o GMAT? Tudo sobre o exame padronizado para pós-graduação

O Graduate Management Admission Test (GMAT) é uma prova de admissão exigida pela maior parte das escolas de negócios nos Estados Unidos e na Europa. Mais de 1.500 programas de MBA em mais de 80 países utilizam as notas do GMAT como uma etapa de seus processos de seleção de alunos.

Conheça a Universidade de Toronto, referência para estudar no Canadá

Multicultural: esse é o principal adjetivo associado a Toronto, a maior e mais importante cidade do Canadá. Aberta a pessoas do mundo inteiro, não há quem não associe a capital da província de Ontário à possibilidade de conviver com diferentes culturas. E é nesse contexto que fica a Universidade de Toronto.

Uma das melhores universidades do Canadá (e do mundo), a instituição oferece também várias opções de auxílio financeiro para estudantes estrangeiros. A seguir, confira tudo sobre a Universidade de Toronto!

Universidade de Toronto em números

A Universidade de Toronto tem atualmente cerca de 91 mil alunos. Destes, são aproximadamente 72 mil na graduação e 19 mil na pós-graduação. Do total, são cerca de 21 mil estudantes internacionais: ou seja, cerca de 19% de seu corpo discente é formado por estudantes estrangeiros, vindos de 163 países – principalmente China, Índia, Estados Unidos e Coréia do Sul.

Nos rankings internacionais, a universidade também tem uma boa performance:

Em todos eles, a instituição recebe o posto de melhor universidade do Canadá.

Missão da Universidade de Toronto

Fundada em 1827, a Universidade de Toronto, um dos principais centros de pesquisa intensiva do mundo, já formou mais de 560 mil estudantes. De acordo com a própria página da instituição:

“a Universidade de Toronto se dedica a promover uma comunidade acadêmica na qual a aprendizagem e a erudição de todos os membros possam florescer, com proteção vigilante para os direitos humanos individuais e um comprometimento resoluto com os princípios da igualdade de oportunidades, equidade e justiça.”

Ainda segundo o site da escola, a UofT está determinada “a explorar as vantagens de seu tamanho” e a “valorizar a herança de faculdades e universidades federadas”, esforçando-se para tornar seus campi locais atraentes para a atividade acadêmica. Aliás, o investimento da UToronto para pesquisa está estimado em mais de um bilhão de dólares.

Leia também: Quais outros destinos além dos EUA atraem estudantes internacionais

Confira no vídeo abaixo a experiência do brasileiro Lucas Consenza estudando na instituição:

Localização

A Universidade de Toronto tem três campi: Downtown Toronto, em St.George; Mississauga, no oeste; e Scarborough, na região leste.

É importante que os estudantes de fora se atentem para a localização dos campi da UToronto antes de se candidatar a uma vaga na instituição. Para saber mais detalhes sobre cada um deles, acesse a página de campi.

Faculdades da UofT

Os cursos da Universidade de Toronto são distribuídos pelas seguintes faculdades:

Applied Science and Engeneering
Architecture, Landscape and Design
Arts and Science
Continuing Studies
Dentistry
Education
Information
Kinesiology and Physical Education
Law
Management
Medicine
Music
Nursing
Pharmacy
# Public Health
Social Work

Biblioteca da Universidade de Toronto. Crédito: Juliana Kagami

Custos dos cursos oferecidos pela UToronto

Graduação

O valor da anuidade dos cursos da Universidade de Toronto varia de acordo com o programa escolhido, e tem um custo diferente para quem vem de fora. Para 2020-2021, os valores da tuition variaram entre 39 mil e 61 mil dólares canadenses.

Os programas de bacharelado oferecidos na UofT são nas áreas de Ciências Aplicadas, Administração de Empresas, Comércio, Educação, Cinesiologia, Música, Ciência Médica, Enfermagem e Assistência Médica. Clique para saber mais sobre os cursos de graduação da Universidade de Toronto.

Pós-graduação

Já os programas de mestrado e doutorado da escola são mais variados, sendo que, no caso do doutorado, são cerca de 7 opções de áreas de estudo, que vão de Filosofia à Medicina.

Os cursos de mestrado, por sua vez, somam quase 50, com opções diversas – de Artes à Ciência da Computação, passando por Engenharia Aeroespacial. Isso sem falar na escola de negócios da Universidade de Toronto, uma opção interessante para quem deseja cursar o MBA.

Já os gastos com tuition para a pós-graduação, em 2017-2018, no caso de alunos internacionais, variaram entre 40 mil e 100 mil dólares.

Processo seletivo na Universidade de Toronto

Graduação

Como em qualquer universidade da província de Ontário, para se candidatar a algum curso da Universidade de Toronto é preciso acessar a plataforma OUAC 105 (Ontario Universities Application Centre), voltada para estudantes internacionais. Será preciso criar uma conta no site para poder se inscrever, na opção “apply now“.

No caso da graduação, os documentos que costumam ser exigidos de estudantes brasileiros são o certificado de conclusão no ensino médio; histórico acadêmico e certificado de proficiência em inglês. Vale lembrar também que a Universidade de Toronto aceita a nota do ENEM. Entretanto, é preciso ter tido um bom desempenho no teste, principalmente em Matemática.

Outro ponto de destaque sobre a application para graduação na UofT é que, para ingressar, não há uma etapa de entrevistas – presenciais ou online – com diretores de admissão, como costuma acontecer em universidades de fora.

Pós-graduação

Já a application para a pós-graduação tem requisitos que variam conforme o país de origem do candidato (além de documentos mais gerais como currículo, carta de recomendação e proficiência). Por exemplo, os candidatos brasileiros aos programas de mestrado precisam apresentar um diploma de bacharelado ou licenciatura que comprovem 4 a 5 anos de estudo e notas acima de 7 no histórico escolar, enquanto os interessados nos programas de doutorado devem ter título de mestre e notas acima de 8 no período do mestrado.

Leia também: Toronto ou Vancouver: Onde estudar no Canadá?

Ajuda financeira para estudar na Universidade de Toronto

Estudar na Universidade de Toronto não é barato: as anuidades variam conforme o curso, mas podem chegar a mais de 60 mil dólares canadenses por ano — sem contar as despesas de alimentação, acomodação e transporte. Na pós-graduação, o custo das anuidades pode ser de mais de 100 mil dólares canadenses para cursos na área da saúde, caindo para cerca de 40 mil em oturas áreas.

Felizmente, não faltam opções de bolsas de estudos para quem deseja estudar na UofT. O apoio financeiro é oferecido a todos os candidatos aprovados em algum curso da instituição, sendo apenas necessário se atentar para os critérios de seleção e prazos de cada faculdade. Em geral, a concessão de bolsas é feita a candidatos com excelente desempenho acadêmico.

A universidade mantém uma página dedicada às bolsas disponíveis, em que é possível acompanhar os prazos e filtrar as ofertas por nacionalidade e nível de estudo. Um dos programas de bolsas de estudo mais prestiados da instituição é o programa Lester B. Pearson. Ele é voltado para estudantes internacionais e cobre integralmente os custos de estdo na instituição. Saiba mais sobre ele neste link.

Leia também: Quanto custa estudar no Canadá?

Bolsa exclusiva para MBA

Uma boa opção para quem deseja fazer MBA na Rotman School of Management da Universidade de Toronto são as bolsas para full-time MBA, que podem ser de 50 mil dólares canadenses ou até mais, dependendo do desempenho do candidato durante a application. Clique aqui para saber o que a instituição considera um bom desempenho nessa etapa.

Quer saber mais sobre como estudar no Canadá? Confira o vídeo!

Ex-alunos famosos da Universidade de Toronto

  • Margaret Atwood, escritora, autora de obras como O Conto da Aia;
  • David Cronenberg, diretor cinematográfico responsável por filmes como Videodrome, Crash e Cosmopolis;
  • Naomi Klein, escritora, cinegrafista, jornalista e ativista social, autora de obras como A Doutrina de Choque;
  • Victor Garber, ator de filmes como Titanic, Legalmente Loira e Argo;
  • Michael Odaatje, poeta e autor de livros como O Paciente Inglês.

Resumindo

Quando a Universidade de Toronto foi fundada?

A isntituição foi fundada em 1827 e é até hoje um dos principais centros de pesquisa do Canadá.

Quantos alunos estudam na Universidade de Toronto?

A Universidade de Toronto tem atualmente cerca de 91 mil alunos. Destes, são aproximadamente 72 mil na graduação e 19 mil na pós-graduação. Do total, são cerca de 21 mil estudantes internacionais: ou seja, cerca de 19% de seu corpo discente é formado por estudantes estrangeiros.

Qual é a posição da Universidade de Toronto nos rankings internationais?

25º lugar no QS World University Rankings, 18º colocação no ranking global de universidades da Times Higher Education, 24º lugar no Academic Ranking of World Universities.

Quanto custa estudar na Universidade de Toronto?

As anuidades variam conforme o curso, mas podem chegar a mais de 60 mil dólares canadenses por ano — sem contar as despesas de alimentação, acomodação e transporte. Na pós-graduação, o custo das anuidades pode ser de mais de 100 mil dólares canadenses para cursos na área da saúde, caindo para cerca de 40 mil em oturas áreas.

A Universidade de Toronto tem bolsas para estudantes estrangeiros?

A universidade mantém uma página dedicada às bolsas disponíveis, em que é possível acompanhar os prazos e filtrar as ofertas por nacionalidade e nível de estudo. Um dos programas de bolsas de estudo mais prestiados da instituição é o programa Lester B. Pearson. Ele é voltado para estudantes internacionais e cobre integralmente os custos de estdo na instituição.

Quais pessoas famosas estudaram na Universidade de Toronto?

PB-4, IB2, NHS: como estudantes brasileiros podem usar o sistema de saúde de outros países

Na checklist necessária antes fazer intercâmbio, as preocupações com saúde são comuns. Afinal, como garantir a assistência em caso de doenças ou lesões estando longe de casa? Para alguns alunos, a solução encontrada é investir no seguro-saúde. Para outros, entretanto, é possível escolher um caminho alternativo: o sistema de saúde estrangeiro.

Primeiro, é preciso entender quais as exigências do país de destino. Para alguns, a determinação é que alunos estrangeiros cheguem com um seguro saúde garantido. Ou seja, um seguro que “cubra” despesas com consultas, exames e atendimento emergencial.

Em certos países, há uma determinação de cobertura mínima, estipulada previamente (por exemplo, equivalente a 10 mil dólares em despesas médicas). Já outros destinos apontam a necessidade do seguro, mas não ditam um valor específico.

Agora, no caso dos estudantes brasileiros, há acordos firmados que permitem o uso do sistema de saúde estrangeiro. Nesses casos, o estudante usa os recursos públicos disponíveis para os cidadãos locais.

PB-4: acesso ao sistema de saúde português

O PB-4 precisa ser solicitado por beneficiários do INSS junto ao Ministério da Saúde no Brasil, e serve para dar acesso ao sistema de saúde português. O documento determina que se possa recorrer à assistência no país a taxas acessíveis. Afinal, mesmo os cidadãos portugueses precisam desembolsar algum dinheiro nas idas ao médico. Em termos práticos, o PB-4 também serve para a solicitação do visto.

Para fazer a solicitação, é necessário submeter uma série de documentos a um núcleo estadual do Ministério. Entre eles, estão RG, CPF, passaporte válido e um comprovante de residência no Brasil. Chegando em Portugal, o estudante precisa se registrar em um centro de saúde, usando novamente seus documentos. Em terras portuguesas, entretanto, vale também solicitar um comprovante de residência emitido pela junta da freguesia em que o aluno mora.

Com isso, o estudante pode realizar exames, ter acesso a medicamentos (a preços menores ou de forma gratuita) e fazer consultas diversas.

IB2: acesso ao sistema de saúde italiano

Quem opta por embarcar para a Itália tem a opção de usar o IB2, recurso semelhante ao PB-4 português. Para fazer a solicitação, é necessário levar alguns documentos a um núcleo do Ministério da Saúde. A lista inclui RG, CPF, passaporte, comprovante de residência e de vínculo ao INSS.

Assim como em solo português, o documento emitido precisa ter validade no país. Por isso, os alunos devem fazer o Codice Fiscale (equivalente ao CPF dos brasileiros) e, então, recorrer à Azienda Sanitaria Locale para se registrar no sistema de saúde italiano.

A partir daí, é possível ter acesso a consultas médicas e obter receitas de remédios, além do atendimento emergencial (disponível para qualquer pessoa).

NHS: o sistema de saúde britânico

Outro sistema de saúde ao qual estudantes brasileiros têm acesso é o NHS (National Health Service), o mais antigo do mundo. Quem opta pelo visto Tier 4 e fica no país por mais de seis meses tem acesso aos recursos. No processo de visto para o Reino Unido, é possível fazer o registro inicial, em que se paga uma taxa equivalente ao uso de um ano. Em geral, o valor estipulado é de 200 libras ao ano.

Depois, já em solo britânico, o estudante faz um registro no General Practitioner Surgery, espécie de centro de saúde local do Reino Unido. Com essa inscrição, o paciente pode agendar consultas e também ter acesso à sua farmácia correspondente, onde são retirados remédios (gratuitos ou não).

Bolsa para mulheres em instituições dos EUA de até US$ 30 mil, da AAUW

A bolsa para mulheres nos EUA criada pela American Association of University Women (AAUW) está com inscrições abertas até o dia 15 de novembro. A instituição é líder, nos Estados Unidos, na promoção de igualdade e educação para meninas e mulheres. Todos os anos, são concedidas cinco bolsas para estudantes de mestrado, doutorado e pós-doutorado.  

Como funciona a bolsa para mulheres nos EUA da AAUW

As bolsas são oferecidas para mulheres não-estadunidenses que desejem cursar uma pós-graduação (mestrado, programa de aperfeiçoamento profissional, doutorado ou pós-doutorado) em tempo integral em instituições dos Estados Unidos. A elas, a associação oferece apoio financeiro de US$ 18 mil (para mestrado ou programa de aperfeiçoamento profissional), US$ 20 mil (para doutorado) ou US$ 30 mil (pós-doutorado).

Segundo o site oficial da AAUW, a preferência é dada às candidatas que trabalhem em prol da igualdade de gênero, seja em sua carreira profissional, seja em atividades comunitárias. As estudantes devem ter desempenho acadêmico exemplar e perfil de liderança em sua área de atuação, como negócios, academia e indústria.

Entre os pré-requisitos da bolsa para mulheres, estão não possuir nacionalidade americana, ter um diploma de graduação e já ter iniciado a sua candidatura à instituição desejada. Também é necessário comprovar proficiência em inglês, por testes como TOEFL (com nota mínima de 79, no TOEFL iBT ou 550 no paper-based test), e pretender retornar ao país de origem após a conclusão dos estudos.

Como se candidatar

As inscrições são feitas por meio do site da bolsa. De início, as candidatas devem realizar um quiz para aferir se cumprem os pré-requisitos. Em seguida, cada aluna interessada deve preencher um formulário e encaminhar documentos, como cartas de recomendação (três, ao todo), diploma de graduação, currículo em inglês e carta de aceite da universidade nos Estados Unidos.

As inscrições devem ser feitas até 15 de novembro. Os resultados serão anunciados no dia 15 de abril de 2021, depois da análise de documentos anexados e das applications. Uma vez selecionadas, as estudantes recebem a bolsa para mulheres nos EUA da AAUW. O período da bolsa é de 1 de julho de 2020 a 30 de junho de 2021.

A bolsa existe desde 1917. Desde então, mais de 3400 mulheres de 140 países foram contempladas. Confira mais informações sobre no site oficial da instituição.

Bolsas para mestrado na Suíça em uma das melhores universidades do país

A Escola Politécnica Federal de Lausanne (EPFL) está recebendo inscrições para bolsas de mestrado na Suíça por meio do programa EPFL Excellence Scholarships. A universidade é uma das melhores do mundo e da Suíça, de acordo com os rankings da QS e da Times Higher Education. As inscrições vão até 15 de dezembro.

Os bolsistas receberão um valor de 8 mil francos suíços por semestre, por até quatro semestres. Esse valor pode ser usado pelo estudante para cobrir as despesas referentes ao tuition da universidade e ao seu custo de vida na Suíça, mas a universidade nota que, por si só, ele não é suficiente para cobrir todas essas despesas. Os alunos selecionados também terão preferência para obter uma vaga nas acomodações da universidade.

Além disso, os estudantes admitidos na EPFL também podem fazer um curso intensivo de francês, com três semanas de duração. Embora os mestrados na universidade sejam ministrados em inglês, a instituição considera que aprender francês “fará sua vida em Lausanne bem mais fácil”.

Como concorrer às bolsas de mestrado na Suíça

Todos os 25 programas de mestrado oferecidos pela EPFL são elegíveis para as bolsas. A candidatura às bolsas é feita no mesmo momento da candidatura aos programas: é necessário indicar, durante o procedimento, que você gostaria que o seu application fosse considerado para as EPFL Excellence Scholarships.

Para se candidatar aos programas de mestrado, é necessário ter os seguintes documentos:

Mais informações sobre o processo de candidatura podem ser vistas neste link. As inscrições devem ser feitas até 15 de dezembro, e os resultados das admissões e bolsas serão comunicados, de acordo com a universidade, até o começo de junho.

Stanford University: conheça a universidade mãe do Google e da Nike

Leland Stanford Junior University, mais conhecida por Stanford University, é considerada uma das cinco universidades estadunidenses de maior prestígio do mundo. Fundada em 1891 pelo ex-governador e senador da Califórnia, Leland Stanford, e por sua esposa, Jane Lathrop Stanford, a Universidade Stanford recebeu esse nome em homenagem ao filho do casal, que havia morrido anos antes.

Faça o curso preparatório para o TOEFL online e gratuito do Estudar Fora

O TOEFL é uma daquelas provas que avalia, além do seu nível de inglês, também o quanto você está familiarizado com o formato do exame. É por isso que o Preparatório TOEFL do Estudar Fora foca justamente na estrutura da prova e em estratégias para responder cada uma das seções.

Este preparatório gratuito é composto de 5 vídeos e 1 ebook gratuito – em que você pode ver questões comentadas e acessar links para simulados.

Nas videoaulas, os especialistas Sean e Adam, fundadores da startup EduSynch de preparação adaptativa para o exame, dão todas as dicas e estratégias para cada uma das seções do exame. Além disso, a engenheira Raquel Nunes, bolsista da Fundação Estudar, compartilha sua experiência de preparação e conta como conseguiu uma pontuação superior a 100 pontos, de um total de 120.

Sobre o TOEFL

O TOEFL – um dos principais exames de proficiência em inglês – é exigido pela maioria das universidades norte-americanas e também por mais de 9.000 instituições de ensino superior em mais de 130 países. E não só quem quer estudar fora se beneficia de realizar o exame: uma boa nota pode ser vista como um bônus no seu currículo, abrir portas no mercado de trabalho e dar segurança para conversar, escrever e até mesmo trabalhar em inglês.

Quer começar a aprender? Confira os vídeos do preparatório TOEFL e baixe aqui o seu e-book! 

Cursos preparatório do TOEFL do Estudar Fora

Preparatório TOEFL – Aula 1: O que esperar do Exame

A primeira aula do nosso curso preparatório para o TOEFL fala de maneira geral sobre o exame, sua estrutura e seus objetivos. Ela também apresenta o Adam e o Sean, da Edusynch, que participarão das aulas seguintes do curso. Os dois falam brevemente sobre como a prova é elaborada.

Preparatório TOEFL – Aula 2: Seção Reading

Nesta aula, falamos da seção Reading – que avalia a habilidade de leitura. Esta seção traz textos acadêmicos e questões que pedem respostas factuais (quem, o quê, quando), respostas implícitas (por que) e preenchimento de lacunas. No total, são 10 modelos de questões, com os quais é possível se familiarizar antes do exame.

Preparatório TOEFL – Aula 3: Seção Listening

A seção Listening avalia o entendimento do inglês falado. Nesta seção, o estudante vai escutar entre 4 e 6 áudios de aulas sobre disciplinas acadêmicas, e deverá responder 6 perguntas sobre cada um deles. Então, ouvirá mais dois ou três áudios de conversação, e responderá a 5 perguntas sobre cada.

Uma primeira dica para esta parte da prova é se familiarizar com o inglês americano, que é o mais comumente usado nos exames da ETS (incluindo o TOEFL). Além disso, a forma como você organiza informações nas suas anotações é muito importante.

Preparatório TOEFL – Aula 4: Seção Speaking

No TOEFL, a avaliação da sua habilidade de falar inglês é feita através de gravação de áudio. No mesmo computador em que realizará a prova, o estudante vai escutar um trecho de áudio e ler um texto e deve responder à pergunta no microfone dentro do tempo estipulado.

É a seção mais curta do exame, com duração de apenas 20 minutos. Mas não há segunda chance: só será possível ouvir o áudio uma vez e gravar sua resposta uma vez. Por isso, estar preparado é fundamental!

São essencialmente dois tipos de questões no Speaking: Integrated e Independent. No vídeo, os especialistas Sean e Adam, da startup Edusynch, e a bolsista da Fundação Estudar Raquel Nunes explicam como tornar esta seção um dos seus pontos fortes do exame.

Preparatório TOEFL – Aula 5: Seção Writing

Na seção do Writing, o estudante terá 50 minutos para escrever duas pequenas redações. A primeira deve comparar uma passagem de áudio com um pequeno trecho de leitura; já na segunda, o estudante deve discorrer sobre um determinado tópico – que pode incluir dar sua opinião ou comparar duas possibilidades.

Além do vídeo, que oferece várias dicas de estruturas e organização da sua resposta, no e-book gratuito que acompanha o Preparatório TOEFL há modelos de respostas bem avaliadas.

Aula Extra – Anotações

A habilidade de fazer boas anotações é uma das mais importantes para você ser bem-sucedido no TOEFL. Ela é crucial para a parte de Listening e também para as questões do tipo Integrated (no Speaking e no Writing) porque, para responder a essas questões de maneira completa, você precisará se lembrar uma grande quantidade de informações.

O tempo, porém, é muito curto e você não terá uma segunda chance. Por isso, as anotações devem ser simples e objetivas. “Seja objetivo e coloque no papel a primeira resposta que vier à sua cabeça (ou talvez a segunda), mas não divague, pois você não tem tempo a perder”, explica a especialista Ana Virgínia Kesselring.

Nesta hora, estratégias de organização e síntese podem fazer toda a diferença. Por isso, este vídeo-bônus explica justamente como tomar notas de maneira eficiente e organizadas. Deve ficar claro quais são as informações principais e secundárias, como elas se conectam e quais são os exemplos dados por cada um dos personagens do áudio.

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Bolsas integrais para treinamento de jornalismo investigativo nos EUA

A organização TRACE International, por meio de sua fundação, está recebendo inscrições para o programa TRACE Investigative Reporting Fellowship. Trata-se de um programa de  bolsas integrais para jornalistas em um treinamento sobre jornalismo investigativo, nos Estados Unidos, com seis meses de duração. As inscrições vão até 16 de setembro!

O programa tem seis meses de duração ao todo. Ele começa com seminários de orientação e treinamento na Missouri School of Journalism, sobre temas como ética, escrita, edição, reportagem multimídia e jornalismo de dados. Na sequência, aloca os participantes em redações de grandes veículos de mídia dos EUA por cinco meses. Para encerrar, há um encontro entre todos os participantes em Washington para compartilhar experiências.

As bolsas cobrem totalmente os custos desse programa e os custos de viagem dos participantes (tanto de seus países de origem até os EUA como dentro do país). Além disso, elas também contemplam seguro de saúde e um valor mensal para “despesas de vida básicas”. Mesmo assim, a organização ainda recomenda que os participantes levem um pouco de dinheiro adicional.

Quem pode se inscrever?

Jornalistas em início de carreira de qualquer país em desenvolvimento (categoria na qual o Brasil se inclui) são elegíveis para as bolsas. Idealmente, o candidato deve ter entre 25 e 35 anos de idade e pelo menos três anos de experiência profissional como jornalista em veículos impressos, online, rádio ou TV.

Além disso, jornalistas que estiverem empregados regularmente em uma redação devem elaborar um plano de compartilhamento de conhecimento. Mais especificamente, ao longo do programa, deverão criar um plano de treinamento que implementarão em suas respectivas redações, no final de seus estudos, para compartilhar com seus colegas o que aprenderam.

Como concorrer às bolsas integrais para jornalistas

Para se inscrever às bolsas, é necessário providenciar os seguintes documentos:

  • Formulário de candidatura preenchido totalmente;
  • CV em inglês de no máximo duas páginas;
  • Dois essays em inglês com 400 a 800 palavras:
    • Um Professional Statement, descrevendo sua experiência, planos e objetivos de carreira, e explicando como pretende compartilhar com seus colegas o conhecimento adquirido ao longo do programa, e
    • Um Individual Fellowship Goals, um texto listando as metas específicas que você gostaria de atingir caso fosse selecionado para a oportunidade;
  • Duas cartas de recomendação (permite-se uma carta adicional além das duas obrigatórias);
  • Links para pelo menos quatro trabalhos seus, com traduções para inglês. Editores podem enviar trabalhos editados por eles, comentando qual foi seu papel na edição. No caso de reportagens em vídeo, a tradução pode ser feita em texto mesmo;
  • Uma foto 3×4 tirada nos últimos seis meses;
  • Cópia do passaporte;
  • Cópia de algum documento que comprove que o candidato trabalha como jornalista.

Os documentos devem ser enviados por e-mail para o endereço david@presspartners.org, e o assunto da mensagem deve ser TRACE Fellowship Application AFPP. As inscrições devem ser enviadas até 16 de setembro!

 

Como é fazer mestrado no MIT, no Global Media Technologies & Cultures Lab

Educação, comunicação e tecnologia são três áreas que, desde os anos 90, vêm formando uma grande intersecção de conhecimento. Também são três áreas que costumam ser do interesse dos leitores do Estudar Fora. E o Massachusetts Institute of Technology (o popular MIT) tem um laboratório dedicado justamente a estudar de maneira interdisciplinar esses três temas: é o Global Media Technologies and Cultures Lab.

Se você tem interesse em qualquer uma das áreas citadas acima, esse laboratório é um instituto de pesquisa importante para ter no radar. Por isso, conversamos com Iago Bojczuk, um brasileiro que recentemente concluiu seu mestrado por lá, para saber como é estudar num ambiente alinhado a temas tão importantes para o mundo atual. Confira:

 

MIT além das exatas

Iago conta que o primeiro passo para chegar até o mestrado no MIT foi entender que o instituto não é só uma escola para quem quer trabalhar nas áreas de ciências exatas ou engenharias. Ele também pode ser um destino interessante para pesquisadores das humanas que estejam abertos a adotar uma visão transdisciplinar sobre seus saberes.

O seu interesse pela escola também foi estimulado pela sua fama de excelência. Mas ao mesmo tempo, Iago queria estudar algo que ele poderia, mais tarde, contrastar com a realidade brasileira. “Sempre tive a curiosidade de entender (…) como as coisas que a gente experimentava por lá voltariam para o Brasil e seriam desafiadas pela forma como nós, brasileiros, pensamos sobre mídia”.

As pessoas que Iago encontrou no MIT também ajudaram a quebrar o estereótipo de estudante da universidade ele antes imaginava. Mais do que uma paixão por temas específicos, ele considera que era a curiosidade a característica comum a quase todos os alunos do instituto com quem ele teve mais contato.

Durante o mestrado, Iago pode viajar para Dar es Salaam, na Tanzânia. Durante a experiência, colaborou com o instituto de tecnologia de lá para criar um curso de design e tecnologias da informação e comunicação. A viagem ajudou o estudante a entender como essas tecnologias são usadas de maneira diferente em várias partes do mundo, e de como a experiência do Vale do Silício é insuficiente para atingir esses tipos de uso.

Processo de seleção

O estudante brasileiro conta que foi essencial se organizar bem para conseguir fazer a sua candidatura da melhor maneira possível. Segundo ele, mesmo seis meses antes do prazo final ele já estava pesquisando sobre os requisitos, sobre as provas necessárias para entrar na instituição, e estabelecendo contato com os professores de lá.

Uma das principais dificuldades foi justamente a motivação: por ser um processo longo e exigente, há momentos em que a vontade de desistir acaba pesando. Mas ele considera, no fim, que mesmo que não tivesse sido aceito na universidade, participar do processo de seleção teria valido a pena por causa das habilidades de organização e da perseverança que ele desenvolveu.

 

 

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