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29.07.15

Nathalya Leite: do Colégio Militar de Brasília à Universidade Yale

Nathalya Leite: do Colégio Militar de Brasília à Universidade Yale

Estudante conta sua trajetória até umas das melhores universidades do mundo: "Estaria mentido se dissesse que não é difícil, mas é menos complicado do que parece"

Oi pessoal! Meu nome é Nathalya, sou de Curitiba, mas moro em Brasília desde os meus 9 anos. No fim de agosto, me mudarei para New Haven, no estado de Connecticut, para estudar na Universidade Yale. Lá, eu só preciso dizer em qual curso desejo me formar depois de dois anos já estudando (uma das grandes vantagens de estudar fora!), mas estou no caminho da Engenharia Biomédica.

Estaria mentindo se eu dissesse que aplicar para as melhores faculdades do mundo não é difícil. Porém, é menos complicado do que parece. De pouquinho em pouquinho, com foco e animação a gente chega lá

Entrei no Colégio Militar de Brasília (CMB) com 11 anos de idade, e sempre fui influenciada a seguir uma carreira militar, seja na AFA (Academia da Força Aérea), no IME (Instituto Militar de Engenharia) ou ITA (Instituto Tecnológico de Aeronáutica). Sempre me dediquei muito para ter notas excelentes no colégio, desde o ensino fundamental. Envolvi-me com quase todas as atividades extracurriculares que o CMB oferecia: banda, coral, corpo de baile, teatro, equipes de esporte… Mas foi no ensino médio, quando consegui uma bolsa do CNPq (Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico) para fazer Iniciação Científica em Engenharia Mecânica na Universidade de Brasília, que descobri que o que eu mais gostava era estar em laboratórios.

Eu estava decidida que queria trabalhar com pesquisa em engenharia. Porém, no Brasil, essa área não é muito incentivada, principalmente para quem está na graduação. Foi quando decidi tentar entrar em alguma universidade americana, onde eu certamente teria muitas oportunidades. Então, começou a missão application.

Eu estava mais ou menos no final do meu segundo ano do ensino médio. Muitas pessoas consideram tarde começar a se preparar nessa epóca, mas eu já tinha meio caminho andado: tinha excelentes notas no colégio, já participava de atividades extracurriculares que eu amava e já era bem familiar com todo o processo, pois conversava com amigos que tinham sido aprovados em universidades americanas. Comecei a correr atrás do inglês, porque o meu era péssimo! Também procurei organizações que pudessem me ajudar de alguma forma. O meu primeiro ponto de apoio foi o BSCUE (Brazilian Student Council on Undergraduate Education, um excelente grupo no facebook de auxílio a quem quer aplicar) e a Fundação Estudar, por meio do Prep Scholars.

Em Junho de 2014, fui selecionada para participar do programa Yale Young Global Scholars, em Yale. Durante as duas semanas de programa, me apaixonei pela universidade como um todo e decidi que faria o possível e o impossível para estudar lá. Apliquei somente para Yale no processo de EarlyAction. Normalmente, o pessoal envia o application em janeiro e recebe o resultado em março; no EarlyAction, enviei em novembro e recebi o resultado em dezembro. Depois de muito, muito stress, correria e choro, recebi a notícia que fez todo o sofrimento valer a pena.

Eu estaria mentindo se eu dissesse que aplicar para as melhores faculdades do mundo não é difícil. Porém, é menos complicado do que parece. De pouquinho em pouquinho, com foco e animação a gente chega lá. O que me motivava muito quando eu estava cansada de estudar para o TOEFL e SAT (as provas que todos precisam fazer) era ver como a vida na universidade é, tudo o que eu teria acesso lá e pensar em todas as experiências que poderia viver.  Espero animar um pouco vocês que estão ou estarão em breve passando por essa fase tão complexa!

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11084192_845397282192303_1988429296520213987_oNathalya Leite é aluna de graduação na Universidade Yale, nos Estados Unidos. Vinda de família militar, estudou  no Colégio Militar de Brasília e decidiu estudar Engenharia Biomédica nos Estados Unidos. Durante o ensino médio, descobriu sua paixão pela engenharia após fazer um projeto de Iniciação Científica em  Engenharia Mecânica na Universidade de Brasília (UnB), e por ajudar ao próximo em seus projetos voluntários relacionados a pessoas com deficiência. Pretende estudar biomedicina para desenvolver próteses para deficientes físicos.

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