Intercâmbio

O que é, que tipos existem, quais os destinos e como se preparar.

por Nathalia Bustamante
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O termo Intercâmbio é amplo e acaba abrangendo uma variedade de experiências internacionais bastante diferentes entre si. A expressão começou a ser usada porque os primeiros programas do tipo envolviam “enviar e receber alguém” – ou seja, a escola/universidade que enviava um aluno para outro país também se comprometia a receber um estudante estrangeiro em suas classes – assim, havia uma troca mútua de experiências.

Mas, hoje em dia, há diversos programas que não exigem essa troca – como intercâmbio de idiomas no exterior ou intercâmbio de férias. E abaixo vamos explicar tudo sobre as diferentes modalidades e como se preparar para elas.

O que é intercâmbio?

No Brasil, é chamado de “intercâmbio” qualquer experiência no exterior que tenha foco em desenvolvimento de conhecimentos ou habilidades. Não são incluídas aí viagens a negócios ou lazer.

Assim, entram no pacote intercâmbios de idiomas, intercâmbios acadêmicos (em que os estudantes vão fazer um período da universidade no exterior), intercâmbios de pesquisa (em que vão conduzir alguma pesquisa, de campo ou teórica, fora), intercâmbios de voluntariado ou cursos de curta duração.

Como fazer intercâmbio

A preparação para um intercâmbio envolve uma série de decisões. Qual o melhor programa? Qual o melhor país? Qual visto devo solicitar e onde vou morar quando chegar?

Por isso mesmo, o primeiro passo para planejar um intercâmbio é descobrir quais programas e destinos irão atender às expectativas e objetivos do estudante – chamado intercambista. Em seguida, é necessário entender quais são os requisitos e a documentação necessária para o programa escolhido – por exemplo, talvez seja necessário comprovar proficiência no idioma do país de origem, talvez seja necessário enviar histórico acadêmico.

Por fim, ainda é preciso definir onde morar e entender como será a vida por lá – por exemplo, que meio de transporte será usado, que tipo de roupas levar na mala e quanto será gasto no supermercado.

Passar por estas etapas com tranquilidade e munido de informações é fundamental para que o tão sonhado intercâmbio não traga frustrações ou mesmo acabe antes de começar: já pensou ser barrado na imigração porque o visto de estágio não é o correto?

Como funciona o intercâmbio

Os requisitos e a preparação necessária variam de acordo com o tipo de intercâmbio – e, é claro, a experiência também.

De uma forma geral, o estudante intercambista fica entre um mês e um ano no país de destino, com um visto que pode ser de turista ou visto de estudante, de acordo com a legislação local. São poucos os países que permitem trabalhar durante o período do intercâmbio (falamos mais sobre isso abaixo), por isso é importante ter uma reserva financeira.

Mas com tantas opções de programas, vale a pena gastar um tempo da preparação avaliando as alternativas disponíveis.

“A primeira decisão é saber o que quer”, sugere Thaïs Burnmeister, consultora de educação internacional. Se o objetivo do intercâmbio ainda não estiver claro, cabe começar por fazer uma auto avaliação sincera:

“Tudo depende da disponibilidade do aluno. O que ele está buscando? Qual é sua situação financeira? Qual o seu nível de inglês? E seu desempenho acadêmico?”.

Para Thaïs, essas são as primeiras e mais importantes questões a se fazer.

A partir destas decisões, munir-se de informação é o segundo passo. Assim, é preciso pesquisar e entender:

  1. Quais são os tipos de programa e
  2. Quais destinos se encaixam melhor às suas expectativas.

Por que fazer intercâmbio

Flexibilidade, adaptabilidade a diferentes modos de pensamento e, naturalmente, domínio de línguas estrangeiras são habilidades muito valorizadas no mercado de trabalho. Recrutadores são unânimes em dizer que estudar fora é um diferencial no currículo – especialmente para cargos em organizações internacionais, empresas multinacionais ou consultorias.

Porém, o significado do intercâmbio e o impacto que ele terá na trajetória pessoal e profissional do estudante depende das oportunidades que ele aproveita durante a experiência. “Não é só fazer as malas e ir. É preciso aproveitar a oportunidade para desenvolver características e habilidades que a sua carreira dos sonhos vai exigir”, explica Ricardo Ribas, gerente executivo da empresa de recrutamento Page Personell.

Tipos de Intercâmbio

Para explicar os tipos de intercâmbio disponíveis, vamos dividi-los em três categorias principais: os intercâmbios em que o foco principal é estudar no exterior; os intercâmbios em que o estudante se divide entre um período de estudos e um período de trabalho; e os intercâmbios em que o foco principal é trabalhar no exterior, ganhando experiência profissional.

Intercâmbio de Estudo

» Intercâmbio de idiomas, ou de estudo de línguas

O principal motivo que leva os brasileiros a fazer um intercâmbio é o estudo de uma língua estrangeira, segundo levantamento da Belta (Associação Brasileira de Intercâmbio).

Porém, muitos alunos decidem fazer um intercâmbio sem ter conhecimento algum do idioma. Embora o objetivo da viagem seja justamente entrar em contato com a nova língua, é importante que o estudante faça uma preparação antes de partir – de preferência, estudando por um semestre a língua. Isso facilitará sua adaptação no país e também possibilita que conquiste fluência mais rápido. “Se a pessoa tiver um período menor para ficar fora, não existe milagre, mesmo com a imersão total e o contato com o idioma 24 horas por dia”, esclarece Luiza Vianna, gerente de produto da CI Intercâmbio.

Union JackIntercâmbio de Inglês

Países onde a língua oficial é o inglês costumam ser muito procurados por intercambistas. Para se ter uma ideia, os oito destinos mais procurados por brasileiros para estudar no exterior têm o inglês como língua oficial.

Escolas de idiomas são a opção mais comum e acessível a estudantes de perfis variados. Como há uma variedade enorme de escolas, também há inúmeras possibilidades de ensino, com foco em conversação, gramática ou mesmo para quem já tem o idioma avançado. Com tantas opções, o jeito é caprichar na pesquisa. “É importante conhecer a escola para onde o aluno vai, a segurança que a escola passa, qual é o histórico dela”, aconselha Andrea Arakaki, da Education First.

Outra opção são os cursos de idiomas oferecidos pelas próprias universidades. Harvard, por exemplo, possui programas de 4 a 6 meses que dão enfoque na conversação. As discussões em sala costumam se pautar por assuntos da atualidade, reportagens de jornal e temas acadêmicos. Em geral, porém, os programas são um pouco mais caros.

Aqui, o fator tempo é importante: Quem adere a um pacote mais curto, que pode ser de duas semanas ou um mês, pode aproveitar a imersão a seu favor, e fazer uma carga horária superior. Além disso, vale aproveitar para conversar com a host family e se familiarizar com sotaques.

Já quem opta por um intercâmbio de maior duração tem um tempinho a mais para se dedicar a outras atividades. Com um ano de experiência no exterior, sempre em contato com falantes do idioma, é possível fazer cursos extras ou mesmo trabalhar fora.

 Intercâmbio de Espanhol

Os interessados em aprender ou aperfeiçoar a língua espanhola contam com um leque de opções de destinos. Nossos vizinhos latino-americanos, por exemplo, entram na lista de possibilidades. Por outro lado, há quem deseje embarcar para a Europa e ter contato com o idioma “direto da fonte”.

Por um lado, países latino-americanos tendem a ter preços mais em conta, em comparação com terras espanholas. Não só pelo custo de vida em isolado, mas pela moeda corrente em cada localidade. Por isso, antes de determinar aonde desembarcar para um intercâmbio, é importante investir no planejamento financeiro.

Na Espanha, destacam-se as escolas oficiais de idiomas, que oferecem cursos de idioma subsidiados pelo governo. Já as escolas de idiomas tradicionais, que são privadas, também estão disponíveis no país. Para filtrar as instituições reconhecidas no país, um bom ponto de partida é a plataforma do Instituto Cervantes.

Em países vizinhos como Argentina e Chile, diversas universidades oferecem curso de língua espanhola para estrangeiros no próprio campus. Na Universidade de Buenos Aires (UBA) há inclusive um curso de espanhol voltado para brasileiros. Quem estiver matriculado nos cursos de espanhol em nível intermediário ou avançado também pode assistir a aulas específicas, como de cinema, discurso acadêmico e história da América Latina. As aulas têm duração de dois ou quatro meses.

bandeira frança
Intercâmbio de Francês

Quem deseja estudar a língua de Edith Piaf também tem opções em dois continentes: a França, naturalmente, é o mais procurado, mas Bélgica, Suíça e Canadá também aparecem como excelentes opções.

Para ajudar quem quer estudar francês na França, berço do idioma, o Campus France desenvolveu uma ferramenta online para “filtrar” os cursos mais interessantes de acordo com o perfil de cada candidato.

O catálogo de cursos, que está disponível no site da instituição, elenca cerca de 300 opções em diferentes regiões da França. O foco da ferramenta são os de curta duração e que se estendam por no mínimo uma semana. Para os que esperam complementar o aprendizado do idioma com uma atividade extra, é possível buscar por categorias, como “moda” e “gastronomia”. Há, por exemplo, cursos voltados para escrita na Sorbonne, em Paris, assim como programas que mesclam aulas de francês e de culinária em Montpellier.

Já quem opta pelo Canadá consegue até fazer um intercâmbio “dois em um”. É uma das vantagens de terras canadenses, com dois idiomas oficiais.

O primeiro passo, antes de fazer as malas, é definir qual será o foco do período no exterior. Afinal, além de escolher uma boa escola, é necessário optar por uma província francófona ou anglófona. Um bom ponto de partida é acessar portais oficiais, como o Language Canada. Na plataforma, estão listados mais de 210 cursos creditados de ambos os idiomas.

bandeira alemanha
Intercâmbio de Alemão

Embora seja um idioma menos buscado por brasileiros, há diversas oportunidades para se aprender alemão em um intercâmbio.

Uma das opções é estudar em universidades da Alemanha – muitas universidades alemãs oferecem cursos para iniciantes, por um valor mais barato que escolas de idiomas tradicionais. Em uma das mais renomadas universidades alemãs, a Ludwig-Maximilians em Munique (LMU), por exemplo, há um centro de idiomas com vagas limitadas para alunos externos. A oportunidade também é boa para quem tem interesse em estudar futuramente na universidade já ir conhecendo a estrutura e fazendo contatos.

Outra opção são as Volkshochschulen – escolas subsidiadas pelo governo alemão em que são oferecidas, além de cursos de idiomas, também cursos livres como de culinária e yoga. A opção é muito boa para quem viaja com orçamento baixo. O problema é que a fila de espera para os cursos de alemão costuma ser grande (em média seis meses).

Por fim, escolas como o Instituto Goethe estão presentes em vários países, inclusive no Brasil. Na Europa, é possível estudar em 13 cidades alemãs e em Viena, na Áustria. O diferencial de estudar nestes países é poder fazer excursões e atividades culturais organizadas pela escola, além de viver o dia a dia do país enquanto se aprende.

» High School, ou Intercâmbio de Ensino Médio

Cursar parte do ensino médio fora do Brasil é uma alternativa para ainda bem jovem aprimorar a fluência e entrar em contato com uma cultura totalmente diferente. Nesse tipo de intercâmbio, os Estados Unidos são o destino mais conhecido, mas há outras ótimas opções, como o Canadá ou a Nova Zelândia.

Para fazer intercâmbio de high school no exterior, o aluno deve ter pelo menos nível intermediário de inglês (ou do idioma do país escolhido). O mais comum é optar por cursar o 2º ano do ensino médio por lá, mas nada impede que o aluno viaje já no 1º ano ou somente no 3º.

É possível permanecer por um semestre ou por um ano. Neste caso, recomenda-se que o aluno comece os estudos em setembro, que é o início do ano letivo nos países do hemisfério norte.

Muitos têm receio de que o intercâmbio possa atrasar a formação no Brasil, mas isso não costuma ocorrer já que é possível validar as disciplinas cursadas lá.

O intercâmbio de ensino médio pode ser feito em escolas públicas ou particulares. Ambas são pagas pelo intercambista, mas as públicas em geral saem por um preço menor. As aulas vão de 8h às 16h e há muita oportunidade para disciplinas complementares, como programação, ou se envolver em atividades extracurriculares, como teatro. Em geral, os estudantes que vão fazer intercâmbio de Ensino Médio ficam hospedados em casas de família, em contato com a cultura local.

» Como funciona o intercâmbio acadêmico

O intercâmbio acadêmico é uma excelente alternativa para quem já está cursando universidade aqui no Brasil. O primeiro passo para ele é buscar se informar na própria universidade sobre convênios e parcerias firmados com instituições no exterior. “Convênios são boas opções para aproveitar os créditos e diminuir o tempo de curso”, sugere Thaïs Burnmeister, consultora de educação internacional.

Caso não existam convênios, ou o estudante não tiver sido aprovado para as vagas disponíveis, também é possível “tentar por fora” – por meio de agências de intercâmbio ou entrando em contato diretamente com as universidades para onde deseja ir. Nos sites das instituições é possível conferir as opções de programas para alunos estrangeiros (“exchange students/foreign students”) e as instruções para se inscrever.

Para este tipo de intercâmbio, é importante ter um bom desempenho acadêmico. Quanto melhor o histórico escolar, maiores as chances de o candidato ser aceito pela universidade que almeja e maior o leque de opções que terá, independentemente de estar se candidatando pela universidade ou “por fora”. Também é comum que universidades brasileiras oferecem bolsas ou auxílio de custo para seus estudantes – mas o processo seletivo para elas é disputado.

Alternativas que não dependem de investimentos tão altos são cursos de curta duração, como Summer School, que duram de um a três meses. Geralmente voltados ao desenvolvimento de uma habilidade específica, são uma boa opção para quem ainda precisa adquirir fluência.

» Outras experiências de estudo: Graduação no Exterior

Não são muitos os estudantes brasileiros que sabem que é possível fazer uma graduação no exterior. E mesmo entre os que sabem que esta possibilidade existe, não são muitos os que entendem o processo de candidatura – bem diferente do nosso vestibular ou ENEM.

Qualquer estudante do 3º ano do ensino médio brasileiro pode se candidatar. Também é possível se candidatar após um ano de formado, desde que você consiga justificar que fez coisas interessantes nesse período. As universidades chamam esse um ano de ‘folga’ dos estudos de gap year.

A possibilidade de ingressar em universidades de excelência fora cai consideravelmente se você tiver mais de um ano de formado. Caso você já esteja na graduação aqui no Brasil e queira estudar fora, deverá pedir transferência.

A forma de acesso à graduação no exterior, em geral, é diferente do processo brasileiro. Nos Estados Unidos e no Reino Unido, é preciso enviar uma candidatura, chamada de application, em que serão enviados documentos como histórico acadêmicos e cartas de motivação, e realizar testes padronizados chamados SAT e ACT. Para estudar na França, é preciso enviar um conjunto de documentos chamado de dossiê de candidatura. Em ambos os casos, é necessário enviar o resultado de um exame que comprove proficiência no idioma.

Confira nos vídeos abaixo o passo a passo para se candidatar a universidades em diversos países:

» Pós-Graduação no Exterior

Se você já terminou a graduação e pretende expandir ainda mais seus horizontes, é possível fazer pós-graduação no exterior. Com um diploma debaixo do braço, é possível encontrar universidades no mundo todo em que você pode levar seus conhecimentos ao próximo estágio.

Na hora de optar por uma pós-graduação no exterior, o primeiro passo é entender o que cada programa oferece. Por aqui, quando se fala em mestrado, pensa-se automaticamente em cursos mais teóricos, voltados a quem pretende seguir carreira acadêmica. Mas no exterior, há uma diferença significativa entre mestrados acadêmicos e profissionais. Nesta matéria a gente explica mais sobre os principais tipos de pós-graduação oferecidos.

Estudar e Trabalhar no Exterior

Programas de intercâmbio de trabalho no exterior têm feito sucesso entre os brasileiros. Em muitos casos é possível, além de recuperar o dinheiro investido, ainda garantir recursos para viajar e se manter durante a estada no país. Em outros casos, o trabalho pode não ser remunerado mas gerar uma experiência profissional relevante.

Muitos brasileiros estão preferindo países que permitem que estudantes estrangeiros trabalhem – os chamados programas de Work & Study. É o caso de Canadá, Irlanda, Austrália e Nova Zelândia, em que é possível frequentar uma escola de idiomas, por exemplo, e também trabalhar nas horas vagas. A busca de emprego fica por conta do estudante, mas há algumas escolas que dão auxílio aos seus alunos interessados em trabalhar.

» Trabalho Remunerado no Exterior

O Work & Travel é um dos programas de trabalho mais procurados pelos brasileiros. Ele é realizado durante as férias de verão aqui no Brasil e é voltado para universitários entre 18 e 28 anos com conhecimento intermediário, no mínimo, de inglês. Os jovens passam entre três e quatro meses trabalhando em estações de esqui, hotéis, resorts e restaurantes. A média salarial fica normalmente entre 7,25 e 12 dólares por hora, variando conforme empregador e função.

Estados Unidos, Canadá, Austrália, Nova Zelândia, França, Alemanha e Holanda são alguns dos países para os quais há opções de trabalho remunerado de curta duração.

» Estágio no Exterior

Entre começar a trabalhar e fazer um intercâmbio, é possível escolher os dois! Existem vagas de estágio profissional em diversos lugares do mundo e para as mais diferentes áreas de atuação. Neste e-book gratuito, o Estudar Fora compilou todos os detalhes do processo de candidatura a uma vaga do tipo.

Confira abaixo as dúvidas mais comuns sobre estágio no exterior:

#1 O estágio é remunerado?

Depende do programa. De qualquer forma, a remuneração cobre os custos básicos e não inclui gastos com passagem aérea ou taxas da agência.

#2 Quais áreas podem ir?

Todas, exceto saúde, que tem diversas restrições ao contato com pacientes. A maior parte das vagas, porém, está nos segmentos de tecnologia, engenharia e hotelaria.

#3 Como encontrar vagas?

Diretamente nos sites das empresas ou por meio de agências de intercâmbio.

#4 Tenho vaga, já posso ir?

Não. Para ser válido, o acordo deve ser reconhecido por órgãos dos dois países – o que também é fundamental para a obtenção do visto de trabalho temporário.

#5 Quais são os pré-requisitos?

Ter entre 18 e 32 anos, ter formação na área de interesse, e possuir nível intermediário na língua do país de destino.

#6 Quais são os países mais concorridos?

Canadá e Estados Unidos.

 

» Trabalho Voluntário no Exterior

Envolver-se com diferentes culturas e desenvolver competências pessoais enquanto realiza uma boa ação: esses são só alguns dos benefícios do intercâmbio voluntário. Para além do enriquecimento pessoal, o voluntariado também é uma boa oportunidade de enriquecer o currículo, já que esse tipo de experiência é bem vista por recrutadores.

Existem diversas agências e ONGs que oferecem programas de intercâmbio voluntário, para trabalhos que vão desde ajudar a cuidar de animais, até cuidar de crianças em situação precária.Também não faltam opções em lugares diferentes do globo – alguns, inclusive, com paisagens paradisíacas onde ainda é possível aproveitar momentos de lazer!

Entre as organizações que oferecem programas de trabalho voluntário no exterior estão a AIESEC e o Rotary, além de agências de intercâmbio.

Confira os cinco melhores destinos para ir fazer intercâmbio de trabalho voluntário.

» Au Pair

No Au Pair, o intercambista mora com uma família e ajuda no cuidado com as crianças da casa. É preciso ter nível, ao menos, intermediário de inglês ou do idioma do país de destino e recomendável experiência prévia no trabalho com crianças. O trabalho como au pair é integral, remunerado e o estrangeiro recebe, além da remuneração, estadia e alimentação. Nos Estados Unidos, a passagem de ida e volta também é paga pela família contratante.

O programa dura, geralmente, um ano, mas pode chegar a dois anos, período máximo permitido. É para quem tem entre 18 e 26 anos, é solteiro e não tem filhos. Mulheres geralmente têm a preferência das famílias, mas homens que sejam qualificados também podem ser aceitos.

 

 

Lugares e Destinos para Intercâmbio

Há 193 países no mundo e cada um deles oferece uma experiência estudantil diferente. Em resumo, há cinco aspectos importantes para se levar em conta:

#1 Quão longe você está disposto a ir

#2 Qual idioma você fala, ou quer falar

#3 Qual seu estilo de vida

#4 Qual seu orçamento

#5 Qual é o objetivo do seu intercâmbio

Abaixo, vamos falar um pouco sobre os destinos mais procurados e suas características principais.

Os EUA são, sem dúvida, o destino mais buscado por brasileiros que querem estudar no exterior. E há muitas razões para isso: é o país que possui as melhores universidades do mundo (são 5 universidades entre as 10 melhores do mundo, incluindo as três primeiras do Ranking) e a oferta de ensino superior é extensa: são mais de 4 mil instituições.

Além disso, os Estados Unidos também são referência para inovação, tecnologia e pesquisa científica, e a influência cultural estadunidense também faz com que o país seja a principal referência para intercâmbios de idiomas.

Mas a experiência de estudar nos Estados Unidos pode variar bastante. Para início de conversa, o território americano estende-se por mais de 9 milhões de quilômetros quadrados, sendo o terceiro maior país do mundo. Não bastasse a extensão considerável, os Estados Unidos apresentam regiões diversas em perfil socioeconômico, clima e oportunidades para alunos.

» Nova York

Paisagem de Nova York - intercâmbio nos EUA

Nova York é hoje a maior cidade dos Estados Unidos e está entre as 30 maiores do mundo, em termos de população. Como toda megalópole, morar nesta cidade super famosa tem os seus altos e baixos.

Uma das vantagens é a multiculturalidade. Não há outro lugar no mundo que tenha tantos países representados em sua população. Na sala de aula, nos escritórios e nas festas, há sempre pessoas de diferentes partes do mundo.

Outra vantagem de se viver em Nova York é o acesso a pessoas e eventos importantes. Toda semana há algum professor, empresário, filósofo ou artista referência em algum assunto dando palestra na cidade, seja através das universidades (NYU, Columbia, Fordham e outras) ou das várias empresas (Google, Apple, Twitter, Uber, Airbnb) que têm sede aqui.

Porém, como nem tudo são flores, ser estudante em Nova York também tem o seu lado ruim. Um dos mais notáveis é a falta de senso de “campus” – tão comum nas universidades americanas. O “campus” da NYU, por exemplo, é no meio de Lower Manhathan – dividindo espaço com outros prédios comerciais e bancos.

Outro problema em Nova York é o alto custo de vida. Para um estudante que não tem muitos recursos e precisa se bancar sozinho, é preciso muito jogo de cintura e economia para pagar as contas. Muitas vezes, é necessário abrir mão de morar no centro da cidade e comer fora para conseguir pagar os gastos com aluguel e comida e transporte que chegam facilmente (ou ultrapassam) mil dólares por mês.

» Los Angeles

Los Angeles

No extremo oposto, Los Angeles se localiza na ensolarada Califórnia e tem um estilo de vida bastante diferente de Nova York.

Para começar pelo óbvio, o clima. Enquanto Nova York tem invernos rigorosos, em LA é verão o ano todo. A média de temperatura durante o inverno é de cerca de 18º. Isso afeta diretamente os hábitos da população, que buscam muito mais o lazer ao ar livre e mesmo se exercitar nas famosas Venice Beach e Santa Monica.

Além disso, enquanto Nova York é uma das cidades com o maior sistema de transporte público do mundo – o NYC subway – em Los Angeles a forma de locomoção é essencialmente de carro. E isso leva a um dos pontos negativos de se viver por lá: o trânsito, que é uma marca registrada da cidade.

Por outro lado, as duas cidades são bastante parecidas em sua multiculturalidade e no agito – também por lá sempre tem algo acontecendo e ainda são altas as chances de se deparar com uma gravação de Hollywood ou algum artista tomando café.

Um ponto super positivo da cidade é a alta concentração de excelentes centros de ensino: Estão na cidade a California Institute of Technology (Caltech), Universidade da Califórnia, em Irvine; Universidade da Califórnia, em Los Angeles e a University of Southern California.

» É possível trabalhar e estudar?

Não é possível trabalhar nos Estados Unidos com visto de estudante (ou o Visto F, necessário para graduação, pós, doutorado, curso de inglês e demais cursos com mais de 18hs semanais)

Boas opções são os programas “Work and Travel” e “Study and Travel”. Nestes casos, o intercambista deve solicitar um visto J, que permite trabalhar de forma remunerada sob algumas condições. Entretanto, os interessados nesse formato devem já apresentar bom nível de proficiência no idioma, para dar conta das exigências no ambiente profissional. Há vagas que demandam como requisito, também, a matrícula em curso superior no país de origem.

Confira aqui como é o processo para solicitar um visto americano!

O Canadá é uma opção interessante como destino de estudo. Além de possuir um câmbio mais favorável para brasileiros que os Estados Unidos e Reino Unido, o país também tem excelentes universidades (são 3 entre as 100 melhores do mundo) e oferece uma ótima qualidade de vida.

Para estudar por até seis meses no país, pode ser usado o visto de turismo. Neste caso, porém, não é possível trabalhar enquanto estuda. Para conseguir trabalhar é necessário solicitar um visto de residência temporária, que é válido por seis meses.

Pode não parecer, mas em termos de extensão territorial, ele só fica atrás da Rússia. Mesmo assim, como boa parte desse território fica em áreas muito geladas, a população se concentra principalmente no Sul, perto dos Estados Unidos. E a população total do país é de cerca de 37 milhões de pessoas — ou seja, tem menos gente lá do que no estado de São Paulo!

Algumas das cidades que mais concentram essa população são Toronto, Montréal e Vancouver. E são também alguns dos principais destinos para intercâmbio no Canadá. Então é legal saber um pouquinho sobre cada uma delas para começar a pensar qual tem mais a ver com o que você quer.

» Toronto

Toronto - bolsas de pesquisa no Canadá

Toronto é a mais populosa das três, com mais ou menos cinco milhões e meio de habitantes em sua região metropolitana. É um centro de negócios do Canadá, e uma cidade com o ritmo bem acelerado, cheia de oportunidades de trabalho e de programas culturais. E como é um lugar onde faz bastante frio, a cidade está preparada para receber neve e temperaturas de até -40ºC!

Para quem é mais velho, já fala mais inglês ou procura uma imersão um pouco mais profunda, Toronto pode ser a escolha mais interessante. O fato da cidade ser maior e ser um centro de negócios significa que é possível achar cursos mais especializados em determinadas áreas.

» Vancouver

Vancouver

Se Toronto é mais parecida com São Paulo, Vancouver lembra mais o Rio de Janeiro. Ela conta com cerca de 2,2 milhões de habitantes na sua região metropolitana, e conta com uma região portuária muito bonita. Essa beleza natural e o tamanho menor dão à cidade um ritmo de vida mais tranquilo. E ela também fica a aproximadamente 50 quilômetros da fronteira dos Estados Unidos e a 200 quilômetros de Seattle, o que pode ser uma vantagem.

Vancouver costuma atrair mais estudantes de inglês de nível básico, já que ela é menor e mais voltada para turismo. Por isso, ela acaba sendo mais indicada para quem procura cursos de curta duração. E o seu ritmo de vida torna ela um destino mais adequado para jovens de até 20 anos.

» Montréal

Montréal

Já Montréal é uma cidade ainda mais focada em educação e cultura. Ela concentra quatro universidades e um monte de centros de ensino técnico, o que significa que oportunidades de aprendizado não faltam por lá. A região metropolitana de Montréal tem mais ou menos 3 milhões e meio de habitantes, e se destaca tanto pela segurança e cultura quanto pela sua multiculturalidade.

Isso porque Montréal fica no estado canadense do Quebéc, que tem colonização francesa. Por lá, fala-se tanto inglês quanto francês, o que representa uma boa oportunidade para quem quer fazer intercâmbio de línguas. Toronto e Vancouver, por sua vez, só falam inglês.

Quem pretende estudar no Reino Unido, formado pela Grã-Bretanha (Escócia, Inglaterra e País de Gales) e Irlanda do Norte, tem que levar muito mais em consideração do que os símbolos universais locais, como o chá das 17h, as cabines telefônicas vermelhas e os ônibus de dois andares.

Por lá estão algumas das melhores universidades do mundo (para ser mais exato, 18 entre as 100 melhores) e para seguir no processo seletivo é preciso atentar-se, por exemplo, à obrigatoriedade do exame de proficiência em inglês.

Desde 2015 o UK Visa and Immigration (UKVI), órgão do governo voltado para a imigração, exige a comprovação de proficiência em inglês para os estrangeiros de fora da União Europeia que querem estudar no Reino Unido. Isso é exigido pois eles querem ter certeza de que o candidato terá condições de acompanhar as aulas e desempenhar as tarefas acadêmicas no idioma.

» Londres

Fazer intercâmbio em Londres é um sonho para muitos brasileiros. O fato de a cidade abrigar algumas das melhores universidades do globo e ser um importante centro financeiro e cultural a torna atraente para pessoas com os mais variados perfis. Também por esta razão, a capital inglesa ocupa a terceira posição no ranking da consultoria britânica Quacquarelli Symonds (QS) sobre os melhores lugares do mundo para estudar, atrás apenas de Paris, na França, e Melbourne, na Austrália.

O Reino Unido tem aproximadamente 400 mil estudantes internacionais. Deste número, 110 mil moram em Londres – mais do que qualquer outra cidade no planeta. A cada ano, dezenas de milhares de jovens mudam-se para lá em busca das universidades, escolas de negócios, institutos médicos, de arte, design e muito mais, aumentando significativamente a economia da capital.

No entanto, toda essa diversidade cultural tem um custo alto. “O aluguel é absurdamente caro; é estratosférico”, desabafa Hernani Oliveira, que fez mestrado e doutorado na cidade. Ele explica que a cidade é separada em zonas concêntricas. A Zona 1 é chamada de “The city” e é onde tudo acontece. A Zona 2 é um pouco mais barata, e quanto mais afastado da city você estiver, mais em conta é o preço dos aluguéis. “Tudo depende do quão distante você está disposto a morar, e quanto vale a sua privacidade (dividir banheiro, por exemplo…)”, diz.

Já o transporte é um ponto positivo. A cidade tem cerca de 400 km de metrô, o que significa que a cada 100 ou 200 metros você encontra uma estação. Locomover-se por lá é um pouco caro, mas os estudantes conseguem um cartão de desconto, pagando poucas libras por mês e tendo direito a fazer uso ilimitado.

O destino que conquistou o coração de muitos brasileiros é a Irlanda. E não é à toa: combina a localização privilegiada na Europa ao custo de vida mais acessível.

Isso se deve principalmente ao câmbio, mas ajuda o fato que estudantes têm permissão de trabalho na Irlanda. Em terras irlandesas, os estudantes podem trabalhar por 20 horas semanais, durante o período de estudo. Já ao longo das férias, no verão e no inverno, o período autorizado sobe para 40 horas.

Para obter o visto, logo na chegada ao país, os alunos que pretendem permanecer mais do que três meses precisam fazer o registro no Irish Residence Permit. Neste momento, é preciso comprovar o pagamento da mensalidade do curso e um saldo de 3 mil euros disponíveis para despesas durante o período em que ficará por lá. Além disso, há uma exigência de carga horária do curso: 15 horas semanais mínimas, em aulas que aconteçam das 8 da manhã às 6 da tarde.

Na hora de escolher o intercâmbio de idiomas, é importante se atentar às escolas que ofertam cursos reconhecidos pelo governo irlandês. Para isso, o aluno deve recorrer à listagem do órgão responsável por regular tais instituições, o ACELS (Accreditation and Co-ordination of English Language Services). No índice completo, constam informações de contato para cada escola, bem como o endereço da instituição e o nome do profissional responsável. É possível filtrar, ainda, o tipo de curso (“junior” ou “adult“) e período (“summer” ou “year round“).

» Dublin

A capital, Dublin, é considerada uma das 50 melhores cidades para estudantes pela consultoria britânica Quacquarelli Symonds (QS). Em várias ocasiões, a capital do país foi eleita por sites especializados “a cidade mais amigável da Europa”, tornando-a destino ideal para um intercâmbio na Irlanda. Com passado de ocupação viking, construções medievais e um histórico invejável na literatura (da cidade saíram três dos quatro Nobel de Literatura do país), Dublin é moderna e histórica ao mesmo tempo.

É lá que está localizada a melhor universidade da Irlanda, onde se formaram Oscar Wilde e Jonathan Swift. E mais: onde estuda atualmente o ator Jack Gleeson– o Rei Joffrey, de Game of Thrones. Sim, ele é estudante de física na Trinity College Dublin, a mais antiga universidade da Irlanda.

Também baseada na capital, a University College Dublin tem suas raízes na Universidade Católica da Irlanda, fundada em 1854. A segunda melhor instituição do país, na 193ª posição do QS World University Rankings 2018-2019. Ela abriga cerca de 33 mil estudantes, e, em termos de ex-alunos, não fica atrás da Trinity: formou o famoso escritou irlandês James Joyce e o diretor vencedor de Oscar Neil Jordan.

» Cork

Localizada na costa sul, a cidade de Cork é uma parada bastante popular para turistas, por sua combinação de arquitetura histórica e vida cultural agitada. Para estudantes, se destacam as duas principais instituições de ensino da cidade: a University College Cork and Cork Institute of Technology. Cork também é uma cidade que tem se desenvolvido bastante com a indústria de TI, nos últimos anos.

A Itália é uma ótimo destino para estudantes nas áreas de artes, arquitetura, filosofia, letras, história, moda e design. Muitas universidades brasileiras possuem acordos de intercâmbio com universidades italianas. Apesar de a maioria das universidades italianas não serem gratuitas, muitas instituições de ensino oferecem bolsas de estudo. Existe também o programa Erasmus, que também oferece bolsas de estudos para universitários.

Se a intenção do intercâmbio é aprender um novo idioma, é importante ponderar que o italiano não é uma língua tão falada em outros países do mundo além da Itália. Mas se você já estuda italiano no Brasil, o intercâmbio pode te ajudar a se tornar fluente na língua, além de propiciar a experiência de mergulhar na cultura local.

Na graduação, não é tão comum que sejam oferecidos programas em inglês — embora algumas universidades, como a Universidade de Pádua, tenham programas na língua. Na pós-graduação, essa oferta é mais comum, e os certificados mais aceitos são o TOEFL ou o IELTS. No caso de italiano, alguns dos certificados aceitos mais comumente são o CILS e o CELI.

Tudo o que você precisa saber para o seu intercâmbio na Itália

Praias dignas de cinema, clima parecido com o de grandes cidades brasileiras, centros urbanos com gente de todos os cantos do mundo, o famoso Outback… Todos esses cenários cabem na Austrália, o sexto maior país do mundo (logo abaixo do Brasil em extensão).

Além de paisagens como essas, quem está se preparando para um intercâmbio na Austrália também contará com uma variedade de universidades de destaque nos rankings internacionais e muitas oportunidades de desenvolvimento.

Cidades australianas estão consistentemente entre as primeiras em rankings de melhores cidades para se estudar. Melbourne, por exemplo, esteve entre as 5 melhores nos últimos cinco anos. Tanto ela quanto sua irmã Sydney oferecem a combinação de excelentes universidades e altíssima qualidade de vida.

Pode trabalhar e estudar?

Sim! Uma das grandes vantagens de se fazer um intercâmbio na Austrália é que alunos de universidades, de escolas de idioma ou de cursos livres que tenham o visto de estudante podem trabalhar até 20 horas por semana durante os estudos e em tempo ilimitado nas férias. Isso ajuda a arcar com os custos de vida no país, que não são os mais baixos.

Um ponto de atenção é que, ao pedir o visto de estudante é preciso comprovar que possui uma capacidade financeira para os seus primeiros 12 meses de Austrália de um mínimo de 19.830 dólares australianos.

Talvez você até saiba que a Nova Zelândia serviu de cenário para os filmes da trilogia O Senhor dos Anéis. Mas você sabia que estudar na Nova Zelândia também está na lista de desejos dos brasileiros? O destino é o quarto no ranking dos preferidos, segundo levantamento da Associação Brasileira das Agências de Intercâmbio (Belta), ficando a frente de países como Austrália e Irlanda.

Esse bom desempenho pode ser explicado pelas universidades excelentes localizadas por lá, pela boa receptividade à mão de obra estrangeira e até mesmo pela ótima relação custo benefício. Afinal, o dólar neozelandês é 25% mais em conta do que o americano.

Pode estudar e trabalhar?

Para quem está com a verba mais curta, estudar na Nova Zelândia pode ser interessante pela possibilidade de trabalhar. O estudante por lá recebe permissão para atuar em praticamente qualquer área por até 20 horas durante o período letivo e a carga horária aumenta nos meses de férias. O processo de visto é simples quando comparado com outros destinos.

Um intercâmbio no Japão é uma ótima oportunidade para quem busca uma experiência internacional. Afinal, os japoneses possuem a mais alta expectativa de vida do mundo, que, atualmente, supera os 80 anos. A longevidade da população é motivo de orgulho, mas também de preocupação: paralelamente, as taxas de nascimento diminuem continuamente a cada ano, uma dor de cabeça para a economia do país.

Para combater esse problema, o governo japonês estabeleceu a meta de receber, até 2020, ao menos 300.000 estrangeiros por ano. Um dos focos principais desse projeto envolver atrair estudantes internacionais. Para isso, governo e universidades têm implantado maneiras variadas de simplificar e incentivar a vinda dos estudantes estrangeiros e promover programas de intercâmbio no Japão.

Entre as medidas adotadas, estão a ampliação da oferta de disciplinas em inglês nas universidades, criação de instituições de ensino do idioma japonês e oferecimento de bolsas de estudo federais e municipais para estudantes internacionais.

Um dos destinos mais procurados por quem quer fazer intercâmbio no Japão é a região metropolitana de Keihanshin, formada pelas cidades de Kyoto, Osaka e Kobe. Ela está localizada em Honshu, a maior das 4 principais ilhas que formam o arquipélago japonês. A região de Keihanshin ocupa o 18º lugar no ranking QS de melhores cidades estudantis.

Nesta região metropolitana, está localizada uma das principais instituições de ensino superior do país, a Universidade de Kyoto, que ocupa o 33º lugar no ranking QS mundial. A instituição é uma das universidades japonesas que disponibilizam maior quantidade de disciplinas em inglês, e chega a oferecer cursos inteiros nesse idioma.

Aqui você confere tudo o que precisa saber para um intercâmbio no Japão

Famosa pela alta qualidade de ensino, a Coreia do Sul recebeu, nos últimos anos, um número crescente de estudantes estrangeiros, vindos principalmente da China e Vietnã. O país oferece ampla variedade de aulas em inglês, que dão oportunidade para estudantes das mais variadas nacionalidades realizarem intercâmbio na Coreia do Sul.

A popularização no mundo ocidental da música, cinema e televisão coreanos nos últimos anos é um fator que vem atraindo interesse internacional pelo país. “Meu primeiro contato mais profundo com a Coreia do Sul foi através do k-pop”, conta Alice Leal, estudante de Produção Cultural na UFF e intercambista na Universidade de Konkuk, na Coreia do Sul.

A estudante explica que conhecer a cultura coreana antes do intercâmbio contribuiu para a adaptação no país. Há costumes na Coreia do Sul que são bastante diferentes dos brasileiros, “por exemplo, não falar muito alto em transportes públicos ou atravessar apenas na faixa de pedestre”, conta. Tocar em pessoas desconhecidas ou semi-conhecidas não é comum no país. “A maioria dos coreanos são bem reservados”, explica.

Morar em uma metrópole como Seul foi a melhor parte do intercâmbio na Coreia do Sul, conta Alice, “fiquei extremamente encantada pela cidade, pela mistura quase mágica de tecnologia e tradicionalismo, pelas pelas infinitas possibilidades e experiências que ela oferece, pela segurança”.

A Coreia do Sul possui uma variedade de universidades com alto nível de ensino. Três das mais tradicionais foram apelidadas pelos coreanos de SKY (Seoul National, Korea University e Yonsei University, respectivamente), e são consideradas equivalentes à Ivy League.

Quer saber mais informações sobre como organizar seu intercâmbio (e conseguir bolsas de estudo) para a Coreia do Sul?

O ano letivo na China começa em setembro, como na maioria dos países do hemisfério norte. Para o ensino superior, é possível se inscrever diretamente no site da universidade e concorrer a uma das bolsas para intercambistas ou aproveitar os programas de mobilidade estudantil através de parcerias com as faculdades brasileiras. As universidades chinesas exigem o domínio do inglês ou mandarim, com apresentação dos certificados TOEFL ou IELTS, para os cursos oferecidos em inglês, e do HSK (Hanyu Shuiping Kaoshi), certificado de proficiência em mandarim, para os cursos em língua local.

Outra forma de fazer um intercâmbio na China é buscando um curso de mandarim. As principais universidades oferecem cursos para todos os níveis, do básico ao avançado. Porém, se você não sabe falar inglês vai ser muito difícil, porque as aulas são feitas em inglês e mandarim.

Há duas formas de se matricular nesses programas de idioma. É possível se inscrever diretamente no site da universidade em que deseja estudar ou ir para o intercâmbio na China por meio de uma agência autorizada. Esses cursos podem ter a duração de um mês, no caso dos cursos de férias, até seis meses ou um ano.

As duas cidades chinesas mais bem avaliadas no QG ranking de melhores cidades para estudantes morarem são Pequim e Shanghai. O custo de vida na China é bastante barato, quando comparado com o brasileiro. A política de desvalorização do iene (moeda chinesa) para incentivo econômico tornam o país um lugar bastante barato para estrangeiros.

Em relação a vida urbana, “existem muitos espaços públicos, praças, muito lugar para andar e para ver”, explica Cristiane, que morou em Pequim durante o intercâmbio. A comunicóloga conta que se sentiu super segura morando na cidade, “você podia ficar na rua e era tudo super seguro, o transporte público era muito bom, tem metrô para todo lugar e ônibus, era muito fácil de se locomover”.

A Argentina é um dos destinos mais procurados por alunos que querem estudar na América do Sul. O país do tango, do doce de leite e do alfajor abriga algumas das melhores universidades do continente. Entre elas, estão a Universidad de Buenos Aires (UBA), a Nacional de La Plata (UNLP) e a tradicional Universidad Nacional de Córdoba (UNC).

A graduação em Medicina é uma das mais procuradas por alunos da América Latina que vão estudar no país. Entre os motivos que alunos para estudar medicina na Argentina estão a ausência de vestibular e cursos financeiramente mais acessíveis (quando comparados com as graduações em medicina no Brasil) ou gratuitos. Esses fatores, somados às boas colocações em rankings internacionais, fazem com que a graduação em Medicina seja um ponto forte do ensino superior argentino, junto com outras áreas, como o Direito.

As aulas nas universidades argentinas são predominantemente em Espanhol e, para conseguir acompanhar, é necessário conhecer a língua.

As maiores universidades da Argentina oferecem cursos de espanhol para quem quer aprender ou se tornar fluente na língua. A UBA, por exemplo, oferece aulas de proficiência em sedes espalhadas por toda Buenos Aires. Nas cidades também é possível encontrar escolas de idioma especializadas no ensino de Espanhol.

Para quem opta por fazer um intercâmbio de idioma na Argentina, o país oferece um certificado de proficiência em espanhol válido internacionalmente, o CELU (Certificate of Spanish: Language and Use), reconhecido pelos Ministérios da Educação e Relações Exteriores argentinos.

O México é o segundo país mais populoso e com segundo maior PIB da América Latina, sendo em ambos os casos superado apenas pelo Brasil. País de Frida Kahlo e berço de civilizações pré-colombianas como maias e astecas, o país atrai muitos estudantes estrangeiros por vários motivos: desde sua cultura riquíssima, sua gastronomia cheia de personalidade, suas praias, seus desertos e seus sítios arqueológicos que preservam a história de povos mesoamericanos, até a possibilidade de aprofundar a fluência na língua espanhola em uma escola ou universidade de qualidade a baixo custo.

A Cidade do México é a cidade mais populosa da América do Norte. Ao contrário de São Paulo e de outras megalópoles modernas, a capital mexicana, apesar de ser densamente povoada, é uma cidade bastante horizontal, sem muitos prédios, e que conserva muito bem os prédios e ruínas das civilizações antigas.

Outro destino bastante procurado para intercâmbio no México é Guadalajara. Terceira cidade mais populosa do país, sua economia é baseada na indústria, especialmente de tecnologia da informação, com um grande número de empresas internacionais e fábricas na sua área metropolitana, o que atrai muitos estudantes das áreas de computação e engenharia.

Com uma população de cerca de 3,5 milhões de habitantes e segundo menor território da América do Sul (sendo somente maior que o Suriname), um intercâmbio no Uruguai é uma boa oportunidade de conhecer seu clima ameno, suas praias, suas vinícolas e suas estâncias turísticas, que preservam um pouco da cultura gaúcha.

Entre os principais destinos do “paisito”, como é conhecido o pequeno país sul-americano, está a capital Montevidéu, onde se concentra a maior parte da população. Além ela, há também as praias da Punta Del Este e da histórica Colônia do Sacramento, que é considerada patrimônio mundial da UNESCO.

Localizada no extremo sul da África, entre os oceanos Atlântico e Índico, a África do Sul tem pouco mais de 57 milhões de habitantes e é conhecida por sua biodiversidade e pela grande variedade de culturas, abrigando umas das comunidades mais multiétnicas do continente africano. Estudar inglês de uma forma mais barata que na Europa ou nos Estados Unidos, conhecer o Cabo da Boa Esperança, praticar esportes radicais, visitar parques naturais e entrar em contato com culturas dos povos nativos são alguns dos benefícios de se fazer um intercâmbio na África do Sul, país de Nelson Mandela.

Para fazer um intercâmbio na África do Sul de até três meses (90 dias), não é necessário tirar o visto, basta apenas apresentar o passaporte com validade de até um mês (da data de retorno ao Brasil) e apresentar o CIV (Certificado Internacional da Vacina) contra febre amarela, que deve ser tomada pelo menos 10 dias antes do embarque. Um curso de inglês quatro semanas custa entre US$ 220 a US$ 845 (valores da Good Hope para 2020) — não inclusos, nesse valor, os custos de passagens, moradia e alimentação.

A África do Sul é um dos melhores destinos do continente africano para se fazer um intercâmbio universitário, já que das cinco melhores universidades da África, segundo o QS World University Rankings 2020, quatro estão no país. São elas: Universidade da Cidade do Cabo (1º), University of the Witwatersrand (3º), Stellenbosch University (4º) e University of Johannesburg (5º). E o melhor: todas são públicas.

Outra opção de intercâmbio para a África do Sul é a de trabalho voluntário. Devido ao colonialismo europeu e, posteriormente, ao regime de apartheid implementado na região, as desigualdades sociais entre negros e brancos são muito marcantes até hoje. Há várias opções para conhecer o país e fazer trabalho voluntário, seja no cuidado e educação de crianças carentes até no trabalho com idosos, animais selvagens e em zonas de conflito atuando junto à Cruz Vermelha. Algumas agências brasileiras, como a CI, a EF e a STB, oferecem essa modalidade de intercâmbio. Saiba mais como é fazer trabalho voluntário na África do Sul, clicando aqui.

Como se planejar

Se você tem o plano de embarcar para um intercâmbio, ou conseguir uma vaga em universidades do exterior, é bom preparar a agenda com antecedência. Nessas horas, não devem faltar tabelas, cronograma de candidatura e lembretes no calendário. Para conquistar uma oportunidade lá fora, o jeito é se programar para os próximos meses e colocar essa meta em destaque.

Segundo Pollyane Diniz, brasileira que trabalha com avaliação e seleção de candidatos na Universidade de Victoria em Wellington (uma das melhores da Nova Zelândia), “muitas das pessoas que não têm uma candidatura bem sucedida falham porque não proveram todos os documentos necessários”. Isto quer dizer que quem tem toda a candidatura completa, organizada e entregue antes da data final de admissão já sai na frente de muitos outros candidatos que falharam, justamente, no planejamento.

Abaixo, confira algumas dicas de como se planejar para o intercâmbio.

Como fechar intercâmbio sem cair em ciladas

Ser aceito em um programa de intercâmbio, curso curto, graduação ou pós-graduação no exterior é uma conquista imensa. No entanto, ainda é necessário tomar uma série de atitudes para garantir que tudo corra bem. Se não, você pode acabar caindo em alguns dos problemas comuns no intercâmbio, alguns dos quais podem ser bem sérios.

Problema 1: Visto

Além de ser aceito pela universidade estrangeira, você também precisa ser aceito pelo sistema de imigração do seu país de destino. Isso significa, em muitos casos, que você precisará de um visto de estudante — especialmente no caso de cursos de duração mais longa. E se você não se informar bem sobre o procedimento de solicitação de visto, ou deixar para ver isso na última, pode por tudo a perder.

Problema 2: Adaptação ao clima

Embora cada pessoa responda de maneira diferente a mudanças climáticas, já há estudos sobre esse tema. E eles mostram, por exemplo, que a quantidade de pessoas com deficiência de vitamina D em um país como a Alemanha (onde o clima também é mais frio que no Brasil) é muito maior entre imigrantes do que entre a população nativa.

Então vale a pena ficar de olho nesse ponto. Se possível, converse com um médico sobre essa possibilidade antes do intercâmbio, e informe-se sobre a possibilidade de suplementação de vitamina.

Problema 3: Pesquise (a fundo) sobre o curso e a escola

Diferentes agências de intercâmbio e universidades atendem a pessoas de diferentes perfis. Por isso, é importante entender o plano de estudos em que você está entrando e se ele se de fato é coerente com o seu objetivo e a sua experiência prévia. Pesquise, por exemplo, por depoimentos de ex-alunos na internet, busque informação sobre a diversidade das turmas, o enfoque acadêmico e até o quão puxado é o curso. Isso vai garantir que, no mínimo, você chegue com expectativas alinhadas. E, em um caso mais extremos, evitar que se comprometa com um programa que não faz sentido para você.

Como guardar dinheiro pro intercâmbio

Morar fora pode ser caro. Além do valor que você terá que desembolsar com a escola, passagens aéreas, hospedagem, transporte, alimentação e plano de saúde, é bom estar preparado para eventuais emergências.

Além dos gastos óbvios, existem despesas que muitas vezes são “esquecidas” pelos estudantes, como emissão de passaportes e vistos estudantis. Se você pensa em visitar outros países durante o intercâmbio, lembre-se de levar em consideração o gasto extra que terá com a emissão desses vistos.

Para conseguir arcar com tudo isso, é comum que os futuros estudantes internacionais façam concessões para o complemento da renda, como diminuir temporariamente o padrão de vida ou abraçar a vida de freelancer.

Por isso, fizemos um apanhado com cinco dicas de economia focadas para pessoas que precisam juntar dinheiro enquanto trabalham – e muito – para pagar as contas atuais, ainda que tenham decidido estudar fora. Afinal, não é porque você toma essa decisão que os boletos vão parar de chegar na sua casa.

#1 Deixe os supérfluos de lado
#2 Coma em casa
#3 Crie prazos para objetivos financeiros
#4 Peça descontos
#5 Invista suas economias

Seguro Saúde

Não bastassem os trâmites com passaporte, visto e, claro, a lista de documentação da application da universidade onde pretende se matricular, ainda tem mais essa necessidade? Bom, em geral, sim: muitos são os países – principalmente no bloco europeu – que exigem esse tipo de seguro, embora alguns programas de bolsa de estudos cubram os gastos com saúde.

Mesmo quando o seguro saúde não é exigido pela embaixada do país para onde você está planejando fazer intercâmbio, é importante considerar contratá-lo por conta própria. Isso porque o plano te deixa mais confortável caso precise passar em consulta médica e, claro, caso tenha alguma emergência.

» Plano de saúde, seguro saúde ou seguro viagem?

Vale ressaltar que seguro saúde e plano de saúde são coisas diferentes. No caso do plano, o atendimento só pode ser feito por profissionais associados ao convênio médico, enquanto o seguro saúde permite escolher o local de atendimento. Uma vez que os planos de saúde que utilizamos no Brasil não têm validade no exterior, a saída é, de fato, o seguro de saúde.

Outra opção é um seguro viagem, que é mais abrangente e dá assistência a problemas como extravio de bagagem, assistência jurídica, repatriação sanitária e funerária, entre outras dificuldades que o intercambista possa ter lá fora.

O seguro viagem internacional pode ser contratado:

# em agências de intercâmbio
# em empresas que cuidam especificamente de seguros
# na própria agência bancária do intercambista
# diretamente na companhia aérea
# junto a uma operadora de cartão de crédito: algumas operadoras de cartão oferecem o benefício gratuitamente

O valor do seguro varia conforme a empresa e a faixa etária do contratante.

Segundo o CEO da ComparaOnline (marketplace de comparação de seguros e produtos financeiros) no Brasil, Paulo Marchetti, “o valor é baixo perto do benefício: pode custar o mesmo valor que um café por dia e elimina um grande risco. Todos os planos de seguro cobrem enfermidades e acidentes, o que é essencial para garantir o atendimento médico no país”.

Preparação Psicológica

Uma reportagem publicada no site USNews revela que choques culturais de adaptação, stress por questões financeiras, embaraços para se comunicar numa nova língua e dificuldades de criar novos vínculos de amizade podem levar a doenças como depressão, bipolaridade e, acredite, até esquizofrenia. Tudo isso, claro, sem falar nas diferenças climáticas e na saudade de casa.

Especialistas afirmam que uma das formas de evitar problemas durante o intercâmbio é justamente se preparar com antecedência. O primeiro passo, portanto, deve ser uma auto-avaliação para saber se este é mesmo o seu momento. Depois disso, busque informações nas agências de intercâmbio e nos escritórios internacionais das universidades. Em geral, esses lugares oferecem informações sobre como será o dia a dia do aluno e a qual redes de apoio eles podem ter acesso no local.

Comecei a me perguntar o porquê de eu estar querendo voltar para casa depois de planejar por meses a viagem. Eu estava em Portugal, que é um ótimo país para morar, em uma boa universidade, com possibilidade de realizar coisas maravilhosas e ainda me perguntava: Por que não quero ficar aqui e quero voltar para a casa?

Depois de várias semanas pensando um pouco mais sobre o assunto, acabei encontrando a resposta e, mesmo levando um certo tempo, ela era simples. Eu buscava “segurança”. Eu havia saído de um local que tinha toda a tranquilidade do mundo que era a minha casa, para um país em que eu estava praticamente sozinho. Sentia que não tinha ninguém presente e me peguei chorando em algumas vezes. Percebi que se adaptar a uma cultura diferente da sua habitual demanda tempo, mesmo quando falamos a mesma língua.

João Pedro, intercambista em Portugal

Confira o depoimento na íntegra e as dicas que ele dá para esta preparação psicológica

Outra dica importante é tentar fazer amizades virtuais antes de viajar. Existem diversos grupos nas redes sociais de pessoas que já moram no seu destino, seja ele qual for. Acompanhar esses grupos pode ser interessante para você tentar entender alguns dos dilemas do dia a dia.

Leia também: Como lidar com a saudade de casa no intercâmbio

Como achar acomodação?

Encontrar um lugar para morar durante o intercâmbio pode parecer um grande desafio, considerando que será por um período determinado de tempo e que as regras de aluguel diferentes de cada país podem complicar a vida.

Embora seja desafiador, não há razão para pânico: as leis tendem a ser menos complicadas do que no Brasil e existem sites e grupos no Facebook de alunos dispostos a ajudar – além, claro, da própria universidade ou escola de destino, que pode oferecer opções de alojamento.

Acomodação no Intercâmbio - Comparativo

 

O que levar na mala?

Fazer Mala para Intercâmbio
Lembre-se de levar o essencial / Créditos: Byron Chin CC-BY 2.0

Fazer as malas para uma viagem curta já exige que se quebre muito a cabeça. Roupas de frio ou de calor? Esportivas ou de festa? O que se deve levar e o que é melhor comprar no destino?

Se esta é uma tarefa desafiadora para qualquer passeio de fim de semana, imagine planejar a bagagem para meses ou anos de vivência no exterior. Mais que antecipar necessidades, preparar uma boa mala para intercâmbio exige que se definam prioridades e se pratique o desapego.

Segundo a especialista em intercâmbio Cris Neves, uma boa mala deve ser uma representação de você mesmo: das coisas que você precisa, que você ama e acha que não pode viver sem. Depois de separar todos estes itens, deixe metade para trás. “Pratique o desapego desde já – aposto que durante o intercâmbio você vai descobrir que dá pra viver bem com menos ainda”, provoca ela.

 

 

 

Bolsas de Intercâmbio

Você já ouviu aquela expressão “não existe almoço grátis“? Pois é – é o que acontece com a oferta de bolsas de estudo. Na prática, isso significa que a organização ou a pessoa que oferece uma bolsa de estudos está “investindo” no estudante porque acredita nele e no seu potencial. E, muito provavelmente, espera algo em troca deste investimento – seja a divulgação da sua marca ou o aumento da qualidade ou diversidade do seu corpo de estudantes.

Além disso, essa aposta também torna mais comum que sejam oferecidas bolsas de estudos para níveis mais altos de estudos – como mestrado ou doutorado – do que para intercâmbio de ensino médio ou inglês.

De uma forma ou de outra cabe ao estudante provar o seu valor para quem está oferecendo a bolsa e se diferenciar de outros candidatos.

Mas não é por isso que você deve desanimar! Aqui no estudar fora nós fazemos todos os meses uma curadoria das melhores bolsas com inscrições abertas. Além disso, confira abaixo algumas das instituições que oferecem bolsa para diversos níveis de estudo.

Principais bolsas de estudo

A vontade é fazer um intercâmbio grátis e melhorar o currículo com uma experiência no exterior logo no ensino médio? Para os alunos interessados no high school americano, por exemplo, há programas específicos, como o da ONG AFS. No caso desse projeto, é destino a jovens que não têm condições de fazer intercâmbio sem bolsas de estudo. A AFS cobre as despesas com emissão do visto, passagens áreas de ida e volta aos Estados Unidos, hospedagem e alimentação em casa de família, transporte para a escola, materiais didáticos e seguro saúde. Fora tudo isso, o estudante ainda tem uma ajuda de custo de US$ 120 mensais.

Já os United World Colleges (UWC) também oferecem oportunidades aos alunos de ensino médio que buscam uma experiência internacional. Nesses colégios internacionais, localizados em diversos países, a missão é promover a paz e a compreensão entre povos por meio da educação. Por isso, o UWC oferece bolsas integrais de estudo a jovens que estejam no primeiro ou segundo ano do ensino médio, e tenham entre 15 e 18 anos de idade.

No nível superior, há mais caminhos para obter uma bolsa de estudos. O primeiro deles é recorrer às parcerias estabelecidas entre universidades brasileiras e as estrangeiras – ou, em outras palavras, os convênios. O outro é recorrer às bolsas oferecidas por organizações, empresas e governos.

Os programas ligados ao Banco Santander, por exemplo, concedem apoio financeiro para intercâmbios acadêmicos com duração menor (de algumas semanas a seis meses). Há ainda bolsas para graduação completa, como acontece nas universidades estrangeiras que dão bolsas merit-based ou need-based. Para quem se dá bem com esportes, por exemplo, há ainda bolsas para atletas.

Entenda no vídeo abaixo as diferenças entre esses tipos de bolsas:

Já os processos seletivos disponíveis para quem deseja cursar a pós-graduação fora do Brasil são ainda mais numerosos. Entidades como a Fundação Carolina, por exemplo, apoiam alunos latino-americanos nas mais diferentes áreas e focam instituições de destino na Espanha. No caso da fundação espanhola, os benefícios variam de acordo com o curso escolhido e podem cobrir entre 50 e 100% do valor da anuidade. Além disso, a lista de benefícios conta com passagens aéreas, seguro saúde e auxílio para manutenção no país.

Bolsas de estudo oferecidas por Embaixadas

Governos como o americano também atraem interessados em pós-graduação para os cursos no exterior. O programa Fulbright, no caso dos Estados Unidos, é o mais conhecido. Há bolsas para graduação, mestrado, doutorado sanduíche e pós doutorado, além de visiting scholars (quando um pesquisador passa um período trabalhando em outra instituição de ensino).

As bolsas de graduação, no entanto, só se aplicam a alunos que desejam estudar em community colleges, e as bolsas de mestrado são exclusivas para cursos de Cinema. O forte realmente do programa são as bolsas de doutorado sanduíche e pós doutorado que cobrem praticamente todas as áreas. A bolsa Fulbright já revelou diversos talentos ao redor do mundo: no total, 53 ex-bolsistas foram agraciados com o prêmio Nobel.

O governo britânico também tem tradição em termos de bolsas de estudo para brasileiros. O programa Chevening contempla candidatos de todas as áreas (humanas, exatas e biológicas) e apoia estudos em diversas instituições do Reino Unido. A bolsa cobre as passagens de ida e volta para o Reino Unido, anuidade de até £ 13.000 (caso este valor seja ultrapassado, o aluno deverá arcar com o valor remanescente) e gastos com despesas pessoais. Em geral, as bolsas são concedidas para programas de pós-graduação de um ano (mestrado ou MBA). Os interessados passam por um processo de seleção e devem seguir um passo a passo para garantir a bolsa.

Há ainda bolsas do governo holandês, que também oferecem vagas específicas para brasileiros, e fundos que oferecem bolsas de estudo para qualquer mestrado.

Competições e Concursos Internacionais

Diversas organizações – de instituições internacionais a agências de intercâmbio – promovem concursos online que têm como prêmio algum intercâmbio grátis ou quase. A ONU, por exemplo, todos os anos realiza o concurso de redação “Many Languages, One World“, que leva estudantes de ensino superior para uma semana de eventos em Nova York com todas as despesas pagas.

Agências de intercâmbio e escolas de idiomas também oferecem, ocasionalmente, bolsas de isenção de todas as taxas do curso e materiais didáticos – embora alojamento e passagens aéreas sejam por conta do estudante. Fique atento à nossa curadoria para não perder nenhuma!

Entre tantas oportunidades diferentes para quem quer ter uma experiência de estudos no exterior, fica a dúvida: intercâmbio de inglês vale a pena? A resposta mais direta é bastante simples: depende.

Um estudante que saia do zero e que tenha pouco tempo disponível, por exemplo, não vai alcançar o nível avançado em um só passo. “Se a pessoa tiver um período menor para ficar fora, não existe milagre, mesmo com a imersão total e contato com o idioma 24 horas por dia”, esclarece Luiza Vianna, gerente de produto da CI Intercâmbio.

Por outro lado, quem já possui um nível intermediário ou avançado e deseja apenas adquirir segurança no idioma poderia mirar em programas ou cursos combinados, oferecidos por diversas instituições de ensino superior. Mirando uma mudança de carreira, por exemplo, um estudante pode aliar o curso de inglês em uma universidade estrangeira a matérias de um MBA. O crucial, portanto, é entender como tais objetivos se alinham a metas na vida profissional.

Tendo isso em mente, é mais fácil enxergar os benefícios da experiência. Um aumento considerável do vocabulário pode entrar no rol de expectativas de um estudante que parta de um conhecimento básico. “Se o aluno não souber nada de inglês e fizer um intensivo, que é muito recomendado para quem quer começar a aprender, vai ter um ganho grande que sentirá rapidamente”, diz a psicóloga Andrea Tissenbaum, do Blog da Tissen.

Para você que pretende estudar fora, o voluntariado pode ser:

  • Uma forma de integração rápida ao novo ambiente;
  • Uma oportunidade de desenvolvimento de competências pessoais, profissionais, e de adquirir conhecimentos além dos conteúdos acadêmicos;
  • E uma oportunidade de enriquecimento do currículo, abrindo portas para o mercado de trabalho na volta.

Em geral, os programas de intercâmbio voluntário são mais baratos que um intercâmbio de idiomas, e também oferece uma experiência imersiva na cultura local. Além disso, muitas organizações oferecem oportunidades de se voluntariar em áreas mais relacionadas à sua área de estudo, o que ajudará no desenvolvimento de habilidades e pode ser um diferencial profissional no futuro.

Como ponto negativo, a imersão na língua é muito focada na oralidade – portanto, não é tão recomendado para quem não possui noções de gramática. Além disso, é possível que as vagas de voluntariado em países tradicionais – como Estados Unidos ou na Europa – sejam mais disputadas. Mas tenha em mente que destinos alternativos podem oferecer uma experiência tão rica quanto!

É possível, sim, fazer intercâmbio sem falar inglês. É tudo uma questão de definir os objetivos do período no exterior, assim como o tempo disponível e o orçamento. Há, em resumo, três opções para quem não fala o idioma e quer se aventurar em outro país.

» Intercâmbio falando português

Ok, se o caminho é intercâmbio sem falar inglês, resta recorrer à língua-mãe dos brasileiros, o português. E, se você quer ir para outro país que fale esse idioma, um bom começo é Portugal. É claro, há outras opções, como Moçambique e Angola, mas as oportunidades em terras portuguesas são mais comuns.

» Intercâmbio para aprender inglês

Não é porque você vai para o intercâmbio sem falar inglês que precisa voltar sem o idioma fluente. Muita gente opta pelo intercâmbio de idiomas, focado no inglês, para conseguir desenvolver melhor a fluência. A experiência no exterior varia, é claro, de acordo com a idade, a fase da vida acadêmica e profissional, os objetivos do aluno e o tempo disponível, além do orçamento.

O destino também determina muito da experiência do estudante no intercâmbio – quem for para um país em que encontre menos brasileiros e cuja língua nativa seja o inglês naturalmente será mais exposto ao idioma (e provavelmente passará por um período de adaptação mais intenso) do que quem for para Miami, nos Estados Unidos, ou Dublin, na Irlanda – cidades famosas pelo alto volume de residentes brasileiros.

Há um porém para ficar atento: são muito raras as bolsas de estudo para intercâmbio de inglês – então, o mais provável é que o estudante precise arcar com o investimento.

» Praticando outros idiomas

Se o inglês não é o seu forte, talvez outro idioma possa ajudar. Nesses casos, o intercâmbio sem falar inglês serve de oportunidade para trabalhar a fluência em outro idioma, como o espanhol. Alemão, francês e outras línguas também entram na lista, dependendo da experiência do aluno.

Nesses casos, a procura maior é para treinar o espanhol, e há uma lista extensa de bolsas de estudo disponíveis. Tanto o Banco Santander, que oferece intercâmbios em convênio com universidades brasileiras, como gigantes tal qual a Fundação Carolina são opções válidas para viabilizar seu intercâmbio. Uma das formas de filtrar o destino ideal é entender melhor como são os lugares onde se pode praticar o idioma. Isso porque a lista de destinos também é longa, e inclui vizinhos latino-americanos, como Argentina e Chile, além da Espanha.

De acordo com a especialista em educação internacional Andrea Tissen, não há uma idade certa para fazer intercâmbio. “O que importa é planejar a viagem a partir de um entendimento da história, perfil, forma de ser, momento de vida e motivação de cada um. Porque são esses detalhes que vão marcar o aproveitamento de uma vivência fora do país”, explica ela.

Idade não traduz maturidade nem a forma como enfrentamos desafios. E é exatamente por isso que é tão importante avaliar cada caso quando alguém quer estudar fora. Para adequar o tamanho do desafio à pessoa em questão. Por isso, há diversas opções de intercâmbio de ensino médio – que incluem um acompanhamento mais próximo do estudante que ainda está em fase formativa – até opções de um período sabático para quem está “na melhor idade”. “Mesmo que já tenha viajado muito, esta pode ser a sua grande oportunidade de experimentar uma vivência internacional”, completa a especialista.

Dúvidas Gerais sobre Intercâmbio

Vale a pena fazer um intercâmbio de línguas?

Entre tantas oportunidades diferentes para quem quer ter uma experiência de estudos no exterior, fica a dúvida: intercâmbio de inglês vale a pena? A resposta mais direta é bastante simples: depende.

Um estudante que saia do zero e que tenha pouco tempo disponível, por exemplo, não vai alcançar o nível avançado em um só passo. “Se a pessoa tiver um período menor para ficar fora, não existe milagre, mesmo com a imersão total e contato com o idioma 24 horas por dia”, esclarece Luiza Vianna, gerente de produto da CI Intercâmbio.

Por outro lado, quem já possui um nível intermediário ou avançado e deseja apenas adquirir segurança no idioma poderia mirar em programas ou cursos combinados, oferecidos por diversas instituições de ensino superior. Mirando uma mudança de carreira, por exemplo, um estudante pode aliar o curso de inglês em uma universidade estrangeira a matérias de um MBA. O crucial, portanto, é entender como tais objetivos se alinham a metas na vida profissional.

Tendo isso em mente, é mais fácil enxergar os benefícios da experiência. Um aumento considerável do vocabulário pode entrar no rol de expectativas de um estudante que parta de um conhecimento básico. “Se o aluno não souber nada de inglês e fizer um intensivo, que é muito recomendado para quem quer começar a aprender, vai ter um ganho grande que sentirá rapidamente”, diz a psicóloga Andrea Tissenbaum, do Blog da Tissen.

Vale a pena fazer um intercâmbio voluntário?

Para você que pretende estudar fora, o voluntariado pode ser:

#1 Uma forma de integração rápida ao novo ambiente;
#2 Uma oportunidade de desenvolvimento de competências pessoais, profissionais, e de adquirir conhecimentos além dos conteúdos acadêmicos;
#3 E uma oportunidade de enriquecimento do currículo, abrindo portas para o mercado de trabalho na volta.

Em geral, os programas de intercâmbio voluntário são mais baratos que um intercâmbio de idiomas, e também oferece uma experiência imersiva na cultura local. Além disso, muitas organizações oferecem oportunidades de se voluntariar em áreas mais relacionadas à sua área de estudo, o que ajudará no desenvolvimento de habilidades e pode ser um diferencial profissional no futuro.

Como ponto negativo, a imersão na língua é muito focada na oralidade – portanto, não é tão recomendado para quem não possui noções de gramática. Além disso, é possível que as vagas de voluntariado em países tradicionais – como Estados Unidos ou na Europa – sejam mais disputadas. Mas tenha em mente que destinos alternativos podem oferecer uma experiência tão rica quanto!

É possível fazer intercâmbio sem saber inglês?

É possível, sim, fazer intercâmbio sem falar inglês. É tudo uma questão de definir os objetivos do período no exterior, assim como o tempo disponível e o orçamento. Há, em resumo, três opções para quem não fala o idioma e quer se aventurar em outro país.

>> Intercâmbio falando português

Ok, se o caminho é intercâmbio sem falar inglês, pode-se recorrer à língua-mãe dos brasileiros, o português. E, se você quer ir para outro país que fale esse idioma, um bom começo é Portugal. É claro, há outras opções, como Moçambique e Angola, mas as oportunidades em terras portuguesas são mais comuns.

>> Praticando outros idiomas

Se o inglês não é o seu forte, talvez outro idioma possa ajudar. Nesses casos, o intercâmbio sem falar inglês serve de oportunidade para trabalhar a fluência em outro idioma, como o espanhol. Alemão, francês e outras línguas também entram na lista, dependendo da experiência do aluno.

Nesses casos, a procura maior é para treinar o espanhol, e há uma lista extensa de bolsas de estudo disponíveis. Tanto o Banco Santander, que oferece intercâmbios em convênio com universidades brasileiras, como gigantes tal qual a Fundação Carolina são opções válidas para viabilizar seu intercâmbio. Uma das formas de filtrar o destino ideal é entender melhor como são os lugares onde se pode praticar o idioma. Isso porque a lista de destinos também é longa, e inclui vizinhos latino-americanos, como Argentina e Chile, além da Espanha.

>> Intercâmbio para aprender inglês

Não é porque você vai para o intercâmbio sem falar inglês que precisa voltar sem o idioma fluente. Muita gente opta pelo intercâmbio de idiomas, focado no inglês, para conseguir desenvolver melhor a fluência. A experiência no exterior varia, é claro, de acordo com a idade, a fase da vida acadêmica e profissional, os objetivos do aluno e o tempo disponível, além do orçamento.

O destino também determina muito da experiência do estudante no intercâmbio – quem for para um país em que encontre menos brasileiros e cuja língua nativa seja o inglês naturalmente será mais exposto ao idioma (e provavelmente passará por um período de adaptação mais intenso) do que quem for para Miami, nos Estados Unidos, ou Dublin, na Irlanda – cidades famosas pelo alto volume de residentes brasileiros.

Há um porém para ficar atento: são muito raras as bolsas de estudo para intercâmbio de inglês – então, o mais provável é que o estudante precise arcar com o investimento.

Quais são os destinos de intercâmbio mais procurados?

Estados Unidos, Canadá e Inglaterra são muito procurados por quem quer aprender inglês, e costumam ter muitas vagas e opções de programas. Austrália, Nova Zelândia, África do Sul e Ilha de Malta também são populares nesse sentido. Portugal também vem se tornando um destino muito procurado por brasileiros.

É possível fazer intercâmbio mais velho?

De acordo com a especialista em educação internacional Andrea Tissen, não há uma idade certa para fazer intercâmbio. “O que importa é planejar a viagem a partir de um entendimento da história, perfil, forma de ser, momento de vida e motivação de cada um. Porque são esses detalhes que vão marcar o aproveitamento de uma vivência fora do país”, explica ela.

Idade não traduz maturidade nem a forma como enfrentamos desafios. E é exatamente por isso que é tão importante avaliar cada caso quando alguém quer estudar fora. Para adequar o tamanho do desafio à pessoa em questão. Por isso, há diversas opções de intercâmbio de ensino médio – que incluem um acompanhamento mais próximo do estudante que ainda está em fase formativa – até opções de um período sabático para quem está “na melhor idade”. “Mesmo que já tenha viajado muito, esta pode ser a sua grande oportunidade de experimentar uma vivência internacional”, completa a especialista.

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