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jovem estudando em frente ao computador

Vale a pena fazer um intercâmbio de inglês?

Por Priscila Bellini

Entre tantas oportunidades diferentes para quem quer ter uma experiência de estudos no exterior, fica a dúvida: intercâmbio de inglês vale a pena? A resposta mais direta é bastante simples: depende. Não existe época ideal, nem fórmula mágica para dizer se a experiência é válida. É uma questão de alinhar três fatores principais: as expectativas, os objetivos possíveis e os meios disponíveis.

O primeiro ponto tem tudo a ver com o que se projeta, mentalmente, sobre como será um intercâmbio. Quem não tem uma imagem pronta na cabeça ao cogitar um período fora do Brasil? Há expectativas sobre o destino, sobre as características da escola e, claro, sobre o que essa vivência vai significar em termos pessoais, profissionais e acadêmicos. Um estudante que saia do zero e que tenha pouco tempo disponível, por exemplo, não vai alcançar o nível avançado em um só passo. “Se a pessoa tiver um período menor para ficar fora, não existe milagre, mesmo com a imersão total e contato com o idioma 24 horas por dia”, esclarece Luiza Vianna, gerente de produto da CI Intercâmbio.

Por outro lado, quem já possui um nível intermediário ou avançado e deseja apenas adquirir segurança no idioma poderia mirar em programas ou cursos combinados, oferecidos por diversas instituições de ensino superior. Mirando uma mudança de carreira, por exemplo, um estudante pode aliar o curso de inglês em uma universidade estrangeira a matérias de um MBA. O crucial, portanto, é entender como tais objetivos se alinham a metas na vida profissional. Talvez a promoção no trabalho não chegue de imediato, mas o inglês em dia pode ajudar no desempenho das funções.

Tendo isso em mente, é mais fácil enxergar os benefícios da experiência. Um aumento considerável do vocabulário pode entrar no rol de expectativas de um estudante que parta de um conhecimento básico. “Se o aluno não souber nada de inglês e fizer um intensivo, que é muito recomendado para quem quer começar a aprender, vai ter um ganho grande que sentirá rapidamente”, diz a psicóloga Andrea Tissenbaum, do Blog da Tissen.

Com um planejamento adequado de como será a experiência no exterior, o aluno já consegue traçar objetivos possíveis. Se um sujeito possui apenas um mês de férias, por exemplo, mas opta por um curso intensivo e que mire suas principais dificuldades, pode esperar um grande avanço. “Há turmas adequadas para todos os níveis e perfis. O importante é estar inserido em uma que tenha a proficiência adequada”, destaca Andrea Arakaki, diretora-geral da Education First no Brasil.

Tempo e investimento

Considerando tais pontos, é hora de fazer a pergunta: o que consigo fazer com os meios que tenho? Na prática, isso significa colocar na ponta do lápis o orçamento disponível, uma ideia de como seria possível juntar o dinheiro necessário, uma noção do tempo livre para passar no intercâmbio. E, nesse cálculo, deve pesar o fator da flexibilidade. “Muitos já chegam muito atraídos por um destino específico. O que ajuda é abrir o leque para identificar mais opções adequadas ao perfil do aluno”, pontua Andrea, especialista da EF.

Sendo flexível, é possível também baratear custos sem deixar de aproveitar o intercâmbio. “Em um mesmo país, se o estudante escolhe uma cidade menor ou maior, já impacta muito. É a diferença entre escolher Bristol em vez de Londres, ambas no Reino Unido”, exemplifica Luiza, da CI Intercâmbio. Nesse planejamento, vale separar uma lista de aspectos dos quais o estudante não abre mão e uma categoria daqueles que não são tão essenciais assim. No caso de um aluno que não suporte frio, destinos como o Canadá no inverno não são uma boa pedida. Se o fator climático não contar tanto, talvez uma cidadezinha inglesa com o céu sempre cinza faça sentido.

 

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